O Governo de Mato Grosso está investindo R$ 8,5 milhões na obra de reforma e modernização do Hospital Regional de Sinop, que já foi mais de 95% executada. No local, já foram investidos, até o momento, o montante de R$ 5 milhões e ainda está prevista a aplicação de mais R$ 3,5 milhões. As mudanças são exaltadas pelos pacientes atendidos na unidade, que tinham sido atendidos no local anteriormente e retornaram para atendimento.
A técnica de segurança do trabalho em Sinop, Angélica Cristina Barbosa, de 32 anos, é uma delas. Ela fraturou o pé direito e passou por uma cirurgia no hospital. Ela destaca a melhoria estrutural do local e o atendimento dos profissionais, além de ressaltar que a reforma é imprescindível para quem é da região.
“A estrutura já melhorou muito e acredito que tende a melhorar ainda mais para a nossa população. Eu já fui atendida aqui em outra época. A estrutura e o atendimento eram bem precários. Hoje melhorou demais, tanto visualmente, como os serviços. Eu só tenho a agradecer o atendimento das pessoas que trabalham aqui”, destacou a paciente.
Para o paciente Eliseu Gomes de Souza, de 42 anos, que passou por uma cirurgia no hospital, a atenção dos profissionais a seu quadro clinico foi o que mais marcou sua internação na unidade de saúde. “O atendimento é ótimo. Me trataram muito bem e o prédio está bacana. Quanto mais benfeitoria for feita aqui, melhor para nós”.
Nos últimos quatro anos, o Hospital Regional de Sinop passou por diversas melhorias, como a construção da usina de oxigênio e da caixa de gordura; a reforma da recepção; os reparos para funcionamento da Unidade Semi-intensiva (UCI) e UTI pediátrica.
“As melhorias no hospital beneficiarão os pacientes dos 14 municípios da região de saúde Teles Pires, que já contam com uma unidade de saúde moderna e ampla. A atual gestão trabalha diuturnamente para transformar os serviços em saúde ofertados pelo Governo do Estado. Nosso objetivo é um atendimento eficiente e de qualidade para a população”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Também foi feita a modernização da UTI adulto, das guaritas, dos leitos de retaguarda, da sala de repouso para mães, da clínica cirúrgica, além da instalação de pontos de gases medicinais e pintura nas salas de endoscopia, paisagismo, construção de calçadas, iluminação do estacionamento e pintura externa.
Segue em andamento no hospital a reforma da cozinha e do Bloco D. O trabalho deve avançar nos próximos meses para a antiga recepção e emergência da unidade; centro cirúrgico e UTI adulto do térreo.
As melhorias contribuirão para um atendimento de mais qualidade aos moradores de 14 municípios da região: Cláudia, Feliz Natal, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Ubiratã, Santa Carmem, Santa Rita do Trivelato, Sorriso, Tapurah, União do Sul e Vera.
Entusiasmado com a obra, o diretor do hospital, Jean Carlos Alencar, ressaltou que sem uma gestão comprometida, as melhorias não seriam possíveis. “Agradecemos o governador Mauro Mendes e o secretário Gilberto Figueiredo por uma gestão preocupada com os Hospitais Regionais. Graças a uma gestão empenhada, os servidores da unidade e os pacientes contam com um ambiente salubre, moderno e humano”, pontuou Jean.
A secretária adjunta de Infraestrutura e Tecnologia da Informação da SES, Mayara Galvão, ressalta que as equipes estão dedicadas ao andamento da reforma, que não prejudica os atendimentos hospitalares. “A continuidade da obra não interfere no atendimento aos pacientes, que continuam sendo atendidos no local e, sempre que necessário, podem ser realocados dentro da própria unidade hospitalar”, concluiu.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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