O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso combateu um incêndio no barracão de uma empresa algodoeira, localizada na Avenida Perimetral das Samambaias, no bairro Industrial Norte, em Nova Mutum, nesta quarta-feira (13.09). O trabalho durou cerca de 22 horas.
Foram gastos aproximadamente 300 mil litros d’água para combater o incêndio, pois se tratava de um barracão com diversos tipos de materiais combustíveis, incluindo plumas de algodão.
Devido à proporção do fogo, foi necessário acionar reforço e a equipe contou dez militares, duas viaturas, dois caminhões de combate a incêndio e uma ambulância, além do apoio dos brigadistas da empresa.
Também foram usadas máquinas da Prefeitura de Nova Mutum e de outras empresas, como com caminhões pipas e pás-carregadeiras, para auxiliar no combate e evitar que o fogo se alastrasse para as edificações circunvizinhas.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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