A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) divulgou, nesta sexta-feira (21.3), o Relatório de Ouvidoria de 2024. O documento traz uma análise detalhada das manifestações recebidas, das ações tomadas e dos resultados alcançados em termos de transparência, atendimento e melhoria contínua.
Em 2024, a Ouvidoria da Ager-MT registrou um aumento de 24,08% nas solicitações de atendimento, com um total de 4.708 manifestações, ante o período de 2023, englobando sugestões, consultas, denúncias, reclamações e elogios.
O aplicativo WhatsApp e o atendimento presencial no posto de atendimento do Terminal Rodoviário Engenheiro Cássio Veiga de Sá, em Cuiabá, foram os canais mais utilizados pelos usuários para registrar suas demandas.
De acordo com o diretor regulador de Ouvidoria e Saneamento da Ager-MT, Jossy Soares, os dados de 2024 apresentaram um recuo de 9,09% em relação ao ano anterior, quando foram registradas o total de 5.180 manifestações. Segundo ele, a atuação firme da Agência em todas as áreas reguladas e a melhora da qualidade na prestação dos serviços pelas concessionárias contribuíram para essa diminuição.
“O Relatório de Ouvidoria é uma prestação de contas para a sociedade, ao nosso verdadeiro patrão, que é o povo, o usuário; razão de nossas atividades. Claro que temos os clientes mediatos, que são os prestadores dos serviços públicos e o poder concedente importantes atores na consecução do interesse público”, declarou o diretor.
Entre os principais pontos destacados no relatório, estão os esforços para aprimorar a gestão das informações e a incorporação de novas tecnologias para um atendimento mais eficiente. Conforme adiantou o diretor regulador, em breve, a plataforma chatbot será implementada para o atendimento ao público.
O Relatório da Ouvidoria 2024 pode ser acessado por qualquer interessado. Clique aqui para ter acesso.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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