Mato Grosso

MT recebe equipe técnica da CBF e expectativa é que Arena Pantanal sedie jogos do Brasil

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A Arena Pantanal, em Cuiabá, poderá receber uma partida da Seleção Brasileira ainda neste ano, nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O estádio recebeu uma equipe da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), nessa quinta-feira (03.08), para análise da estrutura. A visita técnica foi acompanhada pelo secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Jefferson Neves, e pelo secretário adjunto de Esporte, David Moura.

“A conversa foi das melhores possíveis. O vistoriador deu uma pausa na inspeção e falou que não tinha muito mais o que olhar porque já estava tudo certo. Com toda certeza, a Arena vai sair na frente em relação a muitos outros estádios do país que não tem tanta utilização”, destacou Jefferson Neves.

Com os investimentos da atual gestão do Governo de Mato Grosso, a Arena Pantanal já recebeu jogos da Copa América de 2021 e a Supercopa do Brasil em 2022. Atualmente, recebe jogos do Cuiabá na série A do Campeonato Brasileiro.

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A qualidade do gramado, das instalações e dos vestiários, e a manutenção dos espaços também tem sido um diferencial, como enfatizou o secretário.

David Moura ressaltou que o local passa por manutenções e melhorias periódicas e contínuas e que isso contribui para que o estádio possa ser escolhido também para sediar as eliminatórias da Copa.

“A gente cuida bem da Arena todo santo dia, temos uma equipe de servidores sensacional que vive isso aqui toda semana, sábado e domingo. Acredito que a vistoria foi um sucesso e temos tudo para trazer esse jogo que é um sonho para nós e toda a população”, ressalta o secretário.

A Arena Pantanal tem capacidade para cerca de 44 mil torcedores e possui um sistema integrado de videomonitoramento para vigilância durante 24 horas, permitindo o acompanhamento de tudo o que acontece no estádio e no entorno, além de toda a troca de capacitores dos refletores de iluminação interna.

O presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Aron Dresch, acompanhou a vistoria e também acredita que a Arena Pantanal é uma forte concorrente para pleitear os jogos da seleção canarinho.

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“Nós não temos dúvidas de que este jogo virá pra cá. Nós temos uma Arena linda de Copa do Mundo que recebe jogos de série A e por sinal, domingo terá Cuiabá e Flamengo, que vai ser um grande jogo, com arena lotada”, afirma.

A vistoria da CBF segue durante esta sexta-feira (04.08), pois, além do estádio, devem ser avaliadas as redes hoteleiras, centros de treinamento e a capacidade do aeroporto para receber as seleções durante os jogos.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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