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Tios abandonam sobrinhos na porta da delegacia após irmão ser preso por tentativa de feminicídio

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Um homem suspeito de tentativa de feminicídio praticado contra a ex-companheira foi preso em flagrante pela Polícia Civil com apoio da Polícia Militar, no sábado (12.11), em ação realizada no município de Campos de Júlio. Após a prisão, os irmãos do suspeito buscaram os filhos dele em casa e deixaram na porta da delegacia, sendo autuados em flagrante pelo crime de abandono de incapaz.

As diligências iniciaram na madrugada de sábado, quando a vítima que é ex-companheira do suspeito foi até a delegacia bastante ferida para comunicar que tinha sido agredida pelo ex-marido. A vítima foi socorrida pelo policial plantonista e encaminhada para o hospital, sendo imediatamente iniciadas as buscas pelo agressor.

Segundo as informações, o ex-marido mora com o irmão na casa vizinha à da vítima. No dia dos fatos, o suspeito estava ingerindo bebida alcoólica com o irmão, enquanto ela estava em casa sozinha, momento em que ele entrou e passou a agredi-la verbalmente. Na sequência, o suspeito pegou uma faca e passou a desferir vários golpes contra a vítima, dizendo que mataria a ela e a seus filhos.

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Nas diligências na casa do suspeito, os policiais encontraram a faca utilizada para aplicar os golpes contra a vítima. O suspeito foi detido e encaminhado à Delegacia de Campos de Júlio, onde foi autuado em flagrante por tentativa de feminicídio.

Em protesto à prisão, os irmãos foram até a residência da vítima onde buscaram os sobrinhos de 4 e 5 anos, deixando as duas crianças na porta da delegacia, dizendo frases como “Prenderam meu irmão agora cuidem dos filhos dele” e fugindo em seguida do local.

Os suspeitos foram perseguidos pelos policiais e após serem detidos, foram conduzidos à Delegacia, onde foram autuados em flagrante por abandono de incapaz.

Fonte: PJC MT

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Ouro extraído ilegalmente movimentou R$ 20,5 milhões e era inserido no mercado formal, aponta investigação

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Uma investigação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal revelou uma estrutura financeira que teria movimentado cerca de R$ 20,5 milhões para sustentar atividades relacionadas à extração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. O esquema é alvo da Operação Solo Sagrado, deflagrada nesta terça-feira (18).

A ofensiva busca atingir não apenas os responsáveis pela exploração mineral irregular, mas também a estrutura que permitia financiar o garimpo, transportar equipamentos, movimentar os recursos e inserir o ouro no mercado formal com aparência de legalidade.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e uma ordem de prisão preventiva. A Justiça também autorizou o bloqueio e sequestro de bens e valores, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Segundo as apurações, um dos núcleos financeiros identificados movimentou aproximadamente R$ 20,5 milhões entre 2022 e 2025. Os investigadores também encontraram mais de R$ 3,5 milhões em transações envolvendo instituições de pagamento e empresas de serviços digitais.

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A investigação aponta que o grupo utilizava empresas e cooperativas para dificultar a identificação da origem do ouro. O minério seria adquirido de produtores ou intermediários ligados ao garimpo e, posteriormente, passaria por diferentes integrantes da cadeia comercial até chegar a estruturas formalmente constituídas no setor mineral.

Na prática, a suspeita é de que o sistema permitisse transformar ouro extraído ilegalmente em produto com aparência regular perante o mercado.

A operação também revelou a existência de uma estrutura logística necessária para manter as áreas de exploração em funcionamento. Segundo os investigadores, o esquema envolvia escavadeiras hidráulicas, caminhões-prancha, combustível, peças, oficinas e transporte de equipamentos.

A atuação integrada entre PF, MPF e Receita permitiu cruzar informações bancárias, fiscais, patrimoniais, policiais e telemáticas. A estratégia busca identificar todos os integrantes da cadeia, desde os responsáveis pelo financiamento e suporte ao garimpo até aqueles envolvidos na circulação e comercialização do minério.

Além de interromper o fluxo financeiro, a Operação Solo Sagrado pretende recuperar recursos que, segundo as investigações, seriam provenientes da exploração ilegal de ouro e ampliar a identificação de outros possíveis envolvidos.

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Até o momento, os investigados são alvos de apuração e as suspeitas ainda deverão ser analisadas no decorrer do processo judicial.

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