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Técnicos de enfermagem participam de palestra sobre acolhimento em saúde mental

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A Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria de Saúde, realizou, na última sexta-feira (11), uma capacitação com os técnicos de enfermagem da Atenção Primária de Saúde. A ação aconteceu no Auditório do Paço Municipal. 

A qualificação foi realizada em dois turnos, cada turma participiou de um período, o primeiro iniciou às 7h, o outro às 14h, ambos com o tema “Acolhimento em Saúde Mental”, ministrados pela psicóloga, Anne Caroline Nilson. 

“Sabemos que após a Covid-19 tivemos impactos na saúde fisica e mental dos profissiinais da Saúde, o nosso objetivo aqui é trabalhar isso e também o acolhimento, que é tão necessário e que refletirá inclusive no bom resultado deles na profissão”, explica a psicóloga.

Outro foco da Secretaria de Saúde foi capacitar os profissionais no manejo e diagnóstico de usuários com transtorno mental.

“Eu achei muito importante compartilhar sobre a nossa vivência e aprender sobre a maneira que precisamos tratar isso dentro de nós. Algumas situações passam batido e, quando se refere ao paciente às vezes só ouvi-lo já transforma o dia dele e o nosso também”, pontua a técnica de enfermagem, Evellyn Natally, do PSF XVII Vida Nova. 

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A palestra foi um divisor de águas para a técnica de enfermagem, Neoci Arruda, do PSF XIV Jardim Amazônia. “A gente observa que às vezes deixamos nosso trabalho falar mais alto devido à demanda e ouvir o paciente passa despercebido, essa palestra mudou minha forma de pensar, inclusive sobre a forma que eu me vejo. Às vezes o paciente só quer falar e a gente também, a prefeitura está de parabéns por ouvir as nossas necessidades e acolher”, finaliza.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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Sérgio Ricardo pede cautela em investigação da Operação Heritage e defende presunção de inocência

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou que as investigações da Operação Heritage devem ser conduzidas com serenidade e sem julgamentos antecipados. A declaração ocorre em meio à repercussão política da operação, que apura um suposto esquema envolvendo recursos públicos e um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi.

Segundo Sérgio Ricardo, todos os envolvidos devem ter assegurado o direito à presunção de inocência até que as investigações apresentem conclusões. Entre os citados no caso estão o ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, o ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado, e o candidato a deputado federal Fábio Garcia (União).

“Todo mundo é inocente até prova em contrário. Então, eu penso que é uma situação que vai se alongar, vai se alongar porque envolve muitas pessoas. Ela acontece num momento eleitoral e não tem como o processo eleitoral não sofrer com esses acontecimentos. Mas eu espero, e não tenho dúvida nenhuma, que tudo vai ser apurado. Se tiver culpado, culpado vai ser apontado; se não, inocentados”, afirmou.

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O presidente do TCE-MT evitou fazer uma análise política sobre o caso e ressaltou que o papel das instituições é apurar os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos, caso sejam identificadas irregularidades.

“Esse é um assunto delicado para eu tratar, porque eu não estou no processo político, eu não gosto de ficar fazendo essas análises políticas, porque tudo o que tiver que ser apurado, tudo o que tiver que ser denunciado, e tudo o que for denunciado, vai ser apurado”, declarou.

Sérgio Ricardo também destacou a atuação das instituições brasileiras, citando o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal (PF). Para ele, a investigação deve seguir os procedimentos legais, sem que as garantias constitucionais sejam deixadas de lado.

“Hoje nós temos as instituições fortes no Brasil. Então, eu vejo como nada passar batido ou nada passar em branco com relação a tudo isso que está acontecendo”, disse.

A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal com autorização do STF e investiga um suposto esquema de desvio de aproximadamente R$ 308 milhões relacionado a um acordo financeiro envolvendo o Governo de Mato Grosso e a Oi.

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A apuração também envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso de informação privilegiada. Segundo as investigações, a operação teria como foco uma estrutura financeira envolvendo fundos controlados pelo Banco Master.

A investigação alcançou ainda órgãos públicos, entre eles a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Por ocorrer em meio ao período de articulações para as eleições de 2026, o caso passou a provocar repercussões no cenário político de Mato Grosso.

Para Sérgio Ricardo, porém, eventuais efeitos políticos não devem interferir no andamento da investigação. Na avaliação do conselheiro, cabe às autoridades responsáveis esclarecer os fatos e apontar responsabilidades somente após a conclusão das apurações.

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