Tribunal de Justiça de MT

Corregedor é condecorado com medalha Mérito Águia Uno do Ciopaer

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O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira foi homenageado com a medalha Aviação de Segurança Pública – Mérito Águia Uno entregue pelo Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). A cerimônia de entrega aconteceu nesta terça-feira (8/11), no auditório da Escola Superior de Contas do TCE/MT.
 
“Hoje é um dia de júbilo pra mim e que representa muito como um cidadão mato-grossense. Gostaria de registrar a grande relevância que o Ciopaer tem para o Estado, um serviço de excelência seja no salvamento de vidas, policiamento, patrulhamento aéreo, no combate a incêndio e atendimento pré-hospitalar. É sempre uma satisfação poder colaborar com esse trabalho”, destacou o desembargador José Zuquim.
 
A condecoração homenageou ao todo 46 pessoas entre profissionais da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal, Polícia Judiciária, um representante da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), um representante da Polícia Militar de São Paulo, jornalistas, empresários, entre outros que contribuíram durante este ano com as atividades desenvolvidas pelo Ciopaer.
 
O coordenador do Ciopaer, tenente-coronel Ernesto Xavier de Lima, disse que cada um dos homenageados colaborou de alguma forma para o crescimento do Ciopaer, que conta atualmente com oito aeronaves e quatro helicópteros. “Todos eles contribuíram de forma direta ou indiretamente, mas gostaria de destacar o corregedor, desembargador José Zuquim e o Tribunal de Justiça que foram grandes parceiros em diversos projetos como na aquisição de aeronaves e UTIs aéreas”, asseverou.
 
A Medalha “Mérito Águia Uno” foi instituída pelo Decreto nº 656, de 03 de agosto de 2006. Trata-se da maior honraria da aviação de Segurança Pública do Estado destinada a agraciar personalidades civis e militares em razão de ações meritórias pelos relevantes serviços prestados no desempenho de missões relacionadas ao Ciopaer. Compõem o Centro Integrado Policiais Militares, Civis, Bombeiros Militares, que em 16 anos já realizaram mais de 25 mil horas de voo em prol de resgates de transporte aero médicos.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Foto 1: Horizontal e colorida. O coronel Alexandre Mendes e o desembargador estão em pé, lado a lado, a medalha está no peito do corregedor.
 
Larissa Klein/ Fotos Adilson Cunha
Assessoria de Imprensa CGJ
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Tribunal de Justiça de MT

Condenação de empresário faz Stephany relembrar violência e falar sobre outras mulheres

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A jovem Stephany Leal, de 21 anos, comemorou nesta sexta-feira (14) a condenação do empresário Alexandre Franzner Pisetta a 11 anos e três meses de prisão pelos crimes de estupro e perseguição. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que a decisão representa uma resposta judicial às violências que relatou ter sofrido durante o relacionamento com o empresário.

Stephany afirmou que não buscava vingança, mas responsabilização pelos fatos denunciados. Alexandre está preso preventivamente há mais de sete meses.

“Eu nunca quis vingança, eu sempre quis só justiça”, declarou.

Durante o relato, a jovem também falou sobre o período em que se responsabilizava pelas situações vividas durante o relacionamento. Segundo ela, foi ao conhecer o relato de outra mulher que passou por uma experiência semelhante que começou a compreender que não era culpada pelo comportamento do empresário.

“Durante muito tempo, gente, vou falar para vocês, durante muito tempo mesmo eu fiquei me sentindo culpada. […] Hoje eu entendo que não, que o problema nunca foi sobre mim”, afirmou.

Denúncia e exposição nas redes

Stephany contou que procurou a polícia em maio de 2025 e apresentou fotos, capturas de tela de conversas e vídeos relacionados ao caso. Segundo ela, naquele momento não houve o resultado que esperava.

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Diante disso, decidiu tornar o caso público nas redes sociais. Na avaliação da jovem, a repercussão contribuiu para que a investigação avançasse.

“Se eu não tivesse me exposto, se eu não tivesse exposto a minha vida, se eu não tivesse feito todo o ‘auê’ que eu fiz na internet. Mas, amém, são águas passadas”, relatou.

Após a condenação, Stephany afirmou estar satisfeita com o momento que vive atualmente e disse que pretende seguir em frente.

“Estou muito feliz com a vida que estou construindo para mim e acho que é isso que importa”, declarou.

Jovem relata contato com outra mulher

No vídeo, Stephany também contou ter conversado com outra mulher que teria se relacionado com Alexandre quando tinha 18 anos. Segundo seu relato, essa jovem também teria procurado a polícia, registrado uma denúncia e solicitado uma medida protetiva.

Stephany afirmou ter ficado surpresa com as semelhanças entre os relatos e disse acreditar que outras mulheres possam ter passado por situações semelhantes.

“Eu não fui a única. E essa garota também não. Foram várias que passaram por coisas iguais ou até piores”, afirmou.

Segundo Stephany, a mulher teria relatado agressões e apresentado hematomas após um episódio de violência. Ainda conforme o relato publicado nas redes sociais, ela teria procurado a delegacia e pedido proteção.

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A jovem também afirmou que o empresário costumava mencionar familiares e pessoas que, segundo ela, teriam influência, além de fazer referências ao período que permaneceria preso caso fosse detido.

As afirmações sobre outros possíveis casos fazem parte do relato de Stephany e não representam, por si só, comprovação judicial de novos crimes.

Condenação

Alexandre Franzner Pisetta foi condenado pela 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá a 11 anos e três meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de estupro e perseguição.

De acordo com a sentença, o estupro ocorreu em 17 de maio de 2025 e foi parcialmente registrado por uma câmera de segurança. A Justiça também considerou comprovada uma sequência de comportamentos caracterizados como perseguição contra a vítima.

Alexandre permanece preso preventivamente e, neste momento, não poderá recorrer em liberdade. A sentença determinou ainda o pagamento de R$ 15 mil de indenização mínima à vítima.

O empresário foi absolvido das acusações de descumprimento de medidas relacionadas ao caso.

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