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Seminário debate relacionamento do MP com outras instituições

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O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promove nesta quarta-feira (26), a partir das 9h30 (horário local), o seminário “Relacionamento do Ministério Público com outras instituições”. Destinado a membros e servidores do Ministério Público brasileiro, o evento virtual ocorrerá por meio da plataforma Microsoft Teams, de forma síncrona (ao vivo).

Com o objetivo de capacitar membros e servidores sobre o tema, o seminário contará com a palestra “A atuação do Ministério Público e os diálogos interinstitucionais”, a ser proferida pelo promotor de Justiça Henrique da Rosa Ziesemer, do Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC). A mesa será presidida pela promotora de Justiça do MPMT Fernanda Pawelec Vasconcelos e terá como debatedor o promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto, secretário-geral do MPMT.

Os participantes receberão certificado de duas horas-aula. Interessados deverão se inscrever pelo e-mail [email protected]. Participam da abertura do seminário o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Borges Pereira, e o coordenador da Escola Institucional, promotor de Justiça Paulo Henrique Amaral Motta.

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Fonte: MP MT

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Risco de câncer: MPT aciona empresa responsável pelo HMC e São Benedito

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O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) acionou judicialmente a Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), responsável pela gestão do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e do Hospital Municipal São Benedito, após identificar falhas na proteção de trabalhadores expostos a agentes considerados cancerígenos.

A ação civil pública tramita na Justiça do Trabalho e cobra a adoção imediata de medidas para prevenir, monitorar e controlar a exposição ocupacional. O MPT também pede que a empresa seja condenada a pagar pelo menos R$ 200 mil por dano moral coletivo.

Entre os agentes apontados na investigação estão a radiação ionizante, utilizada em exames e procedimentos médicos, e o óxido de etileno, empregado na esterilização de materiais hospitalares.

Falhas na proteção

Segundo o MPT, a investigação encontrou problemas em diferentes etapas do gerenciamento dos riscos ocupacionais. As falhas envolvem desde medidas de proteção e capacitação dos funcionários até o fornecimento de equipamentos de proteção individual, acompanhamento médico e monitoramento da exposição.

No caso da radiação ionizante, o órgão afirma ter identificado deficiências no controle e na documentação das medidas adotadas para proteger os profissionais. Também teria faltado comprovação de treinamentos periódicos para os trabalhadores expostos.

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O procurador do Trabalho Bruno Choairy Cunha de Lima destacou que a radiação ionizante é reconhecida como agente cancerígeno e que a exposição ocupacional precisa ser rigorosamente controlada.

A investigação também apontou problemas relacionados ao óxido de etileno, substância utilizada para esterilizar materiais que não podem ser submetidos a altas temperaturas ou umidade.

De acordo com o MPT, não havia identificação adequada de todos os ambientes e atividades com possibilidade de exposição ao produto, além de deficiências nas medidas de prevenção e no acompanhamento da saúde dos trabalhadores.

MPT tentou acordo

Antes de recorrer à Justiça, o Ministério Público do Trabalho tentou solucionar o problema por meio de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC).

Segundo o órgão, a Empresa Cuiabana de Saúde Pública informou que não tinha interesse em formalizar o acordo. Diante da ausência de entendimento, o MPT decidiu ingressar com a ação civil pública.

Entre as medidas cobradas estão a adequação dos programas de saúde e segurança do trabalho, incluindo o Plano de Proteção Radiológica e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional.

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O Ministério Público também exige que sejam comprovados o fornecimento de equipamentos de proteção adequados, a calibração dos dosímetros utilizados para medir a exposição à radiação, o monitoramento individual e ambiental e a capacitação periódica dos profissionais.

A ação ainda pede que os trabalhadores potencialmente expostos sejam submetidos a acompanhamento médico ocupacional adequado.

Além das obrigações relacionadas à segurança e à saúde dos funcionários, o MPT requer indenização de, no mínimo, R$ 200 mil por dano moral coletivo, em razão das irregularidades apontadas durante a investigação.

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