Tribunal de Justiça de MT

Projeto de modernização tecnológica do Judiciário mato-grossense é apresentado em congresso nacional

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso participa da 6ª Edição do Congresso de Inovação, Tecnologia e Direito para o Ecossistema de Justiça, em Brasília (DF). O Judiciário mato-grossense, representado por servidores, apresenta nesse encontro, que reúne especialistas em tecnologia do sistema judicial de todo o país, o processo de modernização e virtualização do ambiente de trabalho desenvolvido e aplicado pela Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI) em todas as unidades da Primeira e Segunda Instâncias.
 
O Expojud 2022 é considerado o maior evento sobre a revolução exponencial do sistema de Justiça. Além de palestras e área de exposição, o congresso, que encerra amanhã, quinta-feira (27 de outubro), também oferece treinamentos técnicos.
 
A CTI da Justiça mato-grossense, no stand e em outros ambientes do congresso, tem apresentado o projeto de transformação digital colocado em prática por entender que o futuro é agora. O case do Tribunal de Justiça faz destaques para o aprimoramento de segurança da informação; inovações normativas; modernização de datacenter e de parque tecnológico, estruturação de pessoal de TIC e melhorias das comunicações internas.
 
O objetivo do Judiciário que vem intensificando a estratégia de investimentos em tecnologia, além de garantir melhoria constante na prestação jurisdicional, é o de encarar a cada dia os desafios da revolução digital que possibilitem maior aproximação com a sociedade, especialmente dos jurisdicionados e jurisdicionadas, por meio de novas tecnologias e inteligência artificial.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens. Foto 1 – imagem colorida em formato horizontal: servidor da TI no stand do Judiciário, na Expojud.
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Tribunal de Justiça de MT

Carlinhos Bezerra diz que arrependimento o “corrói todos os dias” e afirma que perdeu o controle ao matar casal

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O empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, afirmou nesta sexta-feira (31), durante o Tribunal do Júri, que se arrepende diariamente dos assassinatos da ex-companheira Thays Machado e do namorado dela, Willian César Moreno. Réu confesso no processo, ele declarou que o crime cometido em janeiro de 2023 representa o maior erro de sua vida.

“Assumo que errei como nunca poderia ter errado na minha vida. Digo com certeza que essa coisa me corrói todos os dias”, afirmou o empresário durante o interrogatório. Em outro momento, disse que lamenta diariamente a morte de Thays e o impacto causado à filha da vítima.

O depoimento durou cerca de duas horas. Carlinhos respondeu às perguntas da defesa, do Ministério Público e da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. O julgamento é aberto ao público, mas a captação de imagens pela imprensa não foi autorizada.

Durante o interrogatório, o empresário descreveu o relacionamento com Thays como intenso, marcado por sucessivos términos e reconciliações ao longo de três anos e sete meses. Segundo ele, o casal chegou a planejar o casamento antes da separação definitiva.

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Carlinhos relatou que o rompimento ocorreu no fim de dezembro de 2022 e afirmou que ainda acreditava em uma reconciliação. Disse que, como ambos compartilhavam a localização dos celulares, decidiu procurar a ex-companheira para conversar e entender os motivos do término.

Ao falar sobre o dia do crime, afirmou que encontrou Thays e Willian por acaso quando seguia para um shopping. Segundo sua versão, ao questionar a ex-companheira por que ela não atendia suas ligações, Willian teria se aproximado do veículo e o insultado.

“Na hora em que ele veio para a minha direção e me xingou, eu perdi o controle”, declarou.

O empresário afirmou que o primeiro disparo tinha como alvo Willian e alegou ter sofrido um “apagão”, dizendo não se lembrar dos demais momentos da ação. Questionado pelo Ministério Público sobre o motivo de essa versão não ter sido apresentada durante a investigação, respondeu que havia contado o episódio ao antigo advogado, mas que, após a prisão, não conseguia falar sobre o caso.

Durante o depoimento, Carlinhos também negou ter perseguido Thays antes do crime. Apesar das investigações da Polícia Civil apontarem monitoramento sistemático da vítima, ele afirmou que apenas utilizava o compartilhamento de localização existente entre os dois e que as anotações encontradas em sua residência eram um hábito pessoal.

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O réu ainda explicou por que viajou para Campo Verde após os homicídios. Segundo ele, precisava “racionalizar” o que havia acontecido antes de se apresentar às autoridades e afirmou que nunca teve intenção de fugir.

O caso

Carlinhos Bezerra responde pelo assassinato da ex-companheira Thays Machado, de 44 anos, e do empresário Willian César Moreno, de 30. O crime ocorreu em 18 de janeiro de 2023, em frente ao Edifício Solar Monet, no bairro Consil, em Cuiabá.

De acordo com a investigação, o casal aguardava um veículo de aplicativo quando foi surpreendido pelo empresário, que efetuou diversos disparos de arma de fogo. Conforme a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Thays foi atingida por três tiros, enquanto Willian sofreu disparos no braço e no tórax.

O julgamento prossegue no Fórum de Cuiabá, onde os jurados decidirão sobre a responsabilidade criminal do réu e a eventual condenação.

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