Tribunal de Justiça de MT

Piracema: Juizado Volante Ambiental apreende mais de 300 kg de pescado irregular em Cuiabá

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Uma denúncia anônima resultou na localização de mais de 300 quilos de pescado irregular pelo Juizado Volante Ambiental (Juvam) e Polícia Militar de Proteção Ambiental. A apreensão ocorreu na tarde desta terça-feira (18/10) no bairro Beira Rio, próximo ao Coophamil, em Cuiabá. As 206 unidades de pescado, entre pintados, cacharas, piraputangas e até dourados, estavam em três freezers, que também foram apreendidos.
 
“O desafio agora é chegar nos autores desse ilícito e fazer alcançar ali as implicações criminais e administrativas cabíveis, seja a aplicação de multa e prisão dos autores desse fato ilícito”, disse o tenente-coronel Fagner. Entre os crimes praticados, segundo a Polícia, estão pesca durante a Piracema, que teve início no último dia 3 de outubro; uso de tarrafas e redes, o que é proibido durante todo o ano; captura de peixes em tamanho a baixo do permitido por lei; e pesca de dourado, espécie restrita.
 
De acordo com o oficial, a população precisa se conscientizar de que a pesca predatória é crime e se informar para evitar comprar pescado irregular ou abaixo da medida mínima. “A Polícia Militar trabalha muito na prevenção, no sentido de evitar, obviamente, que esse crime aconteça, mas infelizmente nós não conseguimos estar presentes em todos os pontos, em todos os momentos”.
 
Todo o pescado apreendido será doado a instituições de assistência social de Cuiabá.
 
Nadja Vasquez
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Carlinhos Bezerra diz que arrependimento o “corrói todos os dias” e afirma que perdeu o controle ao matar casal

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O empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, afirmou nesta sexta-feira (31), durante o Tribunal do Júri, que se arrepende diariamente dos assassinatos da ex-companheira Thays Machado e do namorado dela, Willian César Moreno. Réu confesso no processo, ele declarou que o crime cometido em janeiro de 2023 representa o maior erro de sua vida.

“Assumo que errei como nunca poderia ter errado na minha vida. Digo com certeza que essa coisa me corrói todos os dias”, afirmou o empresário durante o interrogatório. Em outro momento, disse que lamenta diariamente a morte de Thays e o impacto causado à filha da vítima.

O depoimento durou cerca de duas horas. Carlinhos respondeu às perguntas da defesa, do Ministério Público e da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. O julgamento é aberto ao público, mas a captação de imagens pela imprensa não foi autorizada.

Durante o interrogatório, o empresário descreveu o relacionamento com Thays como intenso, marcado por sucessivos términos e reconciliações ao longo de três anos e sete meses. Segundo ele, o casal chegou a planejar o casamento antes da separação definitiva.

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Carlinhos relatou que o rompimento ocorreu no fim de dezembro de 2022 e afirmou que ainda acreditava em uma reconciliação. Disse que, como ambos compartilhavam a localização dos celulares, decidiu procurar a ex-companheira para conversar e entender os motivos do término.

Ao falar sobre o dia do crime, afirmou que encontrou Thays e Willian por acaso quando seguia para um shopping. Segundo sua versão, ao questionar a ex-companheira por que ela não atendia suas ligações, Willian teria se aproximado do veículo e o insultado.

“Na hora em que ele veio para a minha direção e me xingou, eu perdi o controle”, declarou.

O empresário afirmou que o primeiro disparo tinha como alvo Willian e alegou ter sofrido um “apagão”, dizendo não se lembrar dos demais momentos da ação. Questionado pelo Ministério Público sobre o motivo de essa versão não ter sido apresentada durante a investigação, respondeu que havia contado o episódio ao antigo advogado, mas que, após a prisão, não conseguia falar sobre o caso.

Durante o depoimento, Carlinhos também negou ter perseguido Thays antes do crime. Apesar das investigações da Polícia Civil apontarem monitoramento sistemático da vítima, ele afirmou que apenas utilizava o compartilhamento de localização existente entre os dois e que as anotações encontradas em sua residência eram um hábito pessoal.

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O réu ainda explicou por que viajou para Campo Verde após os homicídios. Segundo ele, precisava “racionalizar” o que havia acontecido antes de se apresentar às autoridades e afirmou que nunca teve intenção de fugir.

O caso

Carlinhos Bezerra responde pelo assassinato da ex-companheira Thays Machado, de 44 anos, e do empresário Willian César Moreno, de 30. O crime ocorreu em 18 de janeiro de 2023, em frente ao Edifício Solar Monet, no bairro Consil, em Cuiabá.

De acordo com a investigação, o casal aguardava um veículo de aplicativo quando foi surpreendido pelo empresário, que efetuou diversos disparos de arma de fogo. Conforme a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Thays foi atingida por três tiros, enquanto Willian sofreu disparos no braço e no tórax.

O julgamento prossegue no Fórum de Cuiabá, onde os jurados decidirão sobre a responsabilidade criminal do réu e a eventual condenação.

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