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Aposentadoria Humanizada: servidoras e servidores do Judiciário recebem homenagem do Tribunal

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O Projeto Aposentadoria Humanizada, voltado a servidoras e servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, proporcionou momentos emocionantes àqueles que estão concluindo suas atividades funcionais e seus familiares. A homenagem ocorreu na tarde desta terça-feira (26), no auditório do Espaço Gervásio Leite, a 39 aposentados e aposentadas que encerraram sua jornada de trabalho entre setembro de 2019 a julho de 2022.
 
Cláudia Benedita Zarour Pfnnemuller dedicou 34 anos ao trabalho no TJMT. Assumiu o cargo aos 25 anos de idade e foi no trabalho que conheceu o esposo. Sua história também tem uma página marcante em relação ao projeto, pois ela é uma das idealizadoras do Aposentadoria Humanizada. Quando pensou em proporcionar o acolhimento e a homenagem aos aposentados, ela ainda não imaginava que na sua vez a emoção seria tão grande.
 
“Sei de poucas pessoas das quais tudo nasceu do TJ, até minha família veio daqui. Então esse é um momento muito emocionante, o Tribunal proporcionou muito do que tenho em minha vida: carreira profissional de onde consegui conquistar bens materiais, minha formação como ser humano e a minha família, pois me casei com outro servidor e construímos a nossa família”, contou ela com os olhos marejados.
 
Com 30 anos de atividade funcional, Sebastião da Costa Santana Milhomem garante que o encerramento dessa etapa na sua vida não significa que tenha deixado de lado as atividades profissionais e adianta que tem planos para continuar ativo em outros trabalhos.
 
“Cheguei à aposentadoria com saúde, bem e em paz. Acho que isso é importante. Tenho planos, projetos que já estou tocando, até porque a situação econômica do país exige isso. Penso em quem chegou à aposentadoria com problemas de saúde e agradeço por estar em uma situação diferente”, afirmou.
 
O servidor viu as transformações tecnológicas como a passagem da máquina de escrever para os computadores. Mas Sebastião conta que buscou sempre se adaptar às novas tecnologias e aprender a lidar com elas. Mas nem sempre foi fácil.
 
“Aprendemos a trabalhar com o CNJ e eram muitas demandas, aí precisamos buscar a tecnologia para criar sistemas que atendessem ao que o CNJ exigia. Foram os primeiros passos e fomos modelo. A gente começou com os selos nos Cartórios, por exemplo. Foi ótimo trabalhar aqui, sempre tive boas relações e oportunidades de auxiliar”, concluiu.
 
A presidente do TJMT, Maria Helena Póvoas, fez questão de acompanhar as homenagens aos servidores e esteve acompanhada das desembargadoras Clarice Claudino, Maria Erotides Kneip e do desembargador Juvenal Pereira. A presidente falou aos presentes e agradeceu a cada um pela dedicação profissional.
 
“É um reconhecimento da história desses servidores para o que é hoje o Poder Judiciário. Se hoje temos um Selo de Ouro e somos voltados às técnicas de ponta, como reconhece o CNJ, é porque devemos muito a esses servidores, em especial esses que hoje nos deixam para sua aposentadoria”, pontuou.
 
A desembargadora Clarice Claudino, eleita presidente da instituição para o Biênio 2023/2024 definiu os servidores aposentados como páginas vivas da história do Tribunal de Justiça e fez um convite para que continuem participando da instituição, seja como cidadãs e cidadãos visitando os colegas ou ainda como voluntários em outras frentes de trabalho. A experiência de cada um, assegurou a magistrada, pode contribuir com a sociedade. Como exemplo, ela falou dos cursos de formação para facilitadores de círculos de construção de paz.
 
“Esse evento é uma verbalização pública de todo o reconhecimento pela dedicação, desempenho, pioneirismo. É muito bonito ver isso. É emocionante. Acredito que todo ser humano gosta e se sente bem quando é reconhecido e essa homenagem faz parte de uma política de valorização da qual faço muito apreço e, por isso, a minha alegria de ter sido convidada para participar desse momento”, declarou.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.Primeira imagem: Foto colorida na qual aparecem servidoras e servidores sentados nas cadeiras do auditório. No palco, em pé, a presidente do TJMT fala aos presentes. Segunda Imagem: Foto colorida onde aparece a servidora Cláudia e a presidente do TJMT. Elas estão em pé e sorriem para a foto. Terceira imagem: Foto colorida do servidor Sebastião segurando a placa de homenagem recebida das mãos da diretora geral Claudenice Deijany. Ambos posam para a foto e sorriem. Quarta imagem: Foto colorida da desembargadora Maria Helena Póvoas enquanto ela fala em entrevista à imprensa. A imagem é um corte do busto para cima.Quinta imagem: Foto colorida na qual alguns servidores aposentados posam para a foto. Todos estão em pé e seguram as placas de homenagem recebidas enquanto posam para a foto sorridentes.
 
Andhressa Barboza/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Médica é condenada a 3 anos por atropelar e matar verdureiro em Cuiabá

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A Justiça de Mato Grosso condenou a médica Letícia Bortolini a três anos e dois meses de prisão, em regime inicial aberto, pelo atropelamento que matou o verdureiro Francisco Lúcio Maia, de 48 anos, em abril de 2018, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá.

A sentença foi proferida pelo juiz Moacir Rogério Tortato, da 10ª Vara Criminal da Capital, que concluiu que a médica dirigia sob efeito de álcool, em velocidade de 101 km/h, e deixou o local sem prestar socorro à vítima. Além da pena privativa de liberdade, ela teve a Carteira Nacional de Habilitação suspensa por quatro meses e 20 dias.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Letícia retornava de uma festa open bar acompanhada do marido quando atingiu Francisco, que atravessava a avenida. Com o impacto, o verdureiro foi arremessado por vários metros, atingindo um poste de concreto e uma árvore às margens da via.

Na decisão, o magistrado destacou que boletim de ocorrência, laudos periciais, imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e o interrogatório da própria ré demonstram que ela conduzia o veículo com a capacidade psicomotora alterada pelo consumo de álcool e em velocidade acima da permitida.

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A defesa sustentou que a vítima atravessava a avenida fora da faixa de pedestres e que isso teria sido a causa do acidente. O argumento, no entanto, foi rejeitado pelo juiz. Conforme a sentença, as imagens mostram que Francisco já deixava a pista de rolamento e não realizou qualquer movimento repentino que pudesse justificar o atropelamento.

O magistrado também ressaltou que Letícia tinha condições de perceber o acidente e deveria ter permanecido no local para prestar socorro e acionar os serviços de emergência, o que não ocorreu.

Apesar da condenação, a Justiça autorizou que Ministério Público e defesa retomem negociações para um eventual Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), desde que o pedido seja apresentado antes do trânsito em julgado da sentença.

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