Tribunal de Justiça de MT

Poder Judiciário vai capacitar estagiários para atuarem nos gabinetes dos magistrados

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Estagiários do Poder Judiciário de Mato Grosso nas comarcas de Cuiabá e de Várzea Grande terão a oportunidade de aprender com juízes e serem orientados por eles diretamente. Está aberto o edital de seleção para o Programa Estágio Judicial e podem participar apenas os estagiários que já foram aprovados no seletivo realizado Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
 
Diretor do Fórum de Cuiabá, o juiz Lídio Modesto conta que 16 magistrados vão orientar os alunos que forem aprovados na seleção. Eles receberão um curso ao longo de um ano, com aulas semanais e irão atuar diretamente com juízes que serão orientadores do processo de aprendizagem dentro dos Gabinetes e em aula.
 
Na última quinta-feira (10), Lídio Modesto reuniu os mais de 330 estagiários e apresentou o Programa, convidando a todos para participarem do seletivo. A proposta do estágio judicial foi do desembargador Marcos Machado, diretor-geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis/MT), instituição responsável pelo Programa.
 
“A proposta é melhorar o desempenho dos estagiários e oferecer oportunidades de um futuro na área. Pois não basta terem a ideia de como trabalhar dentro do Judiciário, vamos ensinar esses jovens como lidar com os processos. Temos um time forte de magistrados que vão trazer conceitos práticos para que o estagiário abra um processo e saiba o que fazer, a ideia é que eles aprendam a prática judiciária mesmo”, destacou o magistrado.
 
Milena Lobo, 9º semestre de Direito, não esconde a empolgação em participar do projeto e aponta muitas vantagens. “Fui uma das primeiras a me inscrever e a minha expectativa é aprender com os magistrados tudo que eles puderem me ofertar, tudo que puder aproveitar desse programa que está sendo oferecido, eu quero aprender”.
 
A prova está marcada para 18 de novembro e as inscrições podem ser realizadas por meio de um link, enviado por e-mail junto do edital. Airton Lucas Almeida do Prado, no 8º semestre de Direito, também pretende participar.
 
“Para nós, alunos, é importante termos esse contato com os juízes que experientes. Esse programa eu considero muito importante e trará mais aprendizado para que o aluno não fique tão perdido quando for para a vida profissional”.
 
#Paratodosverem
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Imagem 1: Foto colorida onde aparece o juiz Lídio Modesto falando à frente dos mais de 330 estagiários. Ele está de pé e segura um microfone. 2: Foto colorida da estagiária Milena. Na imagem, ela aparece segurando um microfone e sorri enquanto fala em entrevista. Imagem 3: Foto colorida do estagiário Airton. Na imagem, ele aprece do busto para cima e está falando em entrevista.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Perri diz que ‘vale-peru’ foi dado para compensar ‘esforço desumano’ de servidores

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O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, defendeu enfaticamente o pagamento do “vale-peru” de R$ 8 mil concedido em dezembro a todos os servidores da Corte estadual. Perri destacou que o TJ foi reconhecido com o “Selo Ouro”, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aos tribunais que se destacam em governança e transparência.

 

“O Tribunal de Mato Grosso foi, mais uma vez, selo ouro. A intenção (do auxílio-alimentação) foi bonificar, gratificar, premiar o esforço desumano dos servidores na obtenção do selo, na produtividade que eles alcançaram”, afirmou o desembargador na última sexta-feira, 7, a sites noticiosos de Cuiabá. Ao Estadão, Perri confirmou o teor de suas declarações.

 

O “vale-peru” foi concedido em dezembro pela então presidente do TJ, desembargadora Clarice Claudino Silva. Ela liberou R$ 8 mil a todos os funcionários administrativos e R$ 10 mil aos juízes. A medida provocou forte reação e críticas, inclusive do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, que mandou servidores e juízes de Mato Grosso devolverem o penduricalho.

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Os juízes, segundo Orlando Perri, já atenderam a determinação do ministro. Os servidores, por sua vez, se insurgiram e decidiram ir ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do sindicato da categoria, para não terem que devolver o dinheiro. Eles alegam que agiram de “boa-fé”.

 

Orlando Perri é um dos desembargadores mais experientes e respeitados de Mato Grosso. Ele ingressou na magistratura em 1983. Perri já presidiu o tribunal entre 2013 e 2014. Também exerceu as funções de corregedor-geral e vice-presidente. Entre 1999 e 2000 presidiu o Tribunal Regional Eleitoral no Estado.

 

O desembargador avalia que Clarice “não agiu de má fé”. Para ele, a desembargadora apenas adotou o mesmo expediente de outros tribunais. “Querem sacrificar apenas o tribunal de Mato Grosso? Outros tribunais também deram o bônus.”

 

Perri disse que a colega de toga agiu “na maior boa fé, tomando como exemplo outros tribunais que bonificaram seus servidores por sua produtividade”.

 

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