GASTO EXAGERADO

Reserva R$ 1,3 milhão para comprar cortinas será destinada pelo Governo Lula

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O governo Lula (PT) reservou mais de R$ 1,3 milhão para a aquisição de cortinas. O valor contempla entrega e montagem do material.

 

O pedido prevê a destinação das persianas com o recurso “blackout” para decorar a Advocacia-Geral da União (AGU), em Pernambuco.

– A medida é necessária para garantir condições adequadas de trabalho, conforto térmico e controle de luminosidade nos ambientes laborais, contribuindo para a preservação dos equipamentos eletrônicos e mobiliário, além de promover a eficiência e o bem-estar dos servidores – diz a justificativa do governo.

O Planalto argumenta que se faz necessária a compra dos produtos em prol do conforto dos servidores.

 

– A falta de persianas adequadas gera desconforto aos servidores, prejudicando a produtividade devido ao excesso de calor e luminosidade, especialmente em regiões onde há intensa incidência solar. Além disso, a ausência de controle eficiente da luz natural pode impactar diretamente a preservação de documentos e equipamentos sensíveis, aumentando a depreciação patrimonial e os custos com manutenção.

No início do mês, o governo Lula fez uma reserva de mais de R$ 650 mil para a aquisição de “flores nobres, tropicais e do campo”. A quantia garantirá a ornamentação durante um ano.

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Segundo o pedido, serão 134 arranjos para adornar as residências oficiais da Presidência da República, dentre vasos de canto e de mesa. Orquídeas, narcisos, hortências, lírios, copos-de-leite são os tipos exigidos.

– A Presidência da República é um órgão que recebe muitas personalidades, como chefes de Estado, delegações diplomáticas, políticos e artistas – justifica o governo.

A compra também contempla a ornamentação de eventuais velórios.

– Em certos eventos, existem protocolos e costumes a serem seguidos, como a decoração do local, utilizando-se de arranjos e flores ornamentais. Por haver necessidade de se adquirir material a ser utilizado na ornamentação de eventos com a presença das personalidades já mencionadas, bem como, entrega em datas natalícias, falecimentos de autoridade e arranjos para o gabinete pessoal e residências oficiais.

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POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

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Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

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