POLÍTICA NACIONAL

Reconhecimento da Chegança como manifestação da cultura vai à Câmara

Publicado em

A Comissão de Educação e Cultura (CE) aprovou nesta terça-feira (8) o projeto que reconhece a Chegança como manifestação da cultura nacional. A proposta (PL 2.938/2024), do senador Rogério Carvalho (PT-SE), teve relatório favorável da senadora Jussara Lima (PSD-PI) e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

A Chegança — também conhecida como “Chegança dos Marujos”, “Marujada”, “Chegança dos Mouros”, “Barca” e “Fandango” — é um folguedo popular que narra episódios de batalhas, conquistas e e de devoção religiosa dos marinheiros. A manifestação tem forte presença no Nordeste, especialmente em Sergipe, nos municípios de Laranjeiras, Lagarto e São Cristóvão.

As apresentações misturam elementos da religiosidade popular com tradições náuticas, envolvendo personagens como Capitão, Contramestre, marinheiros e figuras mitológicas, todos com trajes coloridos e acessórios marítimos. As encenações ocorrem especialmente no período natalino e em festas como as de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário.

A relatora destaca a importância do reconhecimento como forma de valorização cultural. “Isso fortalece a identidade cultural e promove a diversidade e a inclusão, celebrando a pluralidade da história e da cultura brasileiras” afirma Jussara. Ainda segundo Jussara Lima, pesquisadores como Sílvio Romero e Mário de Andrade registraram a relevância da Chegança em Sergipe, ressaltando a fidelidade dos grupos locais aos textos originais e a qualidade das apresentações dramáticas e musicais.

Leia Também:  Flávio Bolsonaro quer definir crime de 'domínio de cidades' na CSP

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Flávio diz que queria uma mulher como vice, mas escolheu Gaspar “em cima da hora”

Published

on

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, afirmou que pretendia ter uma mulher como candidata a vice, mas acabou escolhendo o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a chapa. Segundo o senador, a definição ocorreu menos de 24 horas antes do anúncio oficial.

A declaração foi feita durante a live semanal de Flávio, na quinta-feira (6). De acordo com o candidato, a intenção inicial era encontrar uma mulher de outro partido para integrar a chapa, mas as negociações não avançaram depois que outras legendas decidiram manter posição de neutralidade na disputa presidencial.

“Todo mundo sabe da minha tentativa de buscar uma mulher, não apenas por ser mulher, mas uma pessoa qualificada para estar junto com a gente na composição dessa chapa”, afirmou.

Flávio disse ainda que a composição com outros partidos também seria importante para ampliar o tempo de televisão e a quantidade de inserções durante a campanha.

Tereza Cristina e Daniella foram cotadas

Entre os nomes apontados como possíveis candidatas a vice estavam a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a economista Daniella Marques (Republicanos).

Leia Também:  Flávio Bolsonaro quer definir crime de 'domínio de cidades' na CSP

Segundo as informações divulgadas sobre as articulações, as possibilidades foram prejudicadas pela decisão das cúpulas do PP e do Republicanos de não formar coligação com o PL na eleição presidencial.

Flávio afirmou que, apesar da ausência de uma mulher na chapa, lideranças femininas de outros partidos que chegaram a ser consideradas continuam apoiando sua candidatura.

“Todas estão com a gente. Quer dizer, os quadros mais qualificados de todos os partidos estão caminhando conosco”, declarou.

Michelle Bolsonaro (PL-DF) e a deputada federal Priscila Costa (PL-CE) também foram mencionadas nas articulações. Michelle não teria aceitado o convite, enquanto Priscila teria demonstrado disposição para assumir a função.

Flávio contesta versão de Valdemar

Durante a transmissão, Flávio também comentou uma declaração do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sobre a escolha de Alfredo Gaspar.

No anúncio da chapa, realizado na quarta-feira (5), Valdemar afirmou que o nome do deputado vinha sendo guardado havia cerca de seis meses.

Flávio apresentou uma versão diferente. Segundo ele, Gaspar foi escolhido na reta final das negociações.

“Eu não entendi, o Valdemar falou na hora lá ‘estamos aqui há seis meses guardando esse nome’. Pô, presidente, não foi isso”, afirmou.

Leia Também:  Teresa Leitão destaca expansão de rede de cursinhos populares

Na sequência, disse que a sugestão partiu do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha.

“Realmente foi em cima da hora que o Marinho teve essa ideia. Eu achei a ideia fantástica”, declarou.

Segurança pública será foco da chapa

Flávio justificou a escolha de Alfredo Gaspar destacando sua atuação em temas como segurança pública e combate à corrupção, áreas que o candidato afirmou que pretende priorizar durante a campanha.

“É alguém que tenho certeza de que o PT se tremeu”, disse Flávio.

Durante a live, Rogério Marinho associou a escolha à estratégia de explorar, na campanha, as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fábio Luís é alvo de apurações relacionadas a suspeitas de tráfico de influência. As investigações, contudo, não equivalem a uma condenação e eventuais responsabilidades dependem da conclusão dos procedimentos e das decisões das autoridades competentes.

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA