POLÍTICA NACIONAL

Paim alerta para aumento de denúncias de violência contra idosos

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O senador Paulo Paim (PT-RS), em pronunciamento nesta quarta-feira (25), chamou a atenção para o aumento dos casos de violência contra idosos no país. Segundo dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos citados pelo parlamentar, o número de denúncias cresceu 38% nos primeiros meses de 2025, somando mais de 65 mil registros. Paim ressaltou a importância das denúncias e lembrou que os canais Disque 100, Ligue 180 e o telefone 190 estão disponíveis para atendimento.

— É um cenário alarmante. Idosos que deveriam ser protegidos e amparados tornam-se vítimas de abusos dentro de suas próprias casas, todo tipo de abuso financeiro e físico. Não podemos, sob nenhuma circunstância, naturalizar ou ignorar a violência contra os idosos. Sempre digo e repito: o jovem de hoje tem que entender que ele é o idoso de amanhã, e a forma como ele trata seu avô, bisavô, seu pai e sua mãe é a forma como ele será tratado no futuro — afirmou.

O senador também destacou a aprovação, na Comissão de Direitos Humanos (CDH), do projeto de lei (PL) 4.472/202, que trata dos direitos da pessoa idosa hipervulnerável. A proposta, de autoria do deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ), eleva a pena para crimes contra idosos nessa condição e estabelece prioridade especial de atendimento. O texto, que teve relatoria do próprio Paim, segue agora para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

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INSS

Paim criticou as fraudes cometidas contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2018 e 2024. De acordo com ele, 16 entidades associativas estão sob investigação. O presidente do INSS, Gilberto Waller, informou que os ressarcimentos começarão a ser pagos em 24 de julho, em três lotes quinzenais. No primeiro lote, 1,5 milhão de beneficiários devem receber os valores descontados indevidamente. Até o momento, 3,4 milhões de segurados solicitaram o reembolso.

— Essas ações criminosas precisam ser combatidas com rigor e os responsáveis devem ser punidos, conforme prevê a lei. Entendo eu que as entidades envolvidas nessa roubalheira, nessas fraudes, devem ter os nomes todos dados, porque, senão, os inocentes pagarão pelos pecadores. Se não denunciam os nomes, como deve ser denunciado, aquelas outras entidades sérias, acabam também pagando por aquelas que usaram da fraude, da roubalheira, do desvio de conduta e do apropriamento do dinheiro do idoso —  declarou Paim.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Magno Malta anuncia PDLs contra decretos de Lula que regulam ‘big techs’

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (26), o senador Magno Malta (PL-ES) anunciou a apresentação de dois projetos de decreto legislativo (PDL 460/2026 e PDL 466/2026) para tentar derrubar decretos do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que atualizam a regulamentação do Marco Civil da Internet. As novas regras ampliam a responsabilidade das plataformas digitais (big techs) na remoção de conteúdo criminoso e exigem ações preventivas contra fraudes e violência. O parlamentar afirmou que as medidas restringem a liberdade de expressão.

— Esse PDL é para anular o decreto de Lula que faz regulação da internet. São dois PDLs: o 460, de 2026, e o 466, de 2026. Reclamação disciplinar no CNJ. Como no Brasil não tem ordenamento jurídico, não tem respeito, cada um escreve o que quer, do jeito que quer, eu digo: o Executivo e o Supremo Tribunal Federal são os componentes majoritários desse consórcio que manda e desmanda, que faz e desfaz, e que não respeita o ordenamento jurídico — declarou.

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No mesmo discurso, o parlamentar criticou pesquisas de opinião pública divulgadas após o vazamento de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo o parlamentar, as pesquisas foram utilizadas para ampliar desgastes políticos. O senador anunciou que pretende protocolar um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação das empresas responsáveis pelas pesquisas eleitorais no país.

— Eu entregarei amanhã um pedido de CPI para investigar as empresas de pesquisa no Brasil, os institutos de pesquisa. O que são os institutos de pesquisa, senador Wagner, senador Davi e senadora Dorinha? Eles não são entidades filantrópicas, são empresas criadas para ganhar dinheiro e precisam ter cliente. O cliente paga, e, quando dá tudo errado para ele, o instituto ainda tem a margem de erro que ele dá para o cliente e a tira do outro — disse.

O senador também voltou a defender o homeschooling (ensino domiciliar), ao comentar o caso de uma família condenada por abandono intelectual em Jales (SP). Magno Malta defendeu que educar filhos em casa não pode ser tratado como crime e informou ter apresentado reclamação disciplinar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz responsável pela sentença.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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