POLÍTICA NACIONAL

Oriovisto critica isenção do IR e diz que não há controle de gastos

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O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) questionou, em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (25), se o objetivo da proposta do governo, que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem recebe até R$ 5 mil mensais, é beneficiar os mais pobres ou conquistar apoio político com medidas de apelo popular.  Segundo o parlamentar, apesar de parecer uma medida de justiça social, a iniciativa esconde um desequilíbrio fiscal que será compensado com o aumento de tributos para outras faixas de renda. 

— O que ele deveria fazer? Cortar despesas. Não, ele não faz isso; ele aumenta o imposto de outro. Ele quer dar um benefício a José, mas quem vai pagar é Paulo, não o governo. É outro que vai pagar. E aí, maldizem os ricos, maldizem as pessoas que têm muito dinheiro, como se eles fossem os culpados da miséria dos outros — afirmou.

O senador também criticou o uso do FGTS como garantia para crédito consignado. Disse que há contradição entre o que faz o Banco Central e o que faz o governo. Ele afirmou que o Executivo está colocando mais dinheiro em circulação, o que aumenta a procura por produtos e pode pressionar os preços. Enquanto isso o Banco Central tenta conter a inflação com juros altos. Oriovisto ainda chamou atenção para o Orçamento de 2025, destacando que dos R$ 5,7 trilhões em despesas, cerca de R$ 3 trilhões são destinados ao pagamento de juros e amortização da dívida pública.

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— Nós não fazemos uma política pensando em macroeconomia. Nós não fazemos uma política pensando na questão fiscal. Aqui a política é gastar, gastar, gastar, criar voo de galinha e arruinar este país. A despesa total do governo prevista para este ano é de [quase] R$ 6 trilhões, sendo R$ 3 trilhões apenas para pagamento de juros e amortização da dívida. O que sobra para os ministérios são R$ 170 bilhões e, para emendas parlamentares, R$ 50 bilhões. Esta é a política brasileira — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

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Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

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