POLÍTICA NACIONAL

Magno Malta comemora primeiro passo para fim do conflito no Oriente Médio

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Em discurso no Plenário nesta terça-feira (14), o senador Magno Malta (PL-ES) comemorou o recente cessar-fogo entre Israel e o grupo Hamas, classificando o conflito como uma “guerra insana”. Ele destacou a libertação de reféns e afirmou que a paz na Palestina será alcançada por meio da mediação de nações democráticas.

— São dois anos de uma invasão ilegal, com mais de 1,2 mil mortos e 250 sequestrados. A Palestina certamente terá a sua paz restaurada. Há uma sequência nesse acordo, esse foi o primeiro momento. Há um segundo e um terceiro, que será comandado por um conselho de nações democráticas civilizadas — declarou o senador.

Magno Malta lamentou a escalada do antissemitismo e da violência contra cristãos em diferentes partes do mundo. Segundo ele, a perseguição religiosa é negligenciada pela imprensa.

— A mídia não fala dos cristãos que estão sendo mortos na África. Cristãos atacados, judeus atacados, o antissemitismo cresce absurdamente no mundo e aqui no Brasil, mais ainda — afirmou.

O senador também voltou a fazer críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal, especialmente ao ministro Alexandre de Moraes. Ele criticou os nomes que têm sido cogitados para a vaga do ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou sua aposentadoria do STF, e declarou que votará contra.

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— Não mande ninguém rodear meu gabinete, procurar lideranças evangélicas, lideranças amigas para que venham pedir para que eu receba; eu não recebo nenhum! Já adianto meu voto: contra!

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Destinação de emendas parlamentares da saúde aos bombeiros vai à CAE

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Emendas parlamentares destinadas ao atendimento pré-hospitalar realizado pelo Corpo de Bombeiros poderão ser consideradas gastos com saúde no Orçamento, aprovou a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quarta-feira (17). O Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2021 segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

A legislação exige que pelo menos metade das emendas individuais sejam para a saúde. Pelo texto, apenas despesas que cumprirem requisitos a serem definidos do Ministério da Saúde poderão receber recursos de emendas. O PLP 18/2021 proíbe que gastos não relacionados ao atendimento pré-hospitalar, inclusive remuneração de servidores, sejam contabilizados como gasto em saúde.

O relator, senador Wilder Morais (PL-GO), afirmou que o projeto incentivará um financiamento mais eficiente para as atividades. 

— [A proposta] não transfere recursos da saúde para a segurança pública, nem tira recursos do SUS nem do Samu — disse Wilder, que votou pela aprovação, sem alterações, do projeto do deputado Guilherme Derrite (PP-SP). 

‘Precedente perigoso’

O senador Humberto Costa (PT-PE) argumentou que o projeto retira recursos da saúde, pois parlamentares poderão deixar de investir no SUS para favorecer os bombeiros. Ele observou que o projeto modifica a Lei Complementar 141, de 2012, a qual, por sua vez, quase teve, na sua elaboração, gastos com meio ambiente, saneamento básico e outros temas considerados como sendo do setor de saúde. 

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— [Os recursos que podem ir aos bombeiros] não são nem tão relevantes. O problema é que estaremos abrindo um precedente perigoso para voltar a tudo o que havia no passado, e sabemos o trabalho que deu para garantir os recursos para a saúde — salientou Humberto Costa.

O senador defendeu um projeto de lei específico para obrigar investimento nos bombeiros com parte das emendas que não são para a saúde.

Urgência

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) disse que melhorar o atendimento pré-hospitalar não prejudicará o setor de saúde. Os bombeiros realizaram 40% do total de 2,5 milhões de ocorrências registradas, disse Trad, repercutindo dados de audiência pública realizada na CAS em 8 de junho.

— Eu não consigo entender por que essa situação possa vir a causar um prejuízo para a saúde, até porque ninguém aqui vai colocar tudo para esse setor das emendas que a gente tem.

A pedido de Trad, a comissão aprovou requerimento de urgência, que precisa ser aprovado em Plenário.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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