POLÍTICA NACIONAL

Instituído o Dia Nacional da Capoterapia

Publicado em

Dia Nacional da Capoterapia será comemorado anualmente na primeira sexta-feira de outubro. É o que determina a Lei 15.259, de 2025, sancionada na quarta-feira (12) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (13), a lei trata da prática da capoterapia, modalidade esportiva proveniente da capoeira e utilizada como terapia.

A norma é originária do Projeto de Lei (PL) 5.929/2019, do deputado Júlio César Ribeiro (Republicanos-DF), aprovado em outubro pela Comissão de Educação e Cultura (CE) com relatório da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

No texto que recomenda a criação da data comemorativa, Damares observa que a capoterapia adapta movimentos da capoeira para “uma prática coletiva, sem disputas ou acrobacias, com foco na segurança e inclusão”. Ainda segundo a senadora, a capoterapia é normalmente realizada em grupos e acompanhada por profissionais especializados, trazendo ganhos físicos, psicológicos e sociais.

“Embora aberta a pessoas de todas as idades, a modalidade tem foco no público idoso, com o objetivo de estimular o convívio social e melhorar a qualidade de vida”, disse a senadora. “Entre os benefícios dessa modalidade estão melhora da coordenação motora, redução de dores corporais, aumento da disposição e diminuição de sintomas ligados à depressão e à ansiedade. Além disso, a prática favorece a socialização e a autoestima, que estão relacionadas com qualidade de vida e sensação de bem-estar físico e mental”. 

Leia Também:  CRA debate apreensão de gado pelo Ibama em áreas embargadas

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Caso Banco Master reúne acusações e decisões sob análise de Mendonça

Published

on

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a ser alvo de questionamentos relacionados à sua atuação no caso Banco Master. Os episódios envolvem uma disputa com a Polícia Federal, encontros com o banqueiro Daniel Vorcaro e novos elementos encaminhados ao STF pelo ministro Flávio Dino.

O plenário do Supremo deve analisar os questionamentos na próxima quarta-feira (23). Até o momento, não há conclusão da Corte de que Mendonça tenha cometido qualquer irregularidade, e o ministro nega as acusações.

Questionamentos sobre a Polícia Federal

Uma das principais controvérsias envolve a decisão de Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.

O ministro afirmou que teria sido alvo de monitoramento ilegal por parte da inteligência da PF. Andrei Rodrigues, porém, negou a acusação e afirmou que os documentos utilizados na decisão eram análises de inteligência produzidas em cumprimento a determinações judiciais.

A medida provocou uma disputa interna no STF. Flávio Dino determinou posteriormente a reintegração dos dirigentes, enquanto o ministro Edson Fachin suspendeu decisões conflitantes relacionadas ao caso.

Leia Também:  Medida provisória dá seis meses para plataformas cumprirem ECA Digital

Relatos de pressão sobre investigadores

Outro ponto envolve acusações apresentadas pelo ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, relatórios de inteligência da PF registrariam episódios em que Mendonça teria pressionado investigadores e tentado direcionar apurações.

Moraes também afirmou que Mendonça teria defendido a inclusão dele próprio e de Davi Alcolumbre em uma colaboração premiada.

Durante sessão realizada nesta terça-feira (15), Moraes disse ter testemunhas sobre os episódios e afirmou que pretende solicitar que elas sejam ouvidas. Os relatos, contudo, ainda precisam ser confrontados com outras provas.

Encontros com Daniel Vorcaro

A relação de Mendonça com Daniel Vorcaro também entrou no radar do Supremo.

Um dos encontros ocorreu em março de 2025, antes de Mendonça assumir a relatoria das investigações envolvendo o Banco Master. Segundo o gabinete do ministro, a conversa tratou de uma questão jurídica relacionada a créditos de precatórios de interesse do banco.

Em outro episódio, Vorcaro esteve no gabinete de Mendonça e relatou que estaria sofrendo ameaças. Conforme a versão apresentada pelo ministro, um representante do Ministério Público acompanhou o depoimento.

Leia Também:  Damares pede atenção à liberdade de expressão no texto do PL da Misoginia

A defesa de Mendonça afirma que, posteriormente, decisões tomadas pelo ministro contrariaram os interesses apresentados por Vorcaro.

Instituto Iter entra no caso

Os questionamentos ganharam um novo capítulo nesta terça-feira (15), quando Flávio Dino encaminhou a Fachin informações relacionadas ao Instituto Iter, do qual Mendonça foi sócio até setembro.

O material menciona contratos do instituto com o poder público e possíveis conexões empresariais com pessoas ligadas ao entorno do Banco Master.

Dino também relacionou esses elementos ao encontro entre Mendonça e Vorcaro em março de 2025. O próprio ministro, porém, ressalvou que as coincidências apontadas não comprovam, por si só, uma relação entre interesses privados e decisões judiciais.

O caso deverá ser analisado pelo STF com possibilidade de contraditório e ampla defesa, caso o plenário autorize o avanço da apuração.

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA