POLÍTICA NACIONAL

Humberto Costa exalta o Brics em reunião para o Fórum Parlamentar do bloco

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O 2º vice-presidente do Senado, senador Humberto Costa (PT-PE), participou nesta quinta-feira (24) de uma reunião preparatória para o Fórum Parlamentar do Brics. O evento ocorreu no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro (RJ). O presidente da Frente Parlamentar do Brics na Câmara, deputado Fausto Pinato (PP-SP), também participou da reunião, que teve como foco as propostas da sociedade civil para os negociadores dos países membros do bloco.

Em seu discurso, o senador lembrou que o Brics responde por cerca de 39% do PIB mundial. Ele reconheceu que hoje há ameaças marcantes para as relações comerciais multilaterais entre os países. Para Humberto, porém, esses desafios ressaltam a responsabilidade dos parlamentares e a importância do Brics em relação à sociedade. Ele disse que o bloco desponta com relevância global em termos políticos, diplomáticos e econômicos.

— Vetor de transformação geopolítica, o Brics é um genuíno relevo posto ao sol do progresso — afirmou.

Segundo Humberto Costa, o Fórum Parlamentar do Brics é o espaço adequado para os parlamentares tratarem de temas importantes para os países como harmonização regulatória, financiamento de sistemas, aceleração de aprovação de medicamentos e tecnologias, leis-modelo para assuntos estratégicos e articulação direta entre parlamentos e órgãos de saúde, entre outros.

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Na visão do senador, as demandas mundiais exigem ações rápidas e eficientes dos parlamentos. Ele definiu as mudanças climáticas e a reforma do Conselho de Segurança da ONU como desafios que os parlamentares precisam enfrentar. Humberto ainda afirmou que o Parlamento brasileiro estará de “braços abertos” para receber as comitivas no próximo mês de junho, quando o fórum será realizado.

— O Fórum Parlamentar do Brics pode contribuir com os debates sobre soluções pacíficas de conflitos, participação do sul global nos processos de paz e intercâmbio parlamentar para uma governança inclusiva — declarou.

Fórum e Cúpula

O Congresso Nacional vai receber, entre os dias 3 e 5 de junho, o XI Fórum Parlamentar do Brics. O evento deve contar com a participação de 31 casas legislativas e cerca de 150 parlamentares de outros países.

Já no mês de julho, entre os dias 6 e 7, haverá a 17ª Reunião de Cúpula do Brics. O evento vai ocorrer no Rio de Janeiro (RJ). O Brasil já sediou outras três reuniões, nos anos de 2010, 2014 e 2019.

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Brics

O Brics é um grupo internacional formado por 10 países: África do Sul, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Índia, Indonésia, Irã e Rússia. O grupo atua como fórum de articulação político-diplomática e de cooperação entre países do chamado “sul global”. A Arábia Saudita foi admitida como membro pleno, mas ainda não aceitou formalmente o convite.

A origem do nome do grupo é atribuída ao economista britânico Jim O’Neill, que criou o acrônimo “BRIC” em 2001 para se referir a quatro países que mostravam potencial de investimento para o futuro: Brasil, Rússia, Índia e China. O grupo foi estabelecido formalmente em 2009. Com o ingresso da África do Sul, no ano seguinte, foi acrescentada a letra S ao nome.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Em audiência, feirantes do DF relatam medo de perder locais de trabalho

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Feirantes do Distrito Federal estão preocupados com uma licitação que, segundo eles, pode deixá-los sem local para exercer suas atividades. Em audiência pública da Frente Parlamentar em Defesa dos Feirantes, nesta segunda-feira (22) no Senado, eles pediram apoio dos parlamentares para garantir espaços comerciais e segurança jurídica para a profissão.

Em abril, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) derrubou regras que permitiam a ocupação de boxes em feiras sem processo licitatório. O tribunal declarou inconstitucionais dispositivos de uma lei distrital que regula o funcionamento das feiras públicas e público-privadas no Distrito Federal. Foi mantido apenas o dispositivo que autoriza, de forma provisória, a permanência dos ocupantes atuais até a realização da licitação.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) alertou para o risco de que a licitação abra espaço para especuladores sem vínculo com a atividade:

— O que nos preocupa é alguém que nem é feirante entrar na licitação e arrematar tudo e virar um shopping. Isso não pode acontecer — apontou.

O objetivo da reunião era ouvir a posição dos feirantes sobre o PL 117/2026, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF). A proposta cria regras para proteger feirantes tradicionais, isentando-os de licitações para renovação de espaço e garantindo o direito de transmitir o ponto a familiares.

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A presidente da frente, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), conclamou os parlamentares para uma luta coletiva em defesa da categoria. Ela sugeriu que a frente discuta a entrega de uma agenda de propostas a candidatos ao governo do Distrito Federal e ao governo federal.

— Se tem alguém que acorda de madrugada, que coloca sua saúde em risco o tempo todo, é o feirante. Então a gente vai ter que se unir para lutar — disse.

Sobre o PL 117/2026, Izalci Lucas, relator da proposta, alertou que precisará fazer ajustes no texto: uma nota técnica da Consultoria Legislativa do Senado apontou que a proposta, na forma atual, invadiria a competência de estados e municípios. O senador também estuda incorporar ao projeto medidas previstas em outras iniciativas legislativas, como a questão da seguridade social para os feirantes.

— Há controvérsia em relação ao projeto. Estamos defendendo que ele é constitucional — afirmou.

Direito de uso

Na audiência pública, os feirantes pediram que seja reconhecido o “direito real de uso”, medida que assegura a utilização dos espaços para atividades comerciais e oferece maior segurança jurídica do que uma simples permissão de uso.

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— Os feirantes de Brasília e de todo o Brasil precisam de maior segurança. Esse documento dá estabilidade, garante mais tempo, dá estabilidade emocional ao feirante — disse Nalva Fomes, da Feira Permanente do Guará.

Orlando Batista dos Passos Filho, do Sindicato dos Feirantes do Distrito Federal, rejeitou o modelo de licitação, que, segundo ele, abre a possibilidade de participação de “não-feirantes”.  

— As feiras têm uma função social na comunidade onde estão inseridas. Não tem como comparar uma feira com um shopping center. Feira é um comércio de subsistência. A licitação vai desvirtuar o cunho social das feiras — argumentou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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