POLÍTICA NACIONAL

Girão diz que STF ‘golpeia a democracia brasileira’ desde 2019

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Em pronunciamento no Plenário na terça-feira (16), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) pediu rapidez do Senado na análise do pedido de impeachment assinado por 41 senadores contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele lembrou que o pedido foi encaminhado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, para avaliação da Advocacia do Senado Federal (Advosf) e que ainda não houve resposta.

Para o parlamentar, o STF “golpeia a democracia brasileira” desde 2019, com decisões como o fim da prisão em segunda instância e a abertura do chamado “inquérito das fake news”.

— Tivemos, sim, um golpe no Brasil. Não se trata dos acontecimentos do dia 8 de janeiro, mas sim dos desvios, especialmente do ministro Alexandre de Moraes e deste governo Lula. Primeiro, com o STF decretando o fim da prisão em segunda instância e, logo em seguida, com o famigerado inquérito das fake news, onde um mesmo ministro denuncia, investiga, julga e condena, numa perseguição sem tréguas a todos os conservadores, todos os que são de direita — disse.

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Girão destacou que, na questão do sigilo colocado pela Casa sobre as imagens de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, no prédio do Senado, a Advosf trabalhou rapidamente para dar um parecer. A Advocacia recomendou o sigilo com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Ele criticou o sigilo e cobrou a mesma velocidade para a análise do pedido de impeachment de Moraes.

— O mundo todo está tomando conhecimento de que no Brasil existe, infelizmente, uma ditadura da toga. Nós precisamos cumprir o nosso trabalho de analisar eventuais abusos de ministro do Supremo — afirmou.

O senador disse ainda que as manifestações do último 7 de setembro representaram um pedido de “liberdade, justiça e pacificação”, que, segundo ele, passa pela anistia às pessoas presas pela invasão dos prédios dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Dr. Hiran critica desincompatibilização em eleição suplementar de Roraima

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Em pronunciamento em Plenário na quarta-feira (17), o senador Dr. Hiran (PP-RR) chamou a atenção para a situação política em Roraima e para a eleição suplementar prevista para domingo (21). O pleito foi convocado após a cassação do governador Antonio Denarium e do vice-governador Edilson Damião pela Justiça Eleitoral. Dr. Hiran afirmou que a disputa ocorre em meio a questionamentos judiciais sobre as regras de elegibilidade e os prazos de desincompatibilização exigidos para candidatos em eleições suplementares.

O parlamentar questionou a exigência de desincompatibilização seis meses antes da realização da eleição suplementar.

— Como é que ele [candidato] poderia ter se desincompatibilizado se ele não sabia se ia existir? Ninguém sabia se ia existir eleição suplementar — declarou.

O senador também citou processos em análise no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionados ao registro de candidaturas. De acordo com ele, as duas cortes têm adotado entendimentos distintos sobre a aplicação dos prazos de desincompatibilização nesses casos. Dr. Hiran informou ainda que uma das ações permanece pendente de julgamento no STF, enquanto o processo em tramitação no TSE registrava placar parcial favorável ao registro da candidatura apoiada por seu grupo político.

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— O TSE é a corte que tem por finalidade nortear e definir as questões eleitorais neste país em grau recursal — afirmou.

Veto 19

No mesmo pronunciamento, Dr. Hiran (PP-RR) informou que há acordo para a derrubada do Veto 19, relacionado a servidores do ex-território de Roraima. Segundo ele, a medida permitirá que trabalhadores que atuaram no antigo território e aderiram a plano de desligamento voluntário possam solicitar enquadramento nos quadros da União, em condições semelhantes às de outros servidores do mesmo período.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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