POLÍTICA NACIONAL

Comissão ouvirá PF, AGU e CGU sobre fraudes nas aposentadorias

Publicado em

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) ouvirá os dirigentes da Polícia Federal (PF), da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O requerimento (REQ 41/2025 – CAS) foi aprovado nesta quarta-feira (28), mas a data da audiência pública ainda não foi definida.

O convite foi proposto pelos senadores Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e Damares Alves (Republicanos-DF). Eles sugerem a presença de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF; Jorge Messias, chefe da AGU; e Vinicius de Carvalho, ministro da CGU.

Os convidados devem “prestar informações sobre a atuação do governo no combate ao recente caso de fraude no INSS” e sobre a reparação às vítimas. “A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União revelaram que sindicatos e entidades associativas descontaram sem autorização valores no contracheque de aposentados e pensionistas. O esquema, que envolve valores na casa dos bilhões, teria se iniciado há anos”, argumentam os autores do requerimento.

Leia Também:  Projeto torna crime submeter pessoa indefesa à prostituição

Agentes comunitários

A CAS também aprovou um requerimento de audiência pública (REQ 42/2025 – CAS) sobre o projeto de lei complementar (PLP) 185/2024. A matéria regulamenta a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias.

O debate, proposto pelos senadores Wellington Fagundes (PL-MT) e Damares Alves, deve ocorrer em conjunto com a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Entre outros, foram convidados representantes das duas categorias e dos ministérios da Saúde; da Previdência Social; e do Planejamento e Orçamento.

Parcelamento no SUS

Os senadores Wellington Fagundes e Damares Alves são autores de outro requerimento aprovado nesta quarta-feira (REQ 43/2025 – CAS). Eles fazem uma consulta ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a legalidade de compras parceladas por entes públicos, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para os parlamentares, o pagamento parcelado sem encargos poderia trazer benefícios para o setor de saúde. Entre eles, a expansão rápida de leitos e infraestrutura hospitalar; a aquisição de tecnologia médica de ponta; e o fortalecimento da resposta estatal a emergências sanitárias.

Leia Também:  Plenário confirma indicação de Verônica Sterman para o STM

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Projetos reajustam bolsa de médicos residentes

Published

on

O aumento do valor pago a médicos residentes, com mecanismo de atualização automática do benefício, é tema de dois projetos em tramitação no Senado. O objetivo das duas proposições é valorizar a residência médica, considerada etapa fundamental na formação de especialistas.

Do senador Rogério Carvalho (PT-SE), o PL 1.800/2026 altera a legislação que rege a residência médica (Lei 6.932, de 1981) para atualizar o valor da bolsa e estabelecer reajustes anuais. A bolsa, atualmente fixada em R$ 2.384,82, passaria a ser corrigida periodicamente com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de modo a evitar a defasagem dos pagamentos ao longo do tempo.

“Com efeito, a defasagem da bolsa tem gerado consequências negativas para a formação médica no Brasil. É possível observar que há abandono de programas de residência, especialmente nas especialidades consideradas menos lucrativas no mercado privado, bem como dificuldade de retenção de médicos residentes em regiões e especialidades de maior necessidade social”, pontua o senador na justificação do projeto.

Leia Também:  Senado aprova uso da linguagem simples em órgãos públicos

Natureza educacional

Outra proposta, da senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR), prevê que a bolsa dos médicos residentes passaria a ser de R$ 8.105 mensais, para jornadas de até 60 horas semanais. O PL 1.809/2026, com o objetivo de valorizar a formação especializada dentro do sistema público de saúde, estabelece que o valor seja reajustado todos os anos com base na inflação oficial. A proposta também permite que estados, municípios ou instituições complementem esse valor, se desejarem.

Outro ponto da proposição destaca a manutenção da natureza educacional da residência médica. Segundo o texto, a bolsa não configura vínculo empregatício, mas uma etapa de formação profissional, ainda que em regime intensivo de trabalho. A medida busca dar segurança jurídica ao modelo já adotado no país.

Para a senadora, o valor de R$ 8.105 ainda não é ideal diante das exigências da atividade, mas representa “avanço relevante”.

“Programas federais de incentivo à atuação médica em regiões prioritárias chegam a prever bolsas em valores significativamente superiores, podendo ultrapassar R$ 12.000,00 mensais, o que demonstra a defasagem atualmente existente entre a bolsa da residência médica e outros programas estratégicos da área da saúde. A proposta busca, portanto, reduzir essa assimetria, ainda que de forma gradual e responsável do ponto de vista fiscal”, acrescenta Roberta Acioly.

Leia Também:  Espaço na 'Voz do Brasil' para combate à violência contra a mulher vai a Plenário

Os dois projetos foram apresentados em abril de 2026 e aguardam despacho para análise nas comissões temáticas do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA