POLÍTICA NACIONAL

CDH aprova sistema para pessoas com necessidade complexa de comunicação

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (1º) projeto que determina a instalação, em locais de serviços públicos, de sistemas de comunicação aumentativa e alternativa (CAA) para promover acessibilidade de pessoas com necessidades complexas de comunicação. O texto segue para o Plenário com pedido de urgência. 

A pessoa com necessidades complexas de comunicação tem dificuldades significativas para compreender ou expressar mensagens por meio de formas convencionais de comunicação, como oral, escrita ou gestual. Os sistemas de CAA são ferramentas para viabilizar a interação social, o acesso à informação e a participação em atividades da vida cotidiana.

O texto prevê a instalação de sistemas de CAA de baixa tecnologia em áreas de serviços públicos de saúde e educação, além de lugares como praças, parques e espaços culturais — como museus e galerias. Os sistemas de CAA de baixa tecnologia são sinais visuais, como figuras ou desenhos, para atender às necessidades comunicativas específicas de cada contexto.

O projeto de lei (PL) 4.102/2024 foi proposto pela deputada Iza Arruda (MDB-PE). O relator da matéria foi o senador Weverton (PDT-MA), que apresentou voto favorável. A proposta aprovada altera a Lei da Acessibilidade (Lei 10.098, de 2000) e o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146, de 2015). 

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— A adoção dos sistemas de CAA não representa custos adicionais para a administração pública, uma vez que sua elaboração e reprodução são processos simples e baratos, passíveis de realização com materiais comuns de escritório, impressoras convencionais e softwares gráficos que já são amplamente disponíveis nos órgãos governamentais. Assim, a medida conjuga eficiência, economicidade e impacto social positivo, ampliando o acesso à comunicação e garantindo maior autonomia e inclusão às pessoas com deficiência — disse Weverton.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) elogiou a iniciativa, que classificou como “inteligente e efetiva”. A presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), também destacou a importância do projeto.

— As pessoas com autismo estão ficando incomodadas. Você chega numa igreja, um espaço que comporta 5 mil pessoas, e não nenhuma comunicação visual dizendo onde sentar, aonde ir. Aquilo que não foi feito por amor terá que ser feito pelo rigor da lei — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

TSE abre investigação sobre Lula e Alckmin por desfile de Carnaval com recursos públicos

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu dar andamento a uma ação que coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) diante de um novo questionamento na Justiça Eleitoral. O processo, apresentado pelo Partido Novo, busca apurar se a utilização da imagem e da trajetória política de Lula em um desfile de Carnaval pode ter ultrapassado os limites legais e produzido vantagem eleitoral.

A controvérsia envolve a Acadêmicos de Niterói, que levou à Marquês de Sapucaí, em fevereiro deste ano, um enredo dedicado à história política e pessoal de Lula. Para o Novo, a homenagem ganhou dimensão eleitoral justamente em um momento próximo ao início da disputa presidencial e teria contado com recursos públicos.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, entendeu que os fatos apresentados podem, em tese, justificar a investigação de possíveis práticas de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Lula e Alckmin foram chamados a apresentar suas defesas.

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O episódio abre uma discussão que vai além do Carnaval: até que ponto dinheiro público e estruturas de grande alcance podem ser utilizados em eventos que promovam a imagem de um político que disputa a Presidência?

Na avaliação apresentada pelo Novo, a exposição de Lula não teria ocorrido simplesmente como uma homenagem cultural. O partido sustenta que a associação entre a imagem do presidente, o enredo da escola e a ampla divulgação do desfile poderia ter produzido uma vantagem eleitoral diante dos demais concorrentes.

Outro ponto levantado na ação é o financiamento do desfile. Segundo a legenda, cerca de R$ 9,65 milhões teriam sido destinados ao projeto por meio de recursos públicos de diferentes esferas. A tese apresentada à Justiça Eleitoral é que os repasses precisam ser analisados diante da exposição política proporcionada pelo evento.

A decisão do TSE, entretanto, ainda não representa uma condenação. O tribunal não declarou que Lula ou Alckmin cometeram irregularidades. A partir de agora, a Justiça deverá analisar as acusações, as provas e as defesas dos investigados.

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Mesmo assim, o processo cria um novo desgaste para o grupo governista em plena corrida eleitoral. Caso as acusações sejam comprovadas e a Justiça reconheça abuso de poder econômico ou uso indevido dos meios de comunicação, a ação poderá resultar em sanções eleitorais, incluindo pedidos formulados pelo Novo de cassação dos registros ou diplomas e inelegibilidade.

O caso também reforça uma cobrança frequente dos setores de oposição: a necessidade de separar ações de Estado, recursos públicos e promoção política durante o período eleitoral. Para a direita, a questão central é garantir que nenhum candidato tenha acesso privilegiado a estruturas financiadas pelo contribuinte para ampliar sua exposição diante do eleitor.

Por enquanto, porém, o processo está apenas começando. O que existe é uma investigação autorizada pelo TSE, e não uma decisão definitiva contra Lula ou Alckmin. A eventual responsabilização dependerá da comprovação das irregularidades apontadas na ação.

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