POLÍTICA NACIONAL

CCT avalia reestruturação da rede nacional de pesquisa agropecuária

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A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) pode votar nesta quarta-feira (12), às 10h, um projeto de lei que busca reestruturar a pesquisa agrícola e pecuária no Brasil. O PL 6.417/2019 institui o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Agropecuária (SNPA). O objetivo do sistema é promover a articulação e integração entre pesquisa, capacitação científica e tecnológica e inovação nos setores público e privado. Se for aprovado na comissão, o projeto poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados, a não ser que haja requerimento para votação no Plenário do Senado. 

A proposta apresentada pelos senadores Styvenson Valentim (PSDB-RN), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Soraya Thronicke (Podemos-MS) prevê a estruturação do SNPA como uma rede, articulada por meio de uma plataforma digital. A rede deve conter informações como a relação das instituições de ensino e pesquisa, com áreas temáticas de cada uma e os pesquisadores participantes. Também poderão ser compartilhados resultados de pesquisas, entre outros dados. Para os autores do projeto, essa integração deve contribuir para aumentar a produtividade agrícola no país.

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O SNPA deverá fazer parte do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI). Poderão integrar a rede universidades, institutos federais de educação, institutos nacionais e estaduais de pesquisa, agências de fomento e associações de produtores rurais, entre outros. A adesão será voluntária. 

O relator, senador Izalci Lucas (PL-DF), apresentou um parecer favorável ao projeto. Ele argumenta que o modelo adotado há cerca de 30 anos pela legislação agrícola nacional está defasado e não responde a desafios atuais, como aumento e sustentabilidade da produção. Izalci acrescenta que o sistema agropecuário mundial vive um contexto de mudanças climáticas, com crescente demanda por alimentos, fibras e agroenergia.

“Entendemos que as oportunidades hoje apresentadas pelo desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação podem e precisam ser melhor exploradas para potenciar o uso de sistemas de informação com base na internet para aperfeiçoar e aproximar os agentes produtores e usuários de conhecimentos, tecnologias e inovações úteis para o setor agropecuário”, afirma.

Outros itens na pauta da CCT são requerimentos para debater as atividades do Ministério da Ciência e Tecnologia com a ministra Luciana Santos; o Programa Antártico Brasileiro; medicamentos, procedimentos e equipamentos do SUS; e a fiscalização de suplementos alimentares.

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Esta será a primeira reunião deliberativa da nova composição do colegiado, agora presidido pelo senador Flávio Arns (PSB-PR).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Sancionado cadastro nacional de condenados por violência contra a mulher

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Pessoas condenadas com sentença definitiva por crimes de violência contra a mulher passarão a integrar um banco nacional de dados compartilhado entre órgãos de segurança pública federais, estaduais e do Distrito Federal. O instrumento foi sancionado nesta quinta-feira (21) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Lei 15.409, de 2026, que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher (CNVM) entra em vigor 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União (DOU).

O cadastro reunirá informações de pessoas condenadas em definitivo por crimes como feminicídio, estupro, estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude, importunação sexual, assédio sexual, lesão corporal praticada contra a mulher, perseguição contra a mulher, violência psicológica e registro não autorizado da intimidade sexual. O nome da vítima permanecerá sob sigilo.  

O CNVM terá dados como nome completo, número de documentos pessoais, filiação, fotografia, impressões digitais, endereço residencial e identificação do crime praticado. O sistema incorporará informações já existentes nos bancos de dados dos órgãos de segurança pública e ficará sob gestão do Poder Executivo federal, com compartilhamento entre as forças de segurança dos estados, do DF e da União.  

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O projeto que originou a nova lei (PL 1.099/2024) foi aprovado pelo Senado em abril. A relatora na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), defendeu a medida como forma de centralizar informações atualmente dispersas entre diferentes órgãos públicos e fortalecer políticas de prevenção e medidas protetivas. O texto original é da deputada Silvye Alves (União-GO). 

— O cadastro pode subsidiar políticas preventivas e promover o aprimoramento de medidas protetivas. Ao conferir visibilidade e organização às informações, o sistema contribui para maior efetividade na execução penal e no acompanhamento de condenados — afirmou Dorinha durante a análise da proposta no Senado. 

Veto parcial 

A Presidência da República vetou o artigo que previa a manutenção dos dados dos condenados no cadastro até três anos após o cumprimento da pena, nos casos em que a punição fosse inferior a esse período. Na mensagem de veto enviada ao Congresso (VET 25/2026), o governo argumenta que a medida violaria os princípios constitucionais da proporcionalidade e do devido processo legal ao permitir a permanência das informações para além do período de cumprimento da pena. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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