POLÍTICA NACIONAL

CAS fará audiência sobre crise na saúde pública no Distrito Federal

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (2) requerimentos para a realização de cinco audiências públicas. As datas dos debates ainda não forma definidas.As senadoras Leila Barros (PDT-DF) e Damares Alves (Republicanos-DF) sugerem uma audiência sobre a situação da saúde pública no Distrito Federal. Segundo as parlamentares, ao setor enfrenta uma crise crônica, com deficiências históricas no modelo de atenção, na infraestrutura dos serviços e na capacidade de gestão.

A senadora Jussara Lima (PSD-PI) propõe um debate sobre o projeto de lei (PL) 853/2019, do qual é relatora. A matéria cria a Semana Nacional de Conscientização sobre os Cuidados com as Gestantes e as Mães.

O direito das mulheres gestantes também é o tema de uma audiência pública sugerida pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE). Segundo o parlamentar, é dever do Estado assegurar que a gestação ocorra com respeito à dignidade da mulher e o bem-estar da família e sem violência obstétrica.

Girão propõe ainda um debate sobre o PL 3.694/2019, do senador Paulo Paim (PT-RS). O texto prevê o pagamento de um adicional de remuneração de 20% para atividades consideradas penosas, insalubres ou perigosas.

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O último requerimento aprovado, de Damares Alves, trata de audiência pública sobre o PL 2.888/2021. O texto inclui no calendário oficial o Julho Laranja, para a conscientização sobre o exame ortodôntico anual em crianças de 6 a 12 anos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

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Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

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