Política MT

“Unidade da Embrapa em Livramento vai alavancar agricultura familiar na Baixada Cuiabana”, diz Botelho

Publicado em

Foto: Vanderson Ferraz/Assessoria de Gabinete

A chegada de novas tecnologias promete revolucionar a produção agrícola na Baixada Cuiabana. Essa foi a afirmação do deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), defensor da agricultura familiar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), durante a inauguração da Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) da Embrapa, no sábado (8.3), em Nossa Senhora do Livramento.

A agricultura familiar, segundo Botelho, vem sendo negligenciada ao longo dos anos, o que impacta diretamente na produção de alimentos e na inflação, pesando no bolso das famílias. “A chegada dessa unidade da Embrapa é um avanço para o fortalecimento da agricultura familiar em Mato Grosso. Sempre defendi que nosso Estado, referência mundial no agronegócio, precisa resgatar e fortalecer a produção dos pequenos agricultores, a base do desenvolvimento de MT”, disse.

O deputado ressaltou a importância do investimento de R$ 53 milhões na estrutura da Umipi, que oferecerá formação técnica para piscicultura e suporte para outras áreas, como fruticultura, mandiocultura e horticultura. No entanto, alerta: é preciso ir além, pois um dos principais entraves para os pequenos produtores é a regularização fundiária. “Sem escritura, eles não conseguem crédito, não acessam financiamentos e não conseguem investir na produção. Por isso, a ALMT tem trabalhado para garantir segurança jurídica e oportunidades reais para quem quer produzir”, afirma o parlamentar.

Leia Também:  ALMT debate orçamento de R$ 40 bilhões nesta terça-feira (4)

Capacitação – A inovação no campo faz parte das propostas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para Mato Grosso. O ministro Carlos Fávaro anunciou o cronograma da primeira fase do projeto de capacitação vinculado à Embrapa. A iniciativa, que conta com o apoio da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), garante a continuidade da piscicultura e a distribuição gratuita de alevinos aos pequenos produtores.

Fávaro ressaltou que a Embrapa, com suas 43 unidades espalhadas pelo país e um corpo técnico de mais de 2 mil doutores, tem tecnologia suficiente para promover avanços imediatos na produção agropecuária local. “Nosso compromisso é garantir que o conhecimento chegue rapidamente aos produtores, independentemente da realização de novas pesquisas aqui”, afirmou.

Livramento em alta – A instalação da unidade da Embrapa no município representa um avanço social e econômico para a região. Além disso, o convênio celebrado com a Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento garante a pavimentação asfáltica do trecho de cinco quilômetros da estrada vicinal que dá acesso à Umipi. “Nunca na história do município tivemos uma obra desse porte, com um investimento de R$ 53 milhões. Esse é um reconhecimento da importância de Livramento e do potencial que temos para crescer com o apoio da ciência e da pesquisa”, comemora o prefeito da cidade, Thiago Almeida.

Leia Também:  CST das Mudanças Climáticas discute situação das águas em Mato Grosso

Formação profissional – A parceria entre o IFMT e o Mapa, conforme o reitor da instituição, Júlio César dos Santos, é essencial para transformar a vida das pessoas, especialmente no setor da agricultura familiar. “Hoje, temos aqui 40 estudantes do curso de Agropecuária do IFMT, futuros técnicos que serão protagonistas no desenvolvimento sustentável do nosso Estado.”

O reitor informou que o IFMT passa por uma grande reestruturação em 11 campi agrícolas para atender à demanda atual. “Atualmente, temos 27 mil estudantes e nos próximos quatro anos, esse número chegará a 40 mil, sendo 50% deles em cursos voltados para o setor agropecuário e agricultura familiar”, anunciou Júlio Santos.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Política MT

Mato Grosso 278 anos: Assembleia Legislativa fortalece a voz dos municípios

Published

on

Com 142 municípios e realidades distintas entre o Pantanal, Araguaia, Baixada Cuiabana, Nortão, Oeste e polos agrícolas em expansão, Mato Grosso completa 278 anos neste sábado (9), consolidando uma trajetória marcada pela diversidade econômica, cultural e territorial. A data consta na Lei 8.007/2003, que institui o aniversário de Mato Grosso como efeméride estadual de grande importância para o estado.

Nesse cenário, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) exerce papel fundamental como elo entre as demandas da população e o poder público estadual. Por meio da atuação parlamentar, reivindicações de prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias e da sociedade civil chegam ao debate público e podem ser transformadas em políticas públicas por meio de indicações, requerimentos, audiências públicas, projetos de lei e emendas parlamentares.

O presidente da ALMT, deputado estadual Max Russi (Podemos), destacou que o Parlamento estadual atua diretamente na escuta e encaminhamento das necessidades dos municípios.

“O que a Assembleia mais faz é ouvir, propor e fazer com que as políticas públicas cheguem na ponta. São 278 anos da história de Mato Grosso e 190 anos da Assembleia Legislativa participando de forma intensa do desenvolvimento desse estado gigante e rico que tanto nos orgulha”, afirmou o presidente.

Segundo Russi, os desafios enfrentados pelos municípios são diversos e exigem uma atuação próxima do Legislativo. “As cidades enfrentam problemas de todos os tipos e de todas as formas. A gente precisa ter uma Assembleia sempre presente, próxima, atendendo e encaminhando os problemas da nossa população para que sejam solucionados”, ressaltou.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo, o “Maninho”, ex-prefeito de Colíder, reforçou a importância da parceria entre a Assembleia Legislativa e os municípios na defesa das pautas municipalistas.

“A Assembleia Legislativa é uma parceira do municipalismo. É uma grande caixa de ressonância que recebe as demandas de todas as regiões do estado e ajuda os municípios a buscar soluções. Os prefeitos enfrentam hoje o desafio de fazer mais com menos recursos, principalmente nas áreas de saúde, educação, assistência social, transporte escolar e manutenção das estradas”, destacou.

Leia Também:  CST das Mudanças Climáticas discute situação das águas em Mato Grosso

Segundo Maninho, entre as principais reivindicações apresentadas pelos gestores municipais estão o fortalecimento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), recursos para manutenção das estradas vicinais, atualização dos repasses do transporte escolar e apoio às demandas da saúde pública.

“O município é onde as coisas acontecem no dia a dia. Por isso, essa união entre Assembleia, prefeitos e AMM é fundamental para melhorar a qualidade de vida da população mato-grossense”, completou.

O primeiro-secretário da ALMT, deputado Dr. João (MDB), afirmou que grande parte das demandas municipais depende do diálogo entre municípios, Estado e Legislativo, principalmente na área da saúde.

“Se houver união entre Estado e municípios, é possível melhorar muito mais a saúde da população. Cuiabá e Várzea Grande precisam caminhar juntas, porque é aqui que está concentrada a alta complexidade que atende todo Mato Grosso”, declarou.

Além da saúde, Dr. João destacou que infraestrutura e agricultura familiar estão entre os principais pedidos apresentados por prefeitos e vereadores ao Parlamento estadual.

“A agricultura familiar deu um salto importante nos últimos anos, mas ainda há muito a ser feito. Mato Grosso tem capacidade para produzir alimentos e garantir desenvolvimento para os municípios”, pontuou.

O parlamentar também deixou uma mensagem aos mato-grossenses pelos 278 anos do estado. “Mato Grosso continua crescendo e recebendo pessoas com carinho, hospitalidade e amor. É um estado pelo qual eu sou apaixonado”, afirmou.

História e diversidade Para o professor e historiador do Instituto Memória da ALMT, Edevamilton de Lima Oliveira, compreender os 278 anos de Mato Grosso passa necessariamente pela relação histórica entre Cuiabá e a formação territorial do estado.

“Primeiro veio Cuiabá. A antiga Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá surgiu antes mesmo da criação da Capitania de Mato Grosso. Esse território chegou a compreender áreas que hoje pertencem aos estados de Mato Grosso do Sul e Rondônia”, explicou.

Segundo ele, a diversidade regional do estado é resultado dos diferentes processos históricos de ocupação, colonização e exploração econômica.

Leia Também:  Frente Parlamentar de Inovação debate criação de consórcio tecnológico em Campo Novo do Parecis

“Conseguimos compreender o atual Mato Grosso a partir dos movimentos históricos de colonização, da Marcha para o Oeste, das colonizadoras e também da exploração mineral. Muitos municípios nasceram da mineração do ouro e do diamante e hoje enfrentam novos desafios econômicos”, observou.

O historiador também ressaltou a importância da Assembleia Legislativa na organização administrativa do estado e no atendimento das demandas municipais.

“A Assembleia não está limitada ao espaço físico desta Casa. Os parlamentares têm responsabilidade com todos os 142 municípios, independentemente do tamanho ou da localização”, destacou.

Desafio das distâncias Com dimensões continentais, Mato Grosso enfrenta desafios históricos relacionados às distâncias e à integração regional. Conforme Edevamilton, aproximar os municípios mais distantes da capital e fortalecer a identidade mato-grossense ainda é uma missão permanente dos poderes públicos.

“Sentir a dor de quem mora em Guarantã do Norte, Vila Rica, Santa Terezinha, Luciara, Ponte Branca ou Nova Bandeirantes não é tarefa fácil. A função desta Casa é justamente contribuir para amenizar esses impactos por meio da legislação e das políticas públicas para que todos municípios se desenvolvam”, afirmou.

O historiador lembrou ainda que muitos moradores de regiões de fronteira cultural acabam consumindo serviços e referências de outros estados, o que reforça a importância da atuação institucional no fortalecimento da identidade estadual.

“Mato Grosso talvez seja um dos estados mais diversos culturalmente do Brasil. Temos 46 povos indígenas, além de migrantes de todas as regiões do país. Essa diversidade é uma das maiores riquezas do estado”, concluiu.

LEI – A celebração dos 278 anos de Mato Grosso é oficialmente reconhecida pela Lei nº 8.007, de 26 de novembro de 2003, de autoria do então deputado estadual João Malheiros, sancionada durante o governo de Blairo Maggi. A legislação instituiu o aniversário do estado como efeméride estadual e definiu o dia 9 de maio como data oficial de comemoração da história, da cultura e do desenvolvimento mato-grossense.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA