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PL do deputado Fabinho Tardin prevê desconto no IPVA para doadores de sangue

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Os doadores regulares de sangue em Mato Grosso poderão ter desconto no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), caso seja aprovado o Projeto de Lei nº 11/2026, de autoria do deputado estadual Fabinho Tardin. A proposta institui um programa estadual de concessão de descontos no imposto.

O projeto estabelece que o contribuinte que comprovar duas doações poderá obter até 5% de desconto no IPVA. Quem realizar três doações poderá ter redução de até 8%, e aqueles que comprovarem quatro ou mais doações poderão alcançar desconto de até 10%.

“É um projeto que prevê desconto no IPVA para quem é doador de sangue. Ele se torna ainda mais relevante em um ano com grandes eventos, como a Copa do Mundo, e muitos feriados, períodos em que, historicamente, os estoques dos bancos de sangue tendem a cair. É a hora de salvar vidas”, afirmou Fabinho.

De acordo com a proposta, poderá receber o benefício o contribuinte que comprovar, no exercício anterior ao lançamento do imposto, a realização do número mínimo de doações voluntárias de sangue em hemocentros públicos ou privados conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), devidamente cadastrados no órgão estadual competente.

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Segundo o deputado, a iniciativa busca, além de incentivar a doação, oferecer uma contrapartida à população. “Ninguém quer receber multa. É preciso responsabilidade no trânsito, e sempre reforçamos isso. Mas, ao cometer uma infração de menor potencial, o motorista pode transformar essa situação em um gesto que salva vidas e ainda receber um benefício”, destacou.

O desconto será concedido para apenas um veículo por contribuinte, não será cumulativo com outras isenções ou benefícios fiscais relativos ao IPVA e dependerá da comprovação das doações por meio de certificação anual emitida pelo hemocentro. A validação será feita eletronicamente junto à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), conforme regulamentação específica.

O projeto tramita desde janeiro e no momento está sob análise da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.

Fabinho também é autor do Projeto de Lei nº 2027/2025, que institui o Programa Estadual de Conversão Educativa de Penalidades Administrativas de Trânsito em Doação Voluntária de Sangue ou Medula Óssea, com caráter educativo e social, observadas as condições previstas na legislação.

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“É importante ressaltar que as duas iniciativas não alteram nem extinguem infrações. Elas não modificam os critérios de pontuação, não afetam o prontuário do condutor nem afastam a aplicação do Código de Trânsito Brasileiro. O que propomos é permitir que infrações de menor potencial ofensivo sejam associadas a ações de benefício coletivo, sem comprometer a segurança viária ou a autoridade do sistema de trânsito”, explicou o parlamentar.

Em fevereiro desse ano, este projeto foi apensado ao Projeto de Lei n° 1933/2025, e tramita, no momento, na Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa.

Fonte: ALMT – MT

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Beny propõe ‘limites’ do STF e análise individual de condenações do 8 de Janeiro

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O candidato ao Senado por Mato Grosso pelo AGIR 36, Beny Godoy, pretende levar para o Congresso Nacional uma agenda voltada à relação entre os Poderes da República, com foco nas prerrogativas do Senado diante do Supremo Tribunal Federal (STF) e na situação de brasileiros processados ou condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Entre as propostas apresentadas pelo candidato está a defesa de que o Senado exerça de forma efetiva suas atribuições constitucionais, inclusive a possibilidade de analisar pedidos de impeachment de ministros do STF quando houver fundamentação jurídica para isso.

A pauta ganhou espaço no debate eleitoral de 2026, especialmente entre candidatos alinhados à direita. Beny afirma que pretende participar dessa discussão a partir de uma perspectiva de equilíbrio entre os Poderes e respeito às competências estabelecidas pela Constituição.

Outro ponto defendido pelo candidato é a análise individual dos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro. Segundo Beny, a avaliação deve considerar a participação de cada pessoa nos acontecimentos, além de observar princípios como devido processo legal, ampla defesa e proporcionalidade das penas.

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A proposta, segundo o candidato, não representa uma tentativa de minimizar a depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. A defesa apresentada por ele é de que as responsabilidades sejam diferenciadas de acordo com a conduta atribuída a cada investigado ou condenado.

O tema também envolve a possibilidade de mudanças legislativas nas punições aplicadas aos envolvidos. Eventuais medidas de anistia ou revisão de penas dependem de discussão no Congresso Nacional, dentro das competências atribuídas ao Legislativo.

Beny afirma que pretende levar essa discussão ao Senado caso seja eleito para uma das duas vagas destinadas a Mato Grosso na próxima legislatura. A proposta é ampliar a participação do Legislativo nos debates institucionais e defender que cada Poder atue dentro das atribuições previstas na Constituição.

Na avaliação do candidato, o Senado deve ter uma postura mais ativa em questões que envolvam o equilíbrio entre Legislativo e Judiciário. Ele também defende que eventuais processos contra ministros do STF sejam analisados com base em critérios jurídicos e dentro dos procedimentos previstos na legislação.

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A pauta posiciona Beny entre os candidatos ao Senado que defendem uma atuação mais independente do Congresso em relação ao Supremo. O discurso busca dialogar principalmente com eleitores que defendem maior controle institucional sobre as decisões da Corte e uma revisão dos casos relacionados ao 8 de janeiro.

O STF é formado por 11 ministros e ocupa a posição de cúpula do Poder Judiciário brasileiro. Por isso, propostas que discutem mecanismos de controle sobre a Corte e a relação entre os Poderes estão entre os temas institucionais de maior repercussão no debate eleitoral de 2026.

Para Beny, o princípio deve valer para todos os Poderes: Executivo e Legislativo precisam respeitar as decisões judiciais, enquanto o Judiciário deve atuar dentro das competências definidas pela Constituição. A defesa desse equilíbrio é apresentada pelo candidato como uma das principais bandeiras de sua candidatura ao Senado.

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