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Natasha defende permanência de Lula e afirma que democracia ainda estaria sob risco

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Em entrevista ao Conexão Poder, a candidata ao Governo de Mato Grosso Natasha Slhessarenko (PSD) afirmou defender uma renovação na política, ao mesmo tempo em que declarou apoio à permanência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no comando do país por mais um mandato.

Ao ser questionada sobre a possibilidade de Lula permanecer por 16 anos no poder, caso conclua um eventual quarto mandato, Natasha afirmou que vê a continuidade do petista como positiva diante do cenário que considera de risco à democracia e à soberania nacional.

Segundo a candidata, uma das principais funções de Lula seria garantir a manutenção da soberania brasileira e das instituições democráticas.

“Vejo como algo que pode ser bastante positivo para o nosso país nesse momento, porque infelizmente ainda corremos o risco de termos a democracia violentada, como foi em 2022”, declarou.

A fala coloca em evidência uma das contradições exploradas durante a entrevista: enquanto Natasha se apresenta como uma alternativa de renovação para a política de Mato Grosso, defende a continuidade de um presidente que já acumula três mandatos no Palácio do Planalto.

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8 de janeiro entra no debate eleitoral

Durante a conversa, Natasha também foi questionada sobre os acontecimentos de 8 de janeiro e a responsabilização dos envolvidos nos atos que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

A candidata afirmou que, em sua avaliação, as pessoas que foram presas em decorrência dos acontecimentos tinham consciência de que suas ações representavam uma afronta à democracia.

A declaração reforça a defesa feita por Natasha das instituições e da necessidade de preservação da ordem democrática como parte de seu discurso político.

O posicionamento também evidencia o alinhamento da candidata com uma das principais bandeiras do campo político ligado ao presidente Lula, que tem utilizado os acontecimentos de 8 de janeiro como símbolo da defesa das instituições democráticas.

Discurso de renovação

Ao longo da entrevista, Natasha reforçou a intenção de se apresentar como um novo nome na disputa pelo Palácio Paiaguás e destacou a necessidade de oxigenação da política mato-grossense.

A candidatura, porém, chega ao eleitorado acompanhada de uma posição clara sobre a eleição presidencial: apesar de defender renovação no cenário estadual, Natasha aposta na continuidade de Lula no Governo Federal.

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A escolha coloca a candidata diante de um desafio político: convencer o eleitor de Mato Grosso de que representa uma alternativa de renovação no Estado, enquanto mantém uma posição favorável à permanência de um dos nomes mais tradicionais da política brasileira no comando do país.

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Mato Grosso é a Petrobrás do campo’, afirma senador Fávaro

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“As indústrias de etanol de milho vão transformar Mato Grosso na Petrobrás do campo”, a afirmação do senador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição, faz referência à destinação do milho à fabricação de etanol e coprodutos, entre eles os Grãos Secos de Destilaria (DDGs), utilizados principalmente na alimentação animal. Nos últimos cinco anos, o volume de milho processado pela indústria mais que dobrou, passando de 6,85 milhões de toneladas, na safra 2021/2022, para uma projeção de16,5 milhões de toneladas no ciclo 2026/2027.

Para o senador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição e que esteve à frente do Ministério da Agricultura entre 2023 e 2026, esse crescimento está diretamente ligado à criação de um ambiente favorável à industrialização da produção agropecuária e às políticas de incentivo aos combustíveis renováveis.

“O Governo Lula viabilizou esse crescimento com políticas de estímulo aos biocombustíveis e de abertura de mercados. Um exemplo é o aumento da mistura de etanol na gasolina, uma ação que contribui para a descarbonização da mobilidade, fortalece a indústria instalada em Mato Grosso e cria uma demanda permanente para a produção dos nossos agricultores”, afirmou o senador Carlos Fávaro.

Com o avanço da industrialização, Mato Grosso se tornou o segundo maior produtor de etanol, atrás somente de São Paulo. Entre 2022 e 2026, o volume produzido no estado passou de 3,4 milhões de metros cúbicos para 7,7 milhões de metros cúbicos na safra 2026/2027, de acordo com a Federação das Indústrias de Mato Grosso.

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O primeiro suplente de Carlos Fávaro na candidatura ao senado, o produtor rural Alexandre Schenkel, destaca os efeitos da industrialização do campo, sobretudo para a produção de etanol. “A cadeia dos biocombustíveis é o exemplo perfeito de economia circular no agro: do processamento dos grãos, extraímos a energia limpa para mover o Brasil com menor emissão de poluentes, enquanto os coprodutos ricos em proteína viram alimento de alta qualidade para os animais, conquistando espaço nos mercados abertos pelo senador Carlos Fávaro”, destaca Schenkel.

De Mato Grosso para o mundo – Enquanto a maior parte do etanol produzido em Mato Grosso abastece o mercado brasileiro, os DDGs vêm conquistando espaço no exterior. Nos últimos anos, o Ministério da Agricultura, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, abriu quase 30 novos mercados para o produto. Atualmente, os DDGs brasileiros chegam a 44 países.

A abertura de mercados para os produtos do agronegócio foi uma das principais frentes de atuação de Fávaro durante sua passagem pelo Ministério da Agricultura, entre 2023 e 2026. A estratégia buscou diversificar os destinos das exportações brasileiras e, ao mesmo tempo, ampliar as oportunidades para produtos de maior valor agregado.

“Esta é a industrialização possível e viável para Mato Grosso: verticalizar aquilo que já produzimos com eficiência. Hoje podemos dizer que temos uma Petrobras no campo, produzindo energia limpa, contribuindo para a descarbonização da mobilidade e gerando emprego e renda”, afirma o senador.

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Sustentabilidade – O avanço da industrialização ocorre em paralelo ao crescimento da produção de milho em Mato Grosso. Na safra 2021/2022, o estado produziu cerca de 35 milhões de toneladas do grão. Para o ciclo atual, a projeção supera 57 milhões de toneladas, o equivalente a aproximadamente 40% da produção brasileira.

O crescimento é resultado principalmente do aumento da produtividade e da consolidação da segunda safra, permitindo ampliar a oferta de matéria-prima para as biorrefinarias sem uma expansão proporcional da área agrícola.

Atualmente, Mato Grosso possui 14 biorrefinarias em operação, além de novos projetos previstos para os próximos anos. A expansão aumenta a capacidade de absorção da produção estadual, reduz a dependência da exportação do milho in natura e fortalece uma cadeia que conecta agricultura, indústria, pecuária e produção de energia renovável.

Para Fávaro, esse modelo mostra como a produção agropecuária pode participar diretamente da transição para uma economia de baixo carbono.

“Quando agregamos valor ao milho dentro de Mato Grosso, criamos oportunidades em toda a cadeia. O produtor ganha mercado e previsibilidade, a indústria gera empregos, a pecuária recebe uma nova fonte de proteína e o Brasil amplia a oferta de combustível renovável. É desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade”, conclui

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