Política MT

CCJR aprova projeto para incentivo à energia solar em moradias populares

Publicado em

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) analisou 27 matérias durante reunião ordinária realizada na tarde desta terça-feira (14). Entre as 18 propostas aprovadas, está o Projeto de Lei (PL) nº 965/2025, com objetivo de traçar diretrizes para implementação de programa de incentivo à energia solar em moradias populares.

De autoria do deputado Júlio Campos (União), o texto prevê criação de linhas de crédito, entre outras medidas para fomentar o uso desse tipo de energia limpa. O presidente da CCJR, Eduardo Botelho (União), comentou a iniciativa. “Energia representa um peso muito grande no orçamento familiar. Em Mato Grosso representa mais ainda, porque nós temos uma das energias mais caras do país. E nós temos aqui o sol sobrando. Então, o projeto ajuda muito as famílias de baixa renda a terem um financiamento subsidiado, um auxílio para que possam implantar a energia solar e ter uma diminuição nesse custo. É um projeto de relevância e alcance social muito grande”, elogiou.

Leia Também:  GT da Mineração discute impostos e conscientização a respeito do setor em primeira reunião do ano

Botelho ainda afirmou que a Assembleia tem trabalhado em busca da diminuição do custo de energia no estado. A qualidade do serviço tem sido discutida em audiências públicas e também há uma comissão especial voltada para o tema. “Nós vamos ter uma audiência pública em Rondonópolis, depois nós vamos para a região de Sinop. Nós temos a vinda do diretor da Aneel [agência reguladora] já programada também. Temos várias reuniões agendadas para nós elaborarmos uma proposta de mudança no contrato [de concessão], a ser entregue tanto para a Aneel como para o Ministério de Minas e Energia, porque na verdade quem coordena o contrato é o ministério”, disse.

Também receberam parecer favorável do colegiado propostas para ampliar a conscientização sobre a violência de gênero contra as mulheres (Projeto de Resolução nº 119/2025 e Projeto de Lei nº 522/2025). Ainda se destaca a aprovação do Projeto de Lei nº 750/2024, que visa criar um sistema de monitoramento e avaliação das políticas de inclusão nas escolas estaduais. Nove matérias receberam parecer contrário.

Leia Também:  Xuxu Dal Molin articula solução para evitar cobrança indevida a caminhoneiros

Sobre a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, o deputado Eduardo Botelho adiantou que há um calendário em elaboração. As datas serão analisadas pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB). “A partir do dia 4 de novembro nós teremos a primeira audiência pública da CCJR”, estimou.

Fonte: ALMT – MT

Advertisement

Política MT

Entre o agro, os municípios e a proteção social, Gisela começa a ocupar seu lugar na majoritária

Published

on

 

A campanha de Otaviano Pivetta à reeleição ao Governo de Mato Grosso começa a revelar, além da força municipal construída pelo governador ao longo dos últimos anos, uma nova personagem na equação majoritária: Gisela Simona. Candidata a vice pelo União Progressista, ela começa a percorrer o Estado não mais como a ex-deputada federal que construiu sua trajetória na defesa do consumidor e dos direitos das mulheres, mas agora como parte de uma chapa majoritária que pretende apresentar continuidade administrativa sem abrir mão de novas agendas sociais.

Esse movimento ficou evidente neste sábado (22), em Sorriso, um dos principais símbolos da força econômica do agronegócio mato-grossense e reconhecido como um dos maiores polos produtores de soja do mundo. No município participou do lançamento da candidatura de Mauro Savi à Assembleia Legislativa. Ato que reuniu cerca de 1.800 pessoas e concentrou empresários, produtores rurais, lideranças políticas e representantes do movimento municipalista.

Entre os presentes estavam o prefeito de Sorriso, Alei Fernandes, a primeira-dama Mara Fernandes, a vice-presidente do Lide Mato Grosso, Ruth Semiramys, esposa de Mauro Savi, além dos candidatos a deputado federal Neri Geller e Acácio Ambrosini, que também é vice-prefeito do município.

Mais do que o tamanho do público, contudo, a agenda expôs uma característica importante da atual disputa pelo Palácio Paiaguás: a capacidade de Pivetta de reunir em torno de sua candidatura uma rede de prefeitos, lideranças regionais e setores produtivos que enxergam na continuidade administrativa um ativo político.

Gisela, que passou 33 meses na Câmara dos Deputados antes de retornar à disputa eleitoral, começa agora a ocupar espaço nessa arquitetura.

Ao falar sobre Pivetta, ela não o apresentou apenas como o candidato à reeleição, mas como alguém cuja trajetória guarda semelhanças com a de muitos dos empreendedores que ajudaram a transformar Mato Grosso em uma potência agrícola.

Leia Também:  GT da Mineração discute impostos e conscientização a respeito do setor em primeira reunião do ano

“Pivetta é um gestor de mão cheia. Seja na vida pessoal, profissional e política. Hoje, após recuperar as finanças públicas e a capacidade de investimento do Estado, ao lado do ex-governador Mauro Mendes, ele propõe um novo desafio: fazer a prosperidade produzida por Mato Grosso chegar de forma mais direta à vida das pessoas”, afirmou.

A frase ajuda a delimitar o espaço que Gisela começa a ocupar na chapa. Pois se Pivetta representa a experiência administrativa, a gestão e a capacidade de investimento, ela pretende acrescentar à equação uma agenda construída a partir da proteção social, dos direitos e da escuta daqueles que nem sempre conseguem fazer chegar suas demandas às estruturas de poder. É uma diferença de origem e de trajetória que pode se transformar em complementaridade política.

Durante mais de duas décadas no Procon de Mato Grosso, Gisela conheceu o Estado pela porta de entrada de quem precisava reclamar, reivindicar, denunciar ou simplesmente encontrar alguém disposto a ouvir. Em Brasília, ampliou essa experiência para o campo legislativo. Foi relatora do Pacote Antifeminicídio, participou de iniciativas voltadas à proteção das mulheres, combateu fraudes financeiras e práticas abusivas no mercado de consumo e levou para o Congresso temas relacionados às novas formas de vulnerabilidade produzidas pela economia digital.

E na condição de candidata a vice-governadora, passa a enfrentar outro desafio: transformar essa experiência acumulada em uma agenda capaz de dialogar com um Estado que reúne, simultaneamente, uma das economias mais dinâmicas do país e  profundas diferenças sociais e regionais.

Campanha na Rua

Ainda durante o fim de semana, Gisela participou, ao lado do ex-governador Mauro Mendes, candidato ao Senado, e de Virginia Mendes, que busca uma vaga na Câmara Federal, de reuniões conduzidas pelo prefeito Adilson Gonçalves de Macedo com empresários, produtores rurais e lideranças políticas.

Leia Também:  Wellington perde liderança e Pivetta aparece na frente em nova pesquisa eleitoral

Mas a agenda não ficou restrita ao debate econômico. Gisela conheceu de perto o programa Rede de Frente, iniciativa de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres que articula órgãos públicos, forças de segurança e sociedade civil no acolhimento às vítimas, na prevenção da violência e na realização de ações educativas.

A agenda talvez seja uma das mais simbólicas dessa nova fase política de Gisela.Pois a mulher que chega à campanha majoritária é a mesma que, na Câmara Federal, transformou a defesa das mulheres em uma das marcas de sua atuação. Como relatora do Pacote Antifeminicídio, participou diretamente da construção de uma legislação que elevou para até 40 anos a pena para o crime de feminicídio.

Mas agora o desafio é maior. Na vice-governadoria, caso a chapa seja eleita, estará diante da tarefa de ajudar a transformar leis, protocolos e discursos em políticas públicas capazes de chegar antes da tragédia. Assim, ela não chega à majoritária para abandonar as pautas que construíram sua identidade política, mas para tentar colocá-las em outra escala.

O Araguaia e a disputa por representação

A passagem pela região também levou Gisela ao lançamento da candidatura de Moacir Couto à Assembleia Legislativa, em Barra do Garças, onde encontrou novamente uma reivindicação antiga: transformar o peso econômico e social do Araguaia em maior capacidade de representação política e interlocução com o Governo do Estado.

A questão é particularmente relevante em uma região que possui forte potencial produtivo, mas que historicamente reivindica maior presença do poder público em áreas como saúde, infraestrutura, logística e serviços.

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA