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Avallone destaca importância da prorrogação do Proalmat até 2032

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A Assembleia Legislativa deve receber nos próximos dias a Mensagem do Executivo que prorroga o Programa de Incentivo à Cultura do Algodão de Mato Grosso (Proalmat) até 2032. A decisão foi tomada durante reunião do governador Mauro Mendes com a diretoria da Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (AMPA), e outras entidades do setor.

O deputado Carlos Avallone (PSDB), que representou o Legislativo na reunião realizada no último dia 20, no Palácio Alencastro, lembrou que o Proalmat é um exemplo de programa de incentivo fiscal que ao invés de reduzir a receita, aumenta a arrecadação, a geração de empregos e a industrialização. O programa e o Fundo de Apoio à Cultura do Algodão (Facual) foram criados em 1996 sob coordenação de Avallone quando era Secretário de Indústria e Comércio do governo Dante de Oliveira.

“Mato Grosso é hoje o maior produtor de algodão do Brasil, responsável por cerca de 70% da produção nacional. Antes do Proalmat, respondia por apenas 1%. O estado tem um histórico de crescimento na área plantada e na produção, com recordes sucessivos. Na safra 2023/24, a área cultivada atingiu 1,46 milhão de hectares, um aumento de 21,57% em relação à safra anterior. A produção total de algodão em caroço alcançou 6,4 milhões de toneladas, um novo recorde para o estado. O Proalmat tem beneficiado mais de 2.100 produtores cadastrados, que empregam milhares de trabalhadores. Então estamos falando de um programa que impulsionou decisivamente o setor e trouxe investimentos significativos que geram milhares de empregos, além de aumentar a arrecadação”, disse Avallone.

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O incentivo terminaria em 31 de dezembro, o que motivou o pedido de prorrogação. Outros estados como Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Bahia copiaram o programa de Mato Grosso e se a isenção de ICMS não fosse prorrogada aqui, ganhariam vantagens competitivas no comércio nacional e no exterior.

De acordo com o dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), as políticas de incentivo fiscal como o Proalmat garantiram um retorno de mais de 230% ao Estado. A cada R$ 1 renunciado em impostos, o Estado recebeu R$ 3,28 em investimento.

O diretor-presidente da Ampa, Orcival Gouveia, destacou a importância dos produtores de algodão em Mato Grosso, cuja safra 2024/2025 está prevista para alcançar 2,85 milhões de toneladas da pluma. “Esse projeto beneficia principalmente o pequeno e médio produtor, e a indústria nacional. Estamos muito felizes com mais essa parceria”, relatou.

O deputado Avallone destacou que o incentivo beneficia especialmente os pequenos produtores, que cultivam áreas entre 500 a mil hectares e geralmente comercializam o produto através de cooperativas. Os grandes produtores não recebem o benefício, pois se dedicam à exportação que é desonerada do ICMS.

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Proalmat – O Proalmat, criado para incentivar o desenvolvimento sustentável da cadeia do algodão, segue como uma das principais políticas públicas do agronegócio estadual, promovendo competitividade, geração de empregos e aumento de receita pública.A isenção fiscal sobre o ICMS tem impulsionado o desenvolvimento da cotonicultura em parâmetros sustentáveis no Matogrosso.

O Proalmat é um instrumento que permite, dentre outros investimentos, uma série de iniciativas de abertura de mercado e promoção do algodão, como a realização de missões internacionais tanto de compradores de pluma, que são convidados a conhecer in loco o modelo de produção mato-grossense, quanto de vendedores, levando cotonicultores até o mercado comprador.

Fonte: ALMT – MT

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Antes dos trilhos, a decisão nasceu no Parlamento

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A inauguração do primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, realizada em Dom Aquino, representa um dos maiores avanços da infraestrutura logística de Mato Grosso nas últimas décadas. Mais do que a entrega de uma obra, celebramos a concretização de uma visão de futuro construída com planejamento, coragem política e compromisso com o desenvolvimento do nosso Estado.

O trecho inaugurado possui cerca de 162 quilômetros, ligando Rondonópolis ao terminal multimodal de Dom Aquino. É a primeira etapa de um projeto que, quando concluído, terá aproximadamente 740 quilômetros de extensão, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios e contando ainda com um ramal estratégico para Cuiabá.

Os números demonstram a dimensão do empreendimento. A primeira fase recebeu investimentos da ordem de R$ 5 bilhões. O terminal terá capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, fortalecendo a competitividade da produção mato-grossense e impulsionando a economia estadual.

Mas existe um capítulo dessa história que merece ser lembrado. Antes de a ferrovia sair do papel, foi necessário construir as bases legais que permitiram sua implantação. E esse trabalho começou dentro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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Em 2021, quando tive a honra de presidir o Parlamento estadual, apresentei e liderei a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que autorizou o Estado a construir e explorar a malha ferroviária, diretamente ou por meio de concessões. A proposta, de minha autoria, contou com o apoio dos deputados estaduais e abriu caminho para que Mato Grosso pudesse desenvolver um modelo próprio de expansão ferroviária.

Naquele momento, compreendíamos que era preciso criar condições para que o Estado assumisse o protagonismo do seu desenvolvimento. A alteração constitucional garantiu segurança jurídica e forneceu os instrumentos necessários para transformar em realidade um sonho antigo dos mato-grossenses, ver a ferrovia avançar pelo interior, conectando a produção aos principais corredores logísticos do país.

Sempre defendi que infraestrutura vai muito além do transporte. Trata-se de uma política de desenvolvimento econômico e social. Uma ferrovia moderna reduz custos logísticos, amplia a competitividade, atrai investimentos, gera empregos e cria oportunidades para milhares de famílias.

Mato Grosso é líder na produção de alimentos e possui papel estratégico na economia nacional. Para continuar crescendo de forma sustentável, precisa investir em logística eficiente. A ferrovia representa exatamente essa visão de futuro.

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Tenho orgulho de saber que a Assembleia Legislativa participou ativamente desse processo histórico. A iniciativa que tornou possível a construção da ferrovia nasceu no Parlamento estadual, resultado do diálogo institucional e da compreensão de que o desenvolvimento exige planejamento de longo prazo.

Hoje, ao vermos esse primeiro trecho entrar em operação, temos a certeza de que tomamos a decisão correta. Porque os trilhos que impulsionam o desenvolvimento de Mato Grosso começaram a ser construídos dentro da Assembleia Legislativa.

*Eduardo Botelho é deputado estadual pelo MDB

Fonte: ALMT – MT

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