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ALMT celebra 190 anos de instalação com sessão solene nesta quarta-feira

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realiza, nesta quarta-feira (6), às 10h, uma sessão solene em comemoração aos 190 anos de sua instalação, celebrando quase dois séculos de atuação parlamentar e contribuição para a democracia e o desenvolvimento do estado. O evento será realizado no Plenário das Deliberações e contará com a presença de autoridades, ex-deputados, familiares de parlamentares já falecidos e convidados especiais.

A solenidade será marcada por um Concerto Sinfônico da Orquestra da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), sob a regência do maestro Oliver Yatsugafu. Segundo a superintendente de Cerimonial, Olga Lustosa, a celebração foi planejada por uma comissão criada para resgatar e destacar a importância histórica do Parlamento mato-grossense desde sua fundação, em 3 de julho de 1835.

“Foi avaliado o perfil dos parlamentares que passaram pelo Parlamento. A Casa sempre foi múltipla, com representantes de diferentes áreas e pensamentos”, ressaltou Lustosa. Um dos nomes lembrados com destaque é o de Lenine de Campos Póvoas, intelectual e membro da Academia Mato-grossense de Letras, que atuou como deputado estadual nos anos 1947 até 1955 e foi responsável pela criação do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso. Seu legado será homenageado durante a solenidade, representado por seu neto, Lenine Póvoas de Abreu.

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As homenagens buscam valorizar a diversidade de trajetórias e contribuições de todos os parlamentares ao longo dos 190 anos de história da ALMT. “É muito difícil alguém passar pela Casa e não deixar sua marca. Todos vêm carregados de sonhos e projetos para transformar a vida da população”, destacou Lustosa.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS) também foi convidada para o evento. O deputado Júnior Mochi (MDB), que está em seu quarto mandato, confirmou presença, representando o estado vizinho. No entanto, nenhum parlamentar que atuou no período anterior à divisão dos estados, em 1977, estará presente.

A cerimônia reforça o papel fundamental da ALMT na construção do Estado e presta reconhecimento aos homens e mulheres que, com sua atuação política e profissional, ajudaram a escrever a história do Parlamento e de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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Janaina Riva defende penas mais severas e reforça papel das procuradorias no combate à violência

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A inauguração da 48ª Procuradoria da Mulher de Mato Grosso, na Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis, foi marcada por uma fala contundente da deputada estadual Janaina Riva (MDB), que defendeu o endurecimento das leis brasileiras contra crimes sexuais e reforçou a importância da atuação integrada da rede de proteção às mulheres e crianças para romper o ciclo da violência.

Durante a solenidade, realizada nesta terça-feira (23), a parlamentar destacou que o enfrentamento à violência não pode se limitar às ações após a ocorrência do crime e defendeu o fortalecimento das estruturas de acolhimento nos municípios.

“Hoje, quando a gente fala de violência, nós falamos de enxugar gelo, porque quase sempre o combate acontece depois que o crime já foi cometido. Precisamos trabalhar de forma preventiva e é justamente esse o papel das procuradorias”, afirmou.

Procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Janaina ressaltou que as procuradorias municipais funcionam como porta de entrada para mulheres em situação de vulnerabilidade, oferecendo acolhimento, orientação e encaminhamento dentro da rede de proteção.

Segundo ela, a experiência da Procuradoria da Mulher da Assembleia demonstra a importância dessa proximidade com a população. “Em apenas um ano, atendemos quase 600 mulheres. Muitas não sabem sequer qual órgão procurar. Elas procuram o vereador, a deputada, porque existe uma relação de confiança e proximidade que a política proporciona”, explicou.

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A deputada também chamou atenção para os altos índices de violência registrados em Mato Grosso, estado que lidera, pelo segundo ano consecutivo, o ranking nacional de feminicídios proporcionais.

“Hoje, a chance de uma mulher morrer em Mato Grosso é quase o dobro da média nacional. Nossas crianças também correm muito mais risco de serem vítimas de abuso sexual. Existe algo errado e esse algo é a ausência de prevenção”, alertou.

Janaina defendeu que o trabalho preventivo seja levado para dentro das escolas, creches, bairros e comunidades, por meio da atuação conjunta entre os poderes públicos, entidades e lideranças locais.

“Quem cuida das mulheres de Campo Novo são vocês, que estão próximos delas. Não adianta imaginar que a Assembleia ou o Governo do Estado vão resolver tudo. O enfrentamento à violência é uma rede e essa rede precisa estar unida”, disse.

Ao abordar a legislação penal brasileira, a parlamentar afirmou que o Congresso Nacional precisa enfrentar com mais firmeza o debate sobre punições mais severas para crimes praticados contra crianças e mulheres.

“Tenho convicção de que precisamos mudar as legislações brasileiras. Não é apenas aumentar pena. Pedófilo tem que apodrecer dentro da cadeia. Não pode voltar ao convívio social. Precisamos ter coragem para discutir isso”, declarou.

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Janaina também reforçou a necessidade de romper a cultura do silêncio em torno da violência doméstica e dos abusos sexuais, defendendo que a denúncia é o primeiro passo para interromper o ciclo de agressões.

“Não denunciar é o que leva ao feminicídio, à morte e à continuidade da violência. Precisamos acabar com essa ideia de que em briga de marido e mulher não se mete a colher. Tem que meter a colher, sim”, afirmou.

A deputada destacou ainda os resultados obtidos por mecanismos como a Patrulha Maria da Penha, que apresenta baixos índices de reincidência entre os casos acompanhados, e defendeu a ampliação do atendimento psicológico e psiquiátrico tanto para vítimas quanto para agressores, como forma de evitar novos episódios de violência.

Para Janaina, a inauguração da Procuradoria da Mulher em Campo Novo do Parecis representa um avanço importante na construção de uma rede permanente de proteção.

“Compartilhar informação é salvar vidas. É conversando, orientando e acolhendo que conseguiremos preparar as novas gerações para que, no futuro, não precisemos mais apenas enxugar gelo”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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