Polícia

PM e PRF prendem homem com 53 quilos de cocaína em Barra do Bugres

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Equipes da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal apreenderam 53 quilos de substância análoga à cocaína escondidas em um veículo, na noite desta quinta-feira (27.10), na rodovia MT-343, em Barra do Bugres. Na ação, um homem de 27 anos foi preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas.

Conforme o boletim de ocorrência, por volta de 18h40, a equipe da 12º Companhia de PM recebeu informações da PRF sobre um veículo Pálio Fire branco que estaria transportando entorpecentes, em direção a cidade de Barra do Bugres. 

De posse das informações, os policiais militares montaram barreiras nas entradas e saídas do município e lograram êxito em identificar um veículo com as mesmas características informadas, na rodovia MT-343. O suspeito foi abordado e nada de ilícito encontrado com ele, porém, diante das suspeitas, o veículo foi conduzido até a sede da PM da cidade.

No local, a PM e PRF realizaram buscas minuciosas e encontraram 23 tabletes de cloridrato de cocaína, em uma caixa de som no porta-malas e 17 tabletes da mesma droga, no painel do veículo. Além disso, foram localizados mais 10 tabletes de pasta base de cocaína, no interior do tanque de combustível, totalizando 53 quilos de entorpecentes apreendidos.

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Diante da situação de flagrante, o suspeito recebeu voz de prisão pelo crime de tráfico ilícito de drogas e foi encaminhado para a Delegacia de Barra de Bugres, com o material apreendido, para registro do boletim de ocorrência e demais providências cabíveis.

Disque-denúncia  

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

 

Fonte: PM MT

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Polícia

Antes de serem investigados, servidores do BC participaram de reuniões da PF sobre o Banco Master

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Dois ex-servidores de alto escalão do Banco Central investigados por suposto favorecimento ao Banco Master participaram de reuniões com a Polícia Federal para tratar de possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira antes de serem formalmente incluídos como suspeitos na investigação.

A informação foi apresentada pelo diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, em depoimento prestado à Polícia Federal em maio deste ano. O conteúdo da oitiva veio a público agora e integra o inquérito que apura a atuação de Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária, e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização.

Segundo a investigação, os dois são suspeitos de terem atuado em benefício do banqueiro Daniel Vorcaro, inclusive com o possível repasse de informações relacionadas à fiscalização do Banco Master. As defesas negam as acusações.

Reuniões antes das suspeitas

Aquino relatou aos investigadores que participou de encontros com delegados da Polícia Federal para discutir o caso. Uma das reuniões ocorreu em 8 de outubro de 2025, antes da liquidação do Banco Master e da primeira prisão de Vorcaro.

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De acordo com o diretor, Belline e Paulo Sérgio também participaram de diversos encontros relacionados às apurações. Depois da primeira reunião registrada em agenda pública, os encontros passaram a ocorrer de forma sigilosa.

Entre os assuntos discutidos estavam possíveis irregularidades envolvendo cessões de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB) e operações relacionadas aos fundos Bravo e Reag.

A Polícia Federal não informou se, naquele período, já havia suspeitas contra os dois servidores nem se foram adotadas medidas específicas para evitar eventual vazamento de informações.

Defesas contestam suspeitas

A defesa de Paulo Sérgio afirmou que ele não participou de “várias reuniões”, mas sustentou que o ex-diretor esteve envolvido na identificação e formalização de irregularidades relacionadas ao Banco Master.

Segundo o advogado Odel Antun, Paulo Sérgio também teria colaborado na elaboração de representações encaminhadas ao Ministério Público Federal, que posteriormente contribuíram para o avanço das investigações da Operação Compliance Zero.

A defesa de Belline Santana, representada pelo advogado Leonardo Palazzi, afirmou que o depoimento de Ailton de Aquino reforça a versão de que seu cliente atuava dentro das atribuições funcionais e mantinha interlocução com a Polícia Federal justamente para comunicar possíveis ilícitos envolvendo o banco.

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Clima de tensão no Banco Central

Ainda segundo o depoimento, o Banco Central enfrentava um ambiente de preocupação nos meses que antecederam a liquidação do Master, especialmente diante de vazamentos de informações consideradas sensíveis.

Por causa disso, Aquino afirmou ter restringido o acesso a detalhes relacionados à decisão de liquidar a instituição financeira.

Paulo Sérgio ocupou a Diretoria de Fiscalização do BC entre 2017 e 2023 e posteriormente passou a exercer a função de chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária, área que teve Belline Santana como responsável entre 2019 e 2026.

As suspeitas provocaram repercussão dentro do próprio Banco Central, já que os dois investigados tinham longa trajetória na instituição. A apuração também passou a considerar a evolução patrimonial dos ex-servidores e a possibilidade de que tenham prestado consultoria informal a Vorcaro em troca de vantagens.

As investigações continuam e ainda deverão esclarecer a extensão da participação de cada investigado, além de eventual envolvimento de outras pessoas no caso.

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