VIOLÊNCIA EXTREMA

Investigação revela duplo homicídio em Tangará: corpos são encontrados em pasto

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Na noite de quarta-feira (29), a Polícia Civil de Tangará da Serra, a 239 km de Cuiabá, encontrou os corpos de Anna Clara Ramos Felipe, 18, e Aylla Pereira dos Santos, 18, em um pasto no bairro Vila Nazaré. As duas jovens haviam sido dadas como desaparecidas no dia anterior, terça-feira (28), após os pais denunciarem o caso à delegacia.

Durante as investigações, a polícia descobriu que Anna e Aylla, sendo Aylla uma jovem transexual, haviam sido mortas. A equipe policial chegou até uma suspeita de 19 anos, que já estava sendo monitorada pela segurança pública e foi presa no mesmo dia por tráfico de drogas. A suspeita revelou que havia visto as vítimas amarradas em uma casa de uma amiga, que fazia chamadas de vídeo com lideranças do Comando Vermelho. No entanto, ela alegou que saiu do local e só soube do homicídio no dia seguinte, quando descobriu que os corpos haviam sido enterrados em um pasto.

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Com base nas informações fornecidas, os investigadores seguiram para o local indicado, a cerca de 200 metros de uma casa, onde encontraram o corpo de Anna escondido atrás de uma moita. A vítima apresentava a cabeça esmagada e marcas de queimaduras nas costas. O corpo de Aylla foi encontrado enterrado em uma cova rasa, com uma mordaça na boca e também com marcas de queimaduras nas costas, semelhantes às de Anna.

A cena do crime foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial (Politec). Até o momento, os suspeitos do duplo homicídio não foram encontrados, e o caso segue sob investigação.

 

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Ouro extraído ilegalmente movimentou R$ 20,5 milhões e era inserido no mercado formal, aponta investigação

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Uma investigação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal revelou uma estrutura financeira que teria movimentado cerca de R$ 20,5 milhões para sustentar atividades relacionadas à extração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. O esquema é alvo da Operação Solo Sagrado, deflagrada nesta terça-feira (18).

A ofensiva busca atingir não apenas os responsáveis pela exploração mineral irregular, mas também a estrutura que permitia financiar o garimpo, transportar equipamentos, movimentar os recursos e inserir o ouro no mercado formal com aparência de legalidade.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e uma ordem de prisão preventiva. A Justiça também autorizou o bloqueio e sequestro de bens e valores, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Segundo as apurações, um dos núcleos financeiros identificados movimentou aproximadamente R$ 20,5 milhões entre 2022 e 2025. Os investigadores também encontraram mais de R$ 3,5 milhões em transações envolvendo instituições de pagamento e empresas de serviços digitais.

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A investigação aponta que o grupo utilizava empresas e cooperativas para dificultar a identificação da origem do ouro. O minério seria adquirido de produtores ou intermediários ligados ao garimpo e, posteriormente, passaria por diferentes integrantes da cadeia comercial até chegar a estruturas formalmente constituídas no setor mineral.

Na prática, a suspeita é de que o sistema permitisse transformar ouro extraído ilegalmente em produto com aparência regular perante o mercado.

A operação também revelou a existência de uma estrutura logística necessária para manter as áreas de exploração em funcionamento. Segundo os investigadores, o esquema envolvia escavadeiras hidráulicas, caminhões-prancha, combustível, peças, oficinas e transporte de equipamentos.

A atuação integrada entre PF, MPF e Receita permitiu cruzar informações bancárias, fiscais, patrimoniais, policiais e telemáticas. A estratégia busca identificar todos os integrantes da cadeia, desde os responsáveis pelo financiamento e suporte ao garimpo até aqueles envolvidos na circulação e comercialização do minério.

Além de interromper o fluxo financeiro, a Operação Solo Sagrado pretende recuperar recursos que, segundo as investigações, seriam provenientes da exploração ilegal de ouro e ampliar a identificação de outros possíveis envolvidos.

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Até o momento, os investigados são alvos de apuração e as suspeitas ainda deverão ser analisadas no decorrer do processo judicial.

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