PRISÃO TEMPORÁRIA

Feminicídio em Diamantino: prisão de homem acontece em Comodoro

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Um homem de 53 anos, investigado por feminicídio em Diamantino, foi preso em Comodoro no último domingo (2). A prisão de A.R.S. ocorreu após o cumprimento de um mandado de prisão temporária.

O crime aconteceu em novembro do ano passado, quando o corpo de Kelma Dias da Silva, de 39 anos, foi encontrado em avançado estado de decomposição, enrolado em um cobertor e jogado em uma área de mata no Distrito de Deciolândia, às margens da rodovia MT-480.

A vítima, natural de Cassilândia (MS), foi identificada posteriormente por meio de exame de arcada dentária. Durante as investigações, uma testemunha reconheceu o cobertor, pertencente ao casal, o que fez A.R.S. ser apontado como principal suspeito.

A Polícia Civil descobriu que o homem não havia comunicado o desaparecimento e se mudado para Comodoro após o crime. Além disso, ele tinha histórico de agressões e registros de violência doméstica contra Kelma e outras parceiras.

Após investigações da Delegacia de Diamantino, o paradeiro do suspeito foi identificado, e a prisão foi realizada pela Polícia Civil.

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Ouro extraído ilegalmente movimentou R$ 20,5 milhões e era inserido no mercado formal, aponta investigação

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Uma investigação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal revelou uma estrutura financeira que teria movimentado cerca de R$ 20,5 milhões para sustentar atividades relacionadas à extração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. O esquema é alvo da Operação Solo Sagrado, deflagrada nesta terça-feira (18).

A ofensiva busca atingir não apenas os responsáveis pela exploração mineral irregular, mas também a estrutura que permitia financiar o garimpo, transportar equipamentos, movimentar os recursos e inserir o ouro no mercado formal com aparência de legalidade.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e uma ordem de prisão preventiva. A Justiça também autorizou o bloqueio e sequestro de bens e valores, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Segundo as apurações, um dos núcleos financeiros identificados movimentou aproximadamente R$ 20,5 milhões entre 2022 e 2025. Os investigadores também encontraram mais de R$ 3,5 milhões em transações envolvendo instituições de pagamento e empresas de serviços digitais.

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A investigação aponta que o grupo utilizava empresas e cooperativas para dificultar a identificação da origem do ouro. O minério seria adquirido de produtores ou intermediários ligados ao garimpo e, posteriormente, passaria por diferentes integrantes da cadeia comercial até chegar a estruturas formalmente constituídas no setor mineral.

Na prática, a suspeita é de que o sistema permitisse transformar ouro extraído ilegalmente em produto com aparência regular perante o mercado.

A operação também revelou a existência de uma estrutura logística necessária para manter as áreas de exploração em funcionamento. Segundo os investigadores, o esquema envolvia escavadeiras hidráulicas, caminhões-prancha, combustível, peças, oficinas e transporte de equipamentos.

A atuação integrada entre PF, MPF e Receita permitiu cruzar informações bancárias, fiscais, patrimoniais, policiais e telemáticas. A estratégia busca identificar todos os integrantes da cadeia, desde os responsáveis pelo financiamento e suporte ao garimpo até aqueles envolvidos na circulação e comercialização do minério.

Além de interromper o fluxo financeiro, a Operação Solo Sagrado pretende recuperar recursos que, segundo as investigações, seriam provenientes da exploração ilegal de ouro e ampliar a identificação de outros possíveis envolvidos.

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Até o momento, os investigados são alvos de apuração e as suspeitas ainda deverão ser analisadas no decorrer do processo judicial.

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