CASO LA BRYSA

Corpo de rapper encontrado no Rio Cuiabá aponta possível envolvimento com facções

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A morte da rapper Laysa Moraes Ferreira, mais conhecida como La Brysa, de 30 anos, encontrada no Rio Cuiabá na tarde desta quinta-feira (09), está sendo investigada como um possível crime relacionado a facções criminosas. Segundo o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a forma como o corpo foi localizado indica características típicas de organizações criminosas.

 

“Pela maneira como ela foi encontrada, amarrada do jeito que foi, são características de crime de organização criminosa”, afirmou o delegado em entrevista à imprensa.

Circunstâncias do Crime

O corpo de La Brysa foi encontrado enrolado em um tapete, com fios amarrando seu corpo a uma lata de concreto. A rapper estava desaparecida desde sexta-feira (03) e foi encontrada em avançado estado de decomposição por um pescador, que acionou as autoridades. Uma equipe do Corpo de Bombeiros realizou a retirada do cadáver do rio.

 

Nas redes sociais, imagens de Laysa fazendo um gesto de “três dedos”, associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), começaram a circular após seu desaparecimento. Esse gesto, conforme explicado por especialistas, representa alianças no mundo do crime. O PCC é rival da facção Comando Vermelho, que predomina em Mato Grosso.

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Apesar das suspeitas, o delegado Bruno Abreu ressaltou que as investigações ainda estão em estágio inicial. “É uma indicação de uma possível motivação, sim, mas ainda é cedo pra falar”, disse.

 

Histórico e Desaparecimento

Laysa era natural de Campo Grande (MS) e morava em Cuiabá desde março de 2024. Seu desaparecimento foi comunicado à polícia na terça-feira (07), após um amigo perceber que a casa dela estava intacta, com pertences pessoais no local e a chave na porta.

A rapper fazia parte do coletivo Mulheres do Hip-Hop e tinha uma carreira artística voltada ao rap, trap e funk. Segundo o amigo que relatou o desaparecimento, Laysa enfrentava depressão e não tinha familiares em Cuiabá.

Impacto e Investigações

A morte de La Brysa causou comoção na comunidade artística e entre ativistas do hip-hop. O caso segue sob investigação, com análises sendo realizadas para determinar as circunstâncias e os responsáveis pelo crime.

As autoridades pedem que qualquer informação que possa ajudar nas investigações seja repassada por meio do Disque Denúncia (181).

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Polícia

Ouro extraído ilegalmente movimentou R$ 20,5 milhões e era inserido no mercado formal, aponta investigação

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Uma investigação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal revelou uma estrutura financeira que teria movimentado cerca de R$ 20,5 milhões para sustentar atividades relacionadas à extração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. O esquema é alvo da Operação Solo Sagrado, deflagrada nesta terça-feira (18).

A ofensiva busca atingir não apenas os responsáveis pela exploração mineral irregular, mas também a estrutura que permitia financiar o garimpo, transportar equipamentos, movimentar os recursos e inserir o ouro no mercado formal com aparência de legalidade.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e uma ordem de prisão preventiva. A Justiça também autorizou o bloqueio e sequestro de bens e valores, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Segundo as apurações, um dos núcleos financeiros identificados movimentou aproximadamente R$ 20,5 milhões entre 2022 e 2025. Os investigadores também encontraram mais de R$ 3,5 milhões em transações envolvendo instituições de pagamento e empresas de serviços digitais.

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A investigação aponta que o grupo utilizava empresas e cooperativas para dificultar a identificação da origem do ouro. O minério seria adquirido de produtores ou intermediários ligados ao garimpo e, posteriormente, passaria por diferentes integrantes da cadeia comercial até chegar a estruturas formalmente constituídas no setor mineral.

Na prática, a suspeita é de que o sistema permitisse transformar ouro extraído ilegalmente em produto com aparência regular perante o mercado.

A operação também revelou a existência de uma estrutura logística necessária para manter as áreas de exploração em funcionamento. Segundo os investigadores, o esquema envolvia escavadeiras hidráulicas, caminhões-prancha, combustível, peças, oficinas e transporte de equipamentos.

A atuação integrada entre PF, MPF e Receita permitiu cruzar informações bancárias, fiscais, patrimoniais, policiais e telemáticas. A estratégia busca identificar todos os integrantes da cadeia, desde os responsáveis pelo financiamento e suporte ao garimpo até aqueles envolvidos na circulação e comercialização do minério.

Além de interromper o fluxo financeiro, a Operação Solo Sagrado pretende recuperar recursos que, segundo as investigações, seriam provenientes da exploração ilegal de ouro e ampliar a identificação de outros possíveis envolvidos.

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Até o momento, os investigados são alvos de apuração e as suspeitas ainda deverão ser analisadas no decorrer do processo judicial.

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