A Polícia Civil deflagrou a Operação Caçador para investigar uma série de crimes relacionados a um conflito por terras em Mato Grosso. Dois homens, de 51 e 30 anos, pai e filho, são alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos em Alto Paraguai e Barra do Bugres.
Os investigados são suspeitos de envolvimento em uma tentativa de homicídio ocorrida durante uma discussão relacionada à disputa de uma propriedade rural. Além do ataque a tiros, a investigação apura denúncias de ameaça, esbulho possessório, posse ilegal de arma de fogo e crimes ambientais.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, equipes das Delegacias de Diamantino e Barra do Bugres apreenderam duas armas de fogo de cano longo e seis munições em uma propriedade rural de Alto Paraguai.
Homem foi baleado durante discussão
As investigações começaram após o registro de ameaças e outros episódios relacionados ao conflito fundiário, que teriam começado no final de 2025.
Em um dos casos apurados, um homem de 57 anos foi atingido por um disparo de arma de fogo durante uma discussão, em 24 de dezembro do ano passado. A ocorrência passou a ser investigada como tentativa de homicídio.
No decorrer das diligências, a Polícia Civil também reuniu informações sobre a possível participação dos dois suspeitos em crimes ambientais. Eles são investigados por suposta caça de animais silvestres, entre eles onças-pintadas, na região.
Armas são apreendidas
As buscas realizadas nesta terça-feira (1º) tinham como objetivo localizar armas, documentos e outros elementos que pudessem contribuir para o esclarecimento dos crimes.
No imóvel rural vistoriado em Alto Paraguai, os policiais encontraram duas armas de cano longo e seis munições. Nenhuma pessoa estava no local durante o cumprimento do mandado.
A operação recebeu o nome de Caçador em referência à suspeita de caça ilegal de animais silvestres atribuída aos investigados.
Investigação continua
Apesar das apreensões, os dois alvos ainda não foram localizados. A Polícia Civil informou que as diligências continuam para reunir novas provas, localizar os suspeitos e definir a responsabilidade de cada um nos crimes investigados.
Os investigados poderão responder pelos delitos que forem confirmados ao longo da apuração.