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Quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Política MT

Wellington desafia Pivetta a provar acusação sobre empresa e promete renunciar ao mandato

“Eu quero saber se o candidato agora, se ele estiver mentindo, ele também renuncia ao seu mandato”, declarou.

Ana Santosatualizado em 3 min de leitura
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Wellington desafia Pivetta a provar acusação sobre empresa e promete renunciar ao mandato

O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) elevou o tom do confronto com Otaviano Pivetta (Republicanos) durante o debate promovido pela TV Vila Real nesta quinta-feira (1º). Wellington desafiou o adversário a apresentar provas de uma acusação envolvendo uma empresa madeireira de Colniza e afirmou que renunciaria ao próprio mandato caso a denúncia fosse comprovada.

A discussão ocorreu depois que Pivetta afirmou que a empresa SGM, beneficiada por incentivos fiscais estaduais, pertenceria ao filho de Wellington. O candidato do PL negou a informação e disse que a empresa não pertence e nunca pertenceu a seu filho.

“O senhor mentiu ontem dizendo que uma empresa madeireira de Colniza, SGM, que recebeu incentivos fiscais, é do meu filho. Eu quero aqui afirmar a toda a população que essa empresa não é e nunca foi do meu filho. E, se for verdade, eu renuncio ao meu mandato”, afirmou Wellington.

Na sequência, Wellington transferiu o desafio para o adversário.

“Eu quero saber se o candidato agora, se ele estiver mentindo, ele também renuncia ao seu mandato”, declarou.

Pivetta não respondeu diretamente ao desafio. Durante a tréplica, tentou apresentar um documento, mas a organização do debate impediu a exibição porque, segundo as regras do programa, o procedimento não era permitido naquele momento. Após ter o tempo restabelecido, o candidato não retomou especificamente a acusação envolvendo a empresa de Colniza nem respondeu se aceitaria renunciar caso a afirmação não fosse comprovada. Em seguida, afirmou que havia participado do debate para apresentar propostas.

O episódio é mais um capítulo da disputa entre os dois candidatos em torno dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado.

O tema já havia provocado outro confronto entre Wellington e Pivetta no debate realizado pela TV Centro América na terça-feira (29). Na ocasião, Pivetta cobrou Wellington sobre uma declaração anterior de que renunciaria à disputa pelo Governo caso fosse comprovado que empresas ligadas à sua família haviam recebido benefícios fiscais.

Após aquele debate, Pivetta apresentou documentos que, segundo ele, indicariam benefícios fiscais destinados à Zootec Indústria e Comércio de Produtos Agropecuários Ltda., empresa que teria ligação societária com João Antônio Fagundes Participações Ltda., representada por João Antonio Fagundes Neto, filho de Wellington. O valor citado nas reportagens foi de R$ 1,08 milhão em benefícios de ICMS entre 2019 e 2025. Wellington, por sua vez, contesta a interpretação e nega ter recebido incentivos.

No debate desta quinta-feira, Wellington voltou a questionar Pivetta sobre a diferença entre renúncia fiscal programática e não programática. Segundo o candidato do PL, a resposta era uma cobrança que já havia sido feita anteriormente.

Pivetta teve o tempo destinado à resposta, mas direcionou a fala para o número de indústrias instaladas em Mato Grosso, a arrecadação estadual e o funcionamento do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), além de voltar a citar empresas relacionadas à família de Wellington.

A Secretaria de Estado de Fazenda mantém registros oficiais de empresas enquadradas em programas de incentivos fiscais. Entre elas está a Natural Pork Alimentos S.A., identificada em documentos da Sefaz-MT como participante do Prodeic.

A Natural Pork também aparece em relação oficial de contribuintes enquadrados no programa, com registro no Prodeic voltado à indústria alimentícia e ao setor de frigoríficos de suínos.

Wellington afirma que não é contrário à utilização de incentivos fiscais como instrumento de desenvolvimento econômico. A crítica do candidato é direcionada aos critérios de concessão, à concentração dos benefícios e à necessidade de contrapartidas que, segundo ele, garantam geração de empregos, industrialização e agregação de valor à produção mato-grossense.

A disputa em torno dos incentivos fiscais passou a ocupar espaço central nos debates entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso na reta final da campanha. No encontro da TV Centro América, o tema também provocou acusações cruzadas e desafios envolvendo empresas ligadas aos concorrentes.

Wellington e Pivetta estão entre os candidatos oficialmente registrados para a disputa pelo Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026, conforme relação divulgada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

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