VÍDEO: Ativista de direita, Ulysses Moraes relata agressão em ato político em Rondonópolis
O episódio também levantou questionamentos sobre os limites das manifestações políticas e a necessidade de garantir que o direito à expressão seja exercido sem intimidação ou violência.

O deputado estadual eleito Ulysses Moraes (Podemos), ativista de direita, relatou ter sido agredido durante uma manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada na quinta-feira (8), na Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), no sul de Mato Grosso.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram uma discussão entre Ulysses e participantes do ato, seguida de momentos de tensão e empurrões. O episódio repercutiu nas redes sociais e em veículos de comunicação do estado.
A mobilização foi organizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e tinha como tema o apoio à candidatura de Lula à Presidência da República no segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.
Universidade se manifesta
Após a repercussão do episódio, a Universidade Federal de Rondonópolis divulgou uma nota oficial nesta sexta-feira (9), na qual reafirmou seu compromisso com a liberdade de expressão, o direito à manifestação política e a pluralidade de opiniões.
A instituição também repudiou qualquer forma de agressão, violência, ameaça ou intimidação e informou que eventuais infrações serão apuradas pelas instâncias competentes, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
No comunicado, a UFR destacou que as manifestações no ambiente universitário devem respeitar as divergências políticas, a integridade das pessoas e as normas institucionais, além de preservar a neutralidade político-partidária da universidade.
A instituição reiterou o compromisso com um ambiente acadêmico democrático, plural e seguro, baseado no diálogo e no respeito mútuo.
Caso repercute nas redes sociais
A ocorrência reacendeu o debate sobre a convivência entre pessoas com diferentes posicionamentos políticos nas universidades públicas, especialmente durante o período eleitoral.
O episódio também levantou questionamentos sobre os limites das manifestações políticas e a necessidade de garantir que o direito à expressão seja exercido sem intimidação ou violência.
A universidade informou que os fatos serão analisados pelas instâncias competentes e que eventuais medidas administrativas ou legais poderão ser adotadas após a apuração.

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