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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Política MT

Testemunha com identidade preservada ajudou a orientar investigação do Gaeco em Várzea Grande

De acordo com os elementos relatados na investigação, a testemunha descreveu um suposto sistema de controle de vereadores que incluiria pagamentos mensais de R$ 10 mil, identificados como “mensalinho”, além de reuniões em uma chácara.

Redação Assembleia Newsatualizado em 1 min de leitura
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Testemunha com identidade preservada ajudou a orientar investigação do Gaeco em Várzea Grande

Um depoimento prestado por uma testemunha com identidade preservada teria sido decisivo para o avanço das investigações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), sobre suspeitas de corrupção e coação política na Câmara Municipal de Várzea Grande.

Segundo informações divulgadas sobre o caso, o relato contribuiu para direcionar as apurações que envolvem o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), e o ex-prefeito Sebastião dos Reis Gonçalves, conhecido como Tião da Zaeli. Os dois são apontados no contexto da investigação como possíveis figuras centrais de um esquema de articulação política que também teria buscado viabilizar a cassação do mandato da prefeita Flávia Moretti (PL).

De acordo com os elementos relatados na investigação, a testemunha descreveu um suposto sistema de controle de vereadores que incluiria pagamentos mensais de R$ 10 mil, identificados como “mensalinho”, além de reuniões em uma chácara. Nesses encontros, parlamentares teriam sido pressionados a assinar cartas de renúncia em branco, que poderiam ser usadas para garantir fidelidade ao grupo.

Outro ponto investigado envolve a suspeita de gravações clandestinas de vereadores, que teriam sido utilizadas como instrumento de pressão e possível extorsão. O depoimento teria ajudado os investigadores a relacionar episódios e identificar a dinâmica de funcionamento do grupo.

A riqueza de detalhes atribuída ao relato também levanta questionamentos sobre o grau de proximidade da testemunha com os bastidores políticos e administrativos da Câmara. No entanto, sem informações adicionais sobre sua posição ou vínculo com os investigados, não é possível afirmar qual era sua relação com os fatos apurados.

As suspeitas devem ser tratadas como alegações sob investigação, e a responsabilidade criminal dos envolvidos depende da apuração e de eventual decisão judicial.

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