Ser mulher não me obriga a ser feminista
E acredito que podemos construir uma sociedade em que a mulher seja respeitada, protegida e livre para viver de acordo com seus valores.

Ser mulher, para mim, nunca foi sinônimo de seguir uma cartilha ideológica.
Sou mulher, sou conservadora, sou cristã e tenho orgulho dos valores que construí ao longo da minha vida. Acredito na família, na maternidade, na fé, no trabalho, na liberdade e, acima de tudo, na defesa da vida.
E é justamente por ser mulher que acredito que precisamos voltar a falar sobre aquilo que realmente importa: respeito, segurança, dignidade e liberdade.
Eu não preciso me declarar feminista para defender uma mulher.
Não preciso transformar o homem em inimigo para defender uma mulher vítima de violência. Não preciso abrir mão da minha feminilidade para ocupar espaços de liderança. E não preciso abandonar minha fé ou meus valores para lutar pelos direitos das mulheres.
Acredito em uma mulher forte, preparada e independente, mas também acredito que ela pode escolher ser mãe, cuidar da sua família, ser feminina, elegante, ter fé e construir uma carreira. Uma coisa não anula a outra.
Como mulher e como profissional do Direito, sei que liberdade também significa ter o direito de fazer escolhas dentro da lei e assumir as responsabilidades por elas.
E quando falamos em segurança, precisamos ser muito objetivos.
Uma mulher que vive sob ameaça precisa ter proteção real. Precisa poder contar com uma polícia preparada, com leis que funcionem, com atendimento às vítimas e com mecanismos de prevenção e defesa.
Também defendo que mulheres que cumpram todos os requisitos previstos na legislação possam buscar legalmente a posse e o porte de arma como instrumento de proteção pessoal. Não estou falando de armamento irresponsável. Estou falando de direito, treinamento, responsabilidade e respeito à legislação.
Uma mulher não pode ser ensinada apenas a esperar que alguém venha protegê-la.
Ela precisa ter informação, autonomia e condições de se defender.
Também tenho uma posição clara quando o assunto é aborto: eu defendo a vida.
Não acredito que precisamos colocar a mulher contra a criança para defender a mulher. Precisamos olhar para toda a realidade que envolve uma gestação, oferecendo apoio, proteção, responsabilidade e condições para que nenhuma mulher se sinta abandonada diante de uma situação difícil.
Minha visão não é de guerra entre homens e mulheres.
Eu acredito na complementaridade, no respeito e na responsabilidade de cada um. Quero homens e mulheres trabalhando juntos para construir famílias mais fortes e uma sociedade mais segura.
Ser feminina não significa ser frágil.
Ser conservadora não significa ser incapaz de avançar.
Ter fé não significa abrir mão de autonomia.
Ser mãe não significa abandonar sonhos.
E defender valores tradicionais não significa deixar de defender os direitos das mulheres.
Eu não aceito a ideia de que uma mulher precise escolher entre sua feminilidade e sua força.
Podemos ser fortes e femininas.
Podemos liderar e cuidar.
Podemos trabalhar, empreender, estudar, ocupar espaços de decisão e, ao mesmo tempo, preservar aquilo que acreditamos.
Essa é a mulher que eu sou e a mulher que quero representar.
Uma mulher que não precisa pedir licença para defender seus princípios.
Uma mulher que não tem medo de dizer o que pensa.
Uma mulher que acredita na família, na liberdade, na segurança e na vida.
E uma mulher que sabe que defender outras mulheres não exige que eu deixe de ser quem sou.
Sou Flaviane Ramalho.
Sou mulher.
Sou conservadora.
E acredito que podemos construir uma sociedade em que a mulher seja respeitada, protegida e livre para viver de acordo com seus valores.
Sem guerra.
Sem rótulos.
Sem abrir mão dos nossos princípios.
Por Flaviane Ramalho, candidata a deputada estadual pelo Novo



