Senado terá maioria de direita a partir de 2027
A nova composição da Casa terá 49 senadores alinhados à direita, 27 à esquerda e cinco ao centro

A composição do Senado Federal será significativamente alterada a partir de fevereiro de 2027. As eleições realizadas neste domingo (4) renovaram 54 das 81 cadeiras da Casa e, segundo levantamento do Poder360, 33 dos senadores eleitos são classificados como mais alinhados à direita.
O Partido Liberal (PL) foi a legenda que mais ampliou sua presença no Senado na eleição, com 19 novos eleitos. Na sequência aparecem MDB, com sete, e PT, com seis.
Considerando os parlamentares eleitos e os senadores que ainda possuem mandato até 2031, a próxima composição do Senado deverá reunir 49 parlamentares classificados como de direita, 27 de esquerda e cinco de centro.
A mudança na correlação de forças ganha relevância diante da intenção manifestada por setores da oposição de apresentar ou dar andamento a pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes.
O Senado tem competência constitucional para processar e julgar ministros do STF em casos de crimes de responsabilidade. Para que um processo de impeachment resulte em condenação, são necessários 54 votos, o equivalente a dois terços dos 81 integrantes da Casa.
Mesmo com os 49 senadores classificados como de direita formando o maior bloco ideológico da próxima composição, o grupo ainda ficaria cinco votos abaixo do quórum necessário para uma condenação em processo de impeachment.
A classificação ideológica considerada no levantamento é feita individualmente para cada parlamentar, e não necessariamente corresponde à posição oficial de seus respectivos partidos.
Veja como fica a composição por partido
PL: 12 → 28 senadores (+16)
PT: 9 → 9 (0)
MDB: 10 → 8 (-2)
PP: 6 → 6 (0)
União Brasil: 9 → 6 (-3)
Republicanos: 4 → 5 (+1)
PSD: 15 → 5 (-10)
PSB: 4 → 4 (0)
Novo: 0 → 3 (+3)
Podemos: 5 → 2 (-3)
PSDB: 3 → 2 (-1)
PDT: 3 → 1 (-2)
Rede: 1 → 1 (0)
Sem partido: 0 → 1 (+1)
Senadores eleitos por estado
Acre: Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos)
Alagoas: Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB)
Amapá: Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD)
Amazonas: Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB)
Bahia: Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT)
Ceará: Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede)
Distrito Federal: Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos)
Goiás: Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União)
Maranhão: André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo)
Mato Grosso: Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL)
Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)
Minas Gerais: Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT)
Pará: Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União)
Paraíba: João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB)
Paraná: Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo)
Pernambuco: Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT)
Piauí: Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD)
Rio de Janeiro: Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL)
Rio Grande do Norte: Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT)
Rio Grande do Sul: Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo)
Rondônia: Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL)
Roraima: Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB)
Santa Catarina: Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL)
São Paulo: Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL)
Sergipe: Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB)
Tocantins: Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB)
Fonte: Agência Senado.
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