PL aparece entre os nomes mais citados em pesquisas para o Senado em diferentes estados
Levantamentos recentes apontam cenários diferentes nas disputas pelas duas vagas ao Senado; margens de erro colocam vários candidatos em situação de empate técnico

A quatro dias do primeiro turno das eleições de 2026, pesquisas divulgadas na última semana mostram candidatos ligados à direita e ao PL entre os nomes mais citados em diferentes disputas pelo Senado. Os resultados, porém, variam de acordo com o estado, o instituto, o período de coleta e a metodologia utilizada.
Como cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado, os levantamentos consideram a intenção de voto para as duas vagas disponíveis em cada unidade da Federação. A margem de erro também coloca vários concorrentes dentro de faixas de empate técnico.
Em Santa Catarina, a pesquisa Quaest divulgada em 24 de setembro mostrou Carol de Toni (PL) com 17%, Carlos Bolsonaro (PL) com 16% e Esperidião Amin (PP) com 15%. Décio Lima (PT) apareceu com 10%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os três primeiros estavam tecnicamente empatados.
No Rio de Janeiro, levantamento da Quaest divulgado em 29 de setembro apontou Benedita da Silva (PT), Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL) com 15% cada. O levantamento ouviu 1.302 pessoas entre 25 e 28 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) apareceu com 26% na pesquisa Quaest divulgada em 29 de setembro. Leila do Vôlei (PDT) registrou 20%, Bia Kicis (PL), 18%, e Erika Kokay (PT), 16%. O levantamento ouviu 1.104 eleitores entre 25 e 28 de setembro e tem margem de erro de três pontos percentuais.
O cenário também apresenta diferenças importantes em outros estados.
Em São Paulo, pesquisa Quaest citada no levantamento colocou Guilherme Derrite (PP) com 18%, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) com 15% cada e André do Prado (PL) com 12%. Outro levantamento, da RealTime Big Data, apresentou percentuais diferentes, com Derrite em 22%, André do Prado em 20%, Simone Tebet em 18% e Marina Silva em 15%.
Em Minas Gerais, a Quaest divulgada em 29 de setembro registrou Domingos Sávio com 14%, Marília Campos com 13% e Carlos Viana e Aécio Neves com 12% cada. Pela margem de erro de três pontos percentuais, os quatro aparecem em situação de empate técnico.
Em Alagoas, pesquisa do Paraná Pesquisas divulgada nesta quarta-feira (30) mostrou Marina JHC (PSDB) com 45,6%, Arthur Lira (PP) com 41,6% e Renan Calheiros (MDB) com 36,9%. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, o que coloca os três dentro de uma faixa de empate técnico. O levantamento ouviu 1.400 eleitores entre 26 e 29 de setembro, em 59 municípios, e está registrado no TSE sob o número AL-01237/2026.
No Piauí, levantamento da AtlasIntel divulgado em 29 de setembro apresentou Marcelo Castro (MDB) com 26,7% e Júlio César (PSD) com 26,6%, praticamente empatados numericamente, segundo os dados publicados no material.
Os números mostram que a reta final da campanha reúne cenários distintos. Em alguns estados, candidatos ligados ao PL aparecem entre os nomes mais citados; em outros, a disputa envolve diferentes partidos e forças políticas.
Os resultados devem ser analisados considerando a data da coleta, a margem de erro, o número de entrevistados, o registro eleitoral e a metodologia de cada levantamento. Pesquisas eleitorais retratam as intenções de voto no período em que foram realizadas e não constituem resultado da eleição.
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