PL acusa Janja de fake news após Janja afirmar que Flávio acabaria com Farmácia Popular
No mesmo vídeo, Janja afirmou que Flávio “vai enterrar” a proposta de acabar com a escala 6x1.

A primeira-dama Janja Lula da Silva voltou às redes sociais para fazer críticas ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, durante a campanha do segundo turno.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Janja afirmou que, caso Flávio seja eleito, o programa Farmácia Popular será encerrado. Ela também disse que o candidato seria contrário ao fim da escala de trabalho 6x1 e fez críticas relacionadas aos direitos das mulheres, à segurança pública e a uma eventual nova pandemia.
“E o Farmácia Popular? Flávio Bolsonaro vai acabar”, afirmou Janja.
A declaração provocou reação do PL, que acusou a primeira-dama de disseminar fake news sobre as propostas do candidato.
Em manifestação divulgada nas redes sociais, o partido afirmou que os medicamentos gratuitos continuarão sendo distribuídos pelo Farmácia Popular em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
A afirmação de Janja também foi analisada pelo site de checagem Aos Fatos, que informou não ter encontrado registro de declaração de Flávio defendendo o fim do programa. A campanha do candidato negou que ele tenha anunciado a extinção do Farmácia Popular.
O plano de governo de Flávio Bolsonaro, registrado na Justiça Eleitoral, também não apresenta proposta de encerramento do Farmácia Popular. O documento prevê medidas na área da saúde, como reajuste da tabela do SUS, ampliação da Estratégia Saúde da Família e entrega domiciliar de medicamentos para idosos, pessoas com deficiência e pacientes com doenças crônicas.
Outras críticas
No mesmo vídeo, Janja afirmou que Flávio “vai enterrar” a proposta de acabar com a escala 6x1.
“Os direitos das mulheres, que demoramos tanto tempo para conquistar, Flávio Bolsonaro vai destruir. Sabe o fim da escala 6 por 1? Ele vai enterrar, acabar. Nós queremos que você descanse, que tenha tempo com a sua família. Ele quer que você trabalhe sete dias por semana”, declarou.
A primeira-dama também associou uma eventual vitória de Flávio ao avanço do crime organizado, ao aumento da circulação de armas e a uma possível piora da resposta do governo diante de uma nova pandemia.
Na sequência, fez novas críticas à família Bolsonaro e afirmou que não pretende permitir, segundo suas palavras, uma volta ao que chamou de “trevas” dos últimos quatro anos.
A manifestação ocorre durante a intensificação da campanha do segundo turno, em que Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência da República.
O que está confirmado: não há, no plano de governo apresentado por Flávio à Justiça Eleitoral, proposta de acabar com o Farmácia Popular. A campanha do candidato também nega essa intenção.
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