Pular para o conteúdo

Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Polícia

PF aponta que ex-cunhado de Sérgio Ricardo recebeu R$ 2,2 milhões e transportava dinheiro vivo

Decisão do STJ aponta Adriangelo Barros Antunes como um dos responsáveis pela circulação de dinheiro em espécie no suposto esquema investigado pela Polícia Federal.

Redação Assembleia News2 min de leitura
WhatsApp
PF aponta que ex-cunhado de Sérgio Ricardo recebeu R$ 2,2 milhões e transportava dinheiro vivo

O assessor especial da Presidência do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Adriangelo Barros Antunes, teria recebido R$ 2.280.724,93 a partir de setembro de 2025, conforme informações reunidas na investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de irregularidades envolvendo contratos administrativos e pagamentos dentro da instituição. Ele foi preso preventivamente na quinta-feira (29), durante a Operação Tomada de Contas.

Ex-cunhado do presidente afastado do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida, Adriangelo é apontado pelas investigações como um dos operadores responsáveis pelo transporte e pela circulação de dinheiro em espécie. Sérgio Ricardo também foi preso e é apontado na decisão judicial como suposto líder da estrutura investigada.

A decisão que autorizou as medidas foi proferida pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o documento, Adriangelo teria participado da retirada e do transporte de valores sacados pela então chefe de gabinete da Presidência do tribunal, Roseli Loss. Os saques atribuídos a ela somam aproximadamente R$ 3,5 milhões.

Investigação aponta repasses e movimentação de dinheiro

Conforme os elementos apresentados pela Polícia Federal ao STJ, parte dos valores que teriam passado pelas contas de Adriangelo foi transferida para sua esposa, sua filha e uma terceira pessoa ainda não identificada. O ministro interpretou a movimentação, em análise preliminar, como possível tentativa de ocultação de recursos.

A investigação também aponta que Adriangelo teria sido registrado por câmeras realizando saques em uma agência bancária instalada nas dependências do próprio Tribunal de Contas. Os registros e as movimentações financeiras são utilizados pela PF para sustentar a suspeita de que ele atuava no transporte de dinheiro em espécie.

Ao determinar a prisão preventiva, Og Fernandes considerou que havia risco de continuidade das práticas investigadas e de interferência na produção de provas. Para o ministro, as medidas cautelares alternativas propostas não seriam suficientes naquele momento.

Operação atingiu cúpula do Tribunal de Contas

A Operação Tomada de Contas foi deflagrada pela Polícia Federal em 29 de outubro para apurar suspeitas de irregularidades em contratos administrativos, pagamentos e movimentações financeiras envolvendo integrantes e servidores do TCE-MT.

Além de Sérgio Ricardo, foram presos outros investigados apontados como integrantes do suposto núcleo operacional. Conselheiros e outros servidores também foram alvo de medidas cautelares, incluindo afastamentos de funções.

Entre os conselheiros afastados estão Guilherme Maluf, Alisson Carvalho de Alencar e José Carlos Novelli.

As investigações buscam esclarecer a origem dos recursos, o caminho percorrido pelo dinheiro e a possível participação de agentes públicos e particulares no esquema. As prisões são preventivas e não representam condenação. Os fatos ainda dependem de apuração e decisão judicial definitiva.

Mais em Polícia

Ver editoria