Novo revela atraso de até R$ 1,25 milhão do PL e cobra regularização de recursos
O Novo ocupa a vaga de vice na chapa, com Reinaldo Morais.

O presidente do Novo em Mato Grosso, Rafael Iacovacci, afirmou que o PL ainda não repassou integralmente os recursos previstos em um acordo para auxiliar as campanhas proporcionais do partido nas eleições de 2026.
Segundo Iacovacci, o entendimento previa repasses entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões. Até o momento, porém, aproximadamente metade do valor teria sido entregue, deixando uma diferença que pode chegar a R$ 1,25 milhão.
A situação veio a público após candidatos do Novo cobrarem a direção estadual diante de dificuldades enfrentadas durante a campanha, principalmente na produção e distribuição de materiais.
“Por conta desses imprevistos, nós fomos pressionados pelos próprios candidatos, e é dever nosso, da diretoria, sempre deixar muito às claras o que está ocorrendo”, afirmou Iacovacci.
Repasses e material de campanha
De acordo com o dirigente, uma reunião foi realizada na semana passada com o presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, e candidatos do Novo. No encontro, ficou definido que os repasses e os problemas relacionados à produção de materiais começariam a ser regularizados a partir de sexta-feira (25) ou segunda-feira (28).
“Não concretizou 100%, mas está em andamento”, disse.
Além da questão financeira, Iacovacci citou dificuldades envolvendo gráficas, produção de santinhos, logística, comunicação e cumprimento de prazos.
O Novo possui 34 candidatos no Estado, sendo 25 para deputado estadual e nove para deputado federal. Para o presidente da sigla, o número de candidaturas e os compromissos assumidos ao longo da campanha contribuíram para os problemas operacionais.
“São muitos candidatos, só nós, por exemplo, o partido tem 34 candidatos, são 25 estaduais e nove federais. Muitas promessas são feitas, compromissos são firmados, e não dá para ser 100%”, afirmou.
Segundo Iacovacci, problemas com fornecedores de material gráfico também atingiram candidatos de outros partidos da coligação.
“A gráfica foi o principal, mas eu digo que a gráfica foi para todos os partidos da coligação inteira. Então o próprio PL teve problemas, nós tivemos, e o pessoal do MDB também”, declarou.
Novo mantém apoio a Wellington
Apesar das cobranças internas, Iacovacci negou que o Novo esteja articulando o rompimento da aliança com o candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL).
O Novo ocupa a vaga de vice na chapa, com Reinaldo Morais.
Segundo o dirigente, houve insatisfação entre alguns candidatos, mas não existe um movimento organizado para abandonar a aliança. Ele classificou os episódios como “ruído” ocorrido durante a campanha e afirmou que a direção buscou esclarecer a situação internamente.
“Não, na verdade, você não consegue agradar 100%. Quando eu falo uma minoria, é uma minoria mesmo, que ficaram mais inflamados por certas situações”, disse.
Iacovacci afirmou ainda que o Novo não pode garantir compromissos assumidos por terceiros, mas continuará cobrando a regularização dos repasses.
“É claro que a gente não consegue avalizar terceiros. Nós tivemos alguns imprevistos, mas a gente tentou contornar da melhor forma”, afirmou.
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