POLÍTICA NACIONAL

Congresso derruba vetos a oito pontos da LDO; outros 156 itens tem votação adiada

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O Congresso Nacional derrubou nesta terça-feira (17) vetos do Poder Executivo a oito pontos do projeto de Lei das Diretrizes Orçamentária (LDO) de 2024. A votação dos outros 156 dispositivos barrados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi adiada para a próxima sessão deliberativa do Congresso.

A LDO foi sancionada como Lei 15.080, em dezembro do ano passado. A norma é resultado do projeto de lei (PLN) 3/2024, que teve um total de 164 pontos vetados pelo Palácio do Planalto (VET 47/2024).

Fundo partidário

Os parlamentares derrubaram o veto a um dispositivo que trazia regras para o cálculo do Fundo Partidário. Segundo o projeto da LDO, a dotação de 2025 deveria corresponder ao valor de 2016, corrigido ano a ano pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

De acordo com o Poder Executivo, a medida “comprime o valor das demais despesas da Justiça Eleitoral”. “A proposição legislativa não é condizente com o regime fiscal sustentável. A aprovação da proposição resultaria no crescimento das despesas correspondentes em patamar superior ao crescimento dos limites de despesas primárias”, argumentou o Palácio do Planalto na mensagem de veto. Ainda assim, o dispositivo foi derrubado por acordo.

Rodovias

O PLN 3/2024 autorizava o uso de recursos federais para construção e manutenção de rodovias sob jurisdição dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O texto também permitia a destinação do dinheiro para a malha hidroviária brasileira.

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Desde 2008, o Congresso Nacional prevê essa possibilidade na LDO. De lá para cá, sempre que o Poder Executivo barra esse dispositivo, os parlamentares têm decidido pela derrubada. Foi o que ocorreu nesta terça-feira.

O Poder Executivo também vetou um dispositivo que autorizava o repasse de recursos do Orçamento para “aquisição e implantação de purificadores de água em escolas públicas”. Segundo o Palácio do Planalto, a discriminação de uma despesa de maneira tão específica poderia provocar a “pulverização de ações no orçamento”. O veto foi derrubado.

Convênios

O projeto da LDO estabelecia prazo de 36 meses para que um ente da Federação cumprisse as cláusulas suspensivas exigidas para a liberação de recursos públicos por meio de convênios com outro ente. Esse ponto foi vetado pelo Poder Executivo, que adota um prazo de nove meses, prorrogável por igual período.

Com a derrubada do veto, projetos incipientes vão ter mais tempo para a apresentação de documentos, como a licença ambiental prévia. Na prática, o prazo mínimo de 36 meses amplia o estoque de restos a pagar e permite a liberação de recursos de emendas alocadas para aqueles projetos.

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Cauc

Outro dispositivo vetado dispensava a comprovação de regularidade cadastral junto ao Tesouro Nacional para municípios até 65 mil habitantes. A comprovação se dá pelo Sistema de Informações sobre Requisitos Fiscais, conhecido como Cauc.

Com a derrubada do veto, as cidades podem receber recursos da União mesmo que não consigam comprovar a situação de adimplência fiscal e financeira para celebração de transferências voluntárias. Nas últimas LDOs, o Executivo vetou e o Congresso Nacional derrubou vetos a dispositivos semelhantes.

Restos a pagar

O projeto da LDO permitia o aproveitamento de restos a pagar não processados em favor de novo beneficiário. O Poder Executivo barrou a medida, mas o veto foi derrubado. Com isso, fica autorizado o aporte de recursos adicionais, inclusive por meio de emendas, para concluir obras e serviços de engenharia que estejam paralisados há mais de um ano e que tenham orçamentos defasados.

Outro dispositivo que teve o veto derrubado pelo Congresso Nacional autoriza a realização de licitação com base em orçamentos de anos anteriores. Com a decisão dos parlamentares, a administração pública pode utilizar restos a pagar não processados para realizar nova licitação, desde que mantido o objeto original.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

José Sarney relança três de seus romances no Senado

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O ex-presidente da República e do Senado, e escritor, José Sarney relançou, na noite desta quarta-feira (20), no Salão Negro do Congresso Nacional, três de seus principais romances em um evento marcado por homenagens à sua trajetória política e literária. A coletânea, publicada pela editora Ciranda Cultural, reúne os títulos “O Dono do Mar”, “Saraminda” e “A Duquesa Vale uma Missa”, obras que percorrem diferentes cenários e personagens da formação cultural brasileira — dos garimpos amazônicos à cultura ribeirinha do Maranhão.

Imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), Sarney é autor de contos, crônicas, ensaios e romances. A obra “O Dono do Mar”, traduzida para diversos idiomas, ganhou versão cinematográfica e se tornou um dos títulos mais conhecidos de sua produção literária.

O ex-senador afirmou que sua trajetória foi marcada por “duas vertentes”: a literatura e a política. Segundo ele, a literatura sempre foi uma vocação cultivada desde a infância, impulsionada pela convivência com os livros. Sarney afirmou ter passado “20% da vida em companhia dos livros, lendo e escrevendo” e destacou já ter publicado 123 títulos. 

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— Ao nascer Deus me deu um grande amigo, que foi o livro, que me acompanha até hoje — disse. 

Sobre a carreira pública, José Sarney afirmou que a política não surgiu como uma escolha pessoal, mas como um caminho traçado pela própria vida.

 — A política não é uma vocação, é um destino. Eu tive a oportunidade de trabalhar pelo povo brasileiro — declarou. 

Sarney disse ainda que a atuação política lhe trouxe “profundas responsabilidades”, que procurou exercer ao longo da trajetória em cargos como a presidência da República, o governo do Maranhão e a presidência do Senado.

Biografia marcante

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que José Sarney construiu “uma das biografias mais marcantes da vida nacional”, tanto como homem público quanto como intelectual. Segundo ele, a trajetória de Sarney sempre foi marcada pelo “talento, dignidade e honradez”. Ao comentar o relançamento dos romances do ex-presidente, Davi destacou que as obras estão entre as mais importantes da literatura produzida sobre o Norte do país.

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—São livros que revelam não apenas o talento do escritor José Sarney, mas também a profunda conexão de Vossa Excelência com o Brasil e com a formação cultural do nosso país — afirmou. 

‘Imaginar caminhos’

Para o presidente da Câmara, Hugo Motta, não é possível dissociar o escritor do política. Ele apontou que literatura e política compartilham a capacidade de “imaginar caminhos” para o país e que a obra de Sarney revela sensibilidade para compreender as diferentes realidades brasileiras, qualidade que também considera essencial para a atividade política. 

— A política exige a capacidade de imaginar todos os dias como o nosso país pode ser melhor — disse. 

O evento contou também com as presenças do ministro aposentado do STF Ricardo Lewandowski; do ex-procurador-geral da República Augusto Aras; além de senadores, deputados, representantes do Judiciário, prefeitos e outras autoridades.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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