Lula envia carta aos evangélicos prometendo ouvir demandas e pedir discernimento nas urnas
. Essa defesa prática é central para conectar-se com o público evangélico, que valoriza o fortalecimento dos vínculos familiares.

O presidente Lula escreveu uma carta direcionada aos evangélicos, na qual afirma seu respeito às religiões e compromisso com as famílias brasileiras. O documento, que deve ser divulgado oficialmente nesta semana, destaca propostas como o fim da escala de trabalho 6x1 e a regulamentação de casas de apostas, além de um chamado para que os fiéis busquem orientação espiritual na escolha do voto.
© Getty Images
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Diretórios estaduais do PT começaram a divulgar, em grupos da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma carta escrita por ele voltada aos evangélicos. O conteúdo, revelado pelo jornal O Globo e confirmado pelo Broadcast Político junto a integrantes do partido, destaca a intenção do presidente em dialogar com esse público.
A elaboração deste documento, assim como de outra carta separada destinada aos católicos, foi confirmada na noite de terça-feira (13) pelo presidente do PT, Edinho Silva. Em conversa com jornalistas após uma reunião com líderes aliados à campanha de Lula, Edinho explicou que o texto estava em fase de revisão, pois o presidente pediu ajustes em várias partes da proposta. O documento ainda não foi divulgado oficialmente pela campanha, nem nas redes sociais nem em grupos oficiais, mas deverá ser publicado ainda nesta semana.
Pontos-chave da carta aos evangélicos
Lula afirma respeito total às religiões, incluindo a evangélica, apesar de não ser praticante.
O presidente declara compromisso com a defesa das famílias brasileiras através de ações concretas.
É incluído um pedido explícito para que os fiéis busquem "discernimento" em Deus para escolher o voto.
A carta menciona a proibição das casas de apostas (bets) via medida provisória.
É destacada a proposta de acabar com a escala de trabalho 6x1 para garantir mais tempo em família.
Nas linhas iniciais do texto que circula entre os petistas, Lula ressalta que os cristãos com quem tem dialogado lhe ensinam que a Bíblia orienta a "seguir a verdade em amor". Ele enfatiza: "Não sou evangélico, mas tenho total respeito por quem é, assim como tenho por todas as religiões e profissões de fé". O presidente pontua que existe um ponto em comum entre as crenças: "o compromisso de cuidar das famílias brasileiras, pois somente lares fortes podem produzir uma nação forte". Dessa forma, ele declara a intenção de "escutar e atender aos anseios de vocês [evangélicos]".
Chamado para o voto consciente
Considerando a importância da fé no dia a dia dessa população, o presidente afirma: "Sei que, nas famílias evangélicas, tudo se decide em oração". Por isso, ele conclama os fiéis a: "pedirem discernimento a Deus para fazer a escolha nesta eleição". O texto encerra essa parte com um apelo emocionado: "Vá às urnas com a consciência livre e com a aliança renovada com o nosso amado Brasil".
Além da questão religiosa, o presidente reforça que tem feito "a defesa das famílias brasileiras com ações concretas". Ele contrasta seu governo com o de outros líderes, afirmando que atua "não com discursos vazios, como muitos outros fazem". Essa defesa prática é central para conectar-se com o público evangélico, que valoriza o fortalecimento dos vínculos familiares.
Propostas sociais e qualidade de vida
Lula cita duas medidas específicas que beneficiam diretamente o tempo de lazer e a vida familiar. Primeiro, ele menciona a proibição das apostas online (bets), assinada recentemente por meio de uma medida provisória. Segundo, destaca a proposta de acabar com a escala de trabalho 6x1 (seis dias de trabalho e um de folga).
Segundo o presidente, "as pessoas precisam de mais tempo para descansar, ter lazer e estar em casa com os seus, fortalecendo os vínculos familiares". Para o público evangélico, ele destaca que essa mudança garante "mais tempo para estar na igreja em comunhão com os irmãos e em adoração". A conclusão da carta é um alerta contra políticas que "destroem vidas" ou "fechem templos", reafirmando que, seguindo o ensinamento de Jesus, o governo deve "amar a todas as pessoas".
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