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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Política MT

Gisela diz que eleitor questionava se Pivetta “era da direita mesmo” e que polarização exigiu posicionamento na campanha

Vice-governadora eleita afirma que polarização presidencial obrigou chapa a explicitar posicionamento político, mas atribui vitória às entregas da gestão estadual

ANA SANTOS3 min de leitura
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Gisela diz que eleitor questionava se Pivetta “era da direita mesmo” e que polarização exigiu posicionamento na campanha

A vice-governadora eleita de Mato Grosso, Gisela Simona (União Brasil), afirmou que a polarização política marcou a campanha que garantiu a reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado. Segundo ela, durante a disputa, eleitores questionavam se a chapa realmente representava a direita, principalmente por concorrer com o número 10, do Republicanos, e não com o 22, do PL.

A declaração foi feita na noite de quinta-feira (8), durante entrevista ao programa Roda de Entrevista. Na avaliação de Gisela, a disputa presidencial influenciou diretamente o comportamento de parte do eleitorado mato-grossense, que buscava identificar o posicionamento político dos candidatos estaduais.

“Eu acredito que teve polarização, teve polarização. O que nos deixou muito nítido: Mato Grosso já teve 70% de votos para Bolsonaro, por exemplo. Nós temos um estado que é conservador”, afirmou.

Segundo a vice-governadora eleita, a campanha recebeu questionamentos recorrentes de eleitores que associavam o posicionamento ideológico dos candidatos aos números e partidos da disputa nacional.

“A todo momento, nós que estávamos ali com o voto do 10 sofremos algumas dúvidas do eleitor: será que esse pessoal é da direita mesmo ou não? O eleitor queria saber isso. O eleitor estava discutindo a eleição presidencial. Então, a todo momento, eles queriam saber quem era Lula e quem era Bolsonaro”, relatou.

Gisela afirmou que, diante desse cenário, a chapa precisou explicitar seu posicionamento político em diferentes momentos da campanha.

“Como a gente não tinha o 22 no número, em vários momentos a gente teve que, de alguma forma, manifestar de que lado a gente estava em termos de polarização, se era Lula ou se era Bolsonaro. Então, isso existiu”, declarou.

Chapa demonstrou preocupação com o número 22

A vice-governadora também reconheceu que a equipe chegou a demonstrar preocupação com a força eleitoral do número 22, utilizado pelo PL, partido do senador Wellington Fagundes, adversário de Pivetta na disputa pelo governo estadual.

Segundo ela, parte dos eleitores demonstrava preferência pelo número independentemente do candidato que o representava.

“Nós ficamos bastante preocupados com o 22 num determinado momento, porque muito eleitor queria votar no 22, independente de quem fosse”, afirmou.

Na sequência, Gisela fez uma avaliação sobre a identificação ideológica dos candidatos da disputa estadual.

“Mas, na verdade, quem conhecia quem representava o 22 no estado entendia que ele não era uma direita raiz, como é, em tese, o 22”, declarou.

Gisela atribui vitória às entregas do governo

Apesar de reconhecer o peso da polarização, Gisela avaliou que a votação obtida por Pivetta também refletiu a percepção do eleitorado sobre os resultados da administração estadual.

Pivetta foi reeleito no primeiro turno com 1.128.099 votos, equivalentes a 60,77% dos votos válidos.

Para a vice-governadora eleita, a população demonstrou interesse em resultados concretos da gestão, para além das disputas ideológicas.

“Foi uma campanha polarizada, sim, que exigiu, em vários momentos, esse posicionamento. Mas eu acredito que Mato Grosso tem um público que quer muito resultado. Tem muita gente que já cansou de só ver a briga e não ver entregas”, afirmou.

Gisela concluiu que o desempenho eleitoral da chapa está relacionado à avaliação positiva que, segundo ela, parte da população faz das ações desenvolvidas pelo governo estadual.

“Então, o sucesso dessa votação histórica é fruto de entrega, é fruto de resultado que a grande maioria do povo de Mato Grosso quis”, concluiu.

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