Fecomércio-MT alerta para risco de demissões com o fim da escala 6×1
A federação também criticou a votação da proposta durante o período eleitoral. Apesar das ressalvas apresentadas pelo setor empresarial, a matéria recebeu apoio dos oito deputados federais e dos três senadores de Mato Grosso, segundo as informações divulgadas.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) manifestou preocupação com os possíveis efeitos econômicos do fim da escala 6×1. A proposta aprovada pelo Senado prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e a garantia de dois dias de descanso.
O presidente da entidade, Tião da Zaeli, avalia que a mudança poderá exigir adaptações nas empresas, como reorganização de turnos, contratação de novos funcionários e ampliação do uso de tecnologias para manter o funcionamento das atividades.
Segundo ele, essas medidas podem aumentar os custos operacionais e afetar a competitividade dos negócios, com possíveis reflexos na manutenção dos empregos.
“Alterações na jornada de trabalho podem exigir reorganização operacional, adequação de custos e mudanças na gestão de pessoal, com reflexos sobre a competitividade e a manutenção dos postos de trabalho”, declarou.
Entidade pede estudos sobre os impactos
A Fecomércio-MT reconhece a importância de melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida dos trabalhadores, mas defende que mudanças na jornada sejam precedidas por estudos técnicos e amplo debate sobre os efeitos econômicos.
Na avaliação da federação, comércio, serviços e turismo estão entre os setores que podem enfrentar desafios para adequar escalas e manter o atendimento sem elevar significativamente as despesas.
A entidade também defende que a definição das jornadas considere as particularidades de cada atividade econômica e seja discutida por meio de negociações coletivas entre sindicatos e empresas.
Proposta foi aprovada pelo Senado
A federação também criticou a votação da proposta durante o período eleitoral. Apesar das ressalvas apresentadas pelo setor empresarial, a matéria recebeu apoio dos oito deputados federais e dos três senadores de Mato Grosso, segundo as informações divulgadas.
O debate sobre o fim da escala 6×1 envolve, de um lado, a busca por mais tempo de descanso e qualidade de vida para os trabalhadores e, de outro, as preocupações de empresas com custos, produtividade e organização das equipes.
A efetivação das mudanças depende do andamento legislativo e da definição das regras aplicáveis. A aprovação no Senado, por si só, não significa que a nova jornada já esteja em vigor.
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