Despesas superam saldo em caixa em sete campanhas ao Senado de MT
Dados da prestação de contas eleitoral mostram diferença entre despesas acumuladas e saldo disponível nas campanhas; Janaina Riva e Margareth Buzetti ainda têm mais recursos em caixa do que gastos declarados

Sete candidatos ao Senado por Mato Grosso já declararam à Justiça Eleitoral despesas superiores ao saldo financeiro disponível em suas campanhas, conforme os dados de prestação de contas consultados nesta reta final das eleições de 2026.
A diferença não significa, por si só, irregularidade. As prestações de contas são atualizadas durante a campanha e refletem as receitas e despesas declaradas pelos candidatos até o momento da consulta. A análise definitiva das contas cabe à Justiça Eleitoral.
O maior descompasso entre despesas declaradas e dinheiro disponível aparece na campanha do ex-governador Pedro Taques (PSB). Foram registrados R$ 2,28 milhões em despesas, enquanto o saldo em caixa é de R$ 772,9 mil. A diferença é de aproximadamente R$ 1,51 milhão.
Entre os gastos de Taques, R$ 1,64 milhão foram destinados a serviços prestados por terceiros, categoria que concentra a maior parte das despesas declaradas.
José Medeiros (PL) aparece em seguida. A campanha declarou R$ 4,1 milhões em despesas e mantém R$ 2,8 milhões em caixa, uma diferença de aproximadamente R$ 1,27 milhão.
No caso de Medeiros, os maiores desembolsos informados são R$ 1 milhão em impulsionamento de conteúdos e R$ 688 mil em atividades de militância e mobilização de rua.
Carlos Fávaro (PSD) também registra despesas superiores ao saldo disponível. A campanha declarou R$ 1,71 milhão em gastos e possui R$ 1,37 milhão em caixa, uma diferença de aproximadamente R$ 336,3 mil.
Entre as principais despesas estão R$ 436,9 mil em militância e mobilização de rua, R$ 340 mil em serviços advocatícios e R$ 255 mil em impulsionamento de conteúdos.
Mauro Mendes (União) declarou R$ 1,59 milhão em despesas e mantém R$ 1,09 milhão em caixa. A diferença chega a aproximadamente R$ 496,8 mil.
Os maiores gastos informados pela campanha são R$ 400 mil em serviços prestados por terceiros, R$ 365,4 mil em publicidade por materiais impressos e R$ 275 mil em impulsionamento de conteúdos.
Galvan (Avante) também aparece com despesas acima do saldo disponível. Foram declarados R$ 904,2 mil em gastos, contra R$ 877,7 mil em caixa, uma diferença de aproximadamente R$ 26,5 mil.
A campanha informou R$ 300 mil em serviços advocatícios, R$ 247,5 mil em materiais impressos e R$ 197,2 mil em impulsionamento de conteúdos.
Beni Godoy (AGIR) declarou R$ 40,5 mil em despesas e possui R$ 26,5 mil em caixa. A diferença é de aproximadamente R$ 14 mil. O principal gasto informado é de R$ 25 mil em serviços advocatícios.
Nelson Ferreira (AGIR) apresenta a menor movimentação entre os nomes citados. A campanha declarou R$ 1 mil em despesas e não registra saldo em caixa. O valor foi destinado a serviços contábeis.
Campanhas ainda têm saldo superior às despesas
Entre os candidatos citados na prestação de contas, Janaina Riva (MDB) apresenta situação inversa. A campanha declarou R$ 1,75 milhão em despesas e mantém R$ 3,73 milhões em caixa, uma diferença positiva de aproximadamente R$ 1,98 milhão.
Margareth Buzetti (PP) também possui saldo superior às despesas declaradas. São R$ 3,30 milhões em caixa diante de R$ 2,60 milhões em gastos, diferença de aproximadamente R$ 700 mil.
Coronel Darwin (Democrata) declarou R$ 35,2 mil em despesas e mantém R$ 50 mil em caixa.
Os valores podem sofrer alterações conforme novas receitas e despesas sejam declaradas pelas campanhas. O Tribunal Superior Eleitoral informa que o DivulgaCandContas permite acompanhar as receitas e despesas declaradas, com atualização dos dados durante o período eleitoral.
Mais em Política MT
Ver editoria
TRE-MT aplica multa a José Medeiros por impulsionar vídeo com críticas a adversária

VÍDEO: Candidato aposta no confronto e apresenta “7 motivos” para pedir voto ao Senado

Max Russi e Pastor Marcos Ritela arrastam multidões em campanha propositiva por todo Mato Grosso
