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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

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Democratas viram o jogo nos EUA e conquistam Senado e Câmara

O Partido Democrata conquistou o controle do Senado e da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira (3). O resultado representa uma derrota expressiva para o presidente Donald Trump, que enfrenta agora um Congresso com maioria da oposição n

Redação Assembleia News3 min de leitura
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Democratas viram o jogo nos EUA e conquistam Senado e Câmara

O Partido Democrata conquistou o controle do Senado e da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira (3). O resultado representa uma derrota expressiva para o presidente Donald Trump, que enfrenta agora um Congresso com maioria da oposição na segunda metade de seu mandato.
O Partido Democrata conquistou o controle do Senado e da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira (3). O resultado representa uma derrota expressiva para o presidente Donald Trump, que enfrenta agora um Congresso com maioria da oposição na segunda metade de seu mandato.

A virada democrata foi impulsionada por insatisfação de eleitores com a condução do governo, o custo de vida e a guerra contra o Irã. A mudança também alcançou estados historicamente alinhados aos republicanos, onde candidatos democratas conseguiram vitórias consideradas improváveis até pouco tempo atrás.

No Kansas, os democratas elegeram um senador pela primeira vez desde 1932, encerrando um intervalo de quase um século. Na Carolina do Sul, estado em que Trump venceu por quase 18 pontos percentuais em 2024, a oposição também conquistou uma cadeira no Senado.

O resultado mais simbólico ocorreu no Texas, considerado um dos principais redutos republicanos do país. O democrata James Talarico venceu a disputa pelo Senado contra o republicano Ken Paxton, encerrando uma sequência de décadas sem vitória democrata em uma eleição estadual para o cargo. Na disputa pelo governo, Gina Hinojosa derrotou o governador republicano Greg Abbott, que tentava permanecer no comando do estado.

Congresso passa a ser oposição a Trump

A nova composição do Congresso deverá alterar a relação entre o Executivo e o Legislativo. Durante os últimos dois anos, os republicanos controlaram as duas Casas e, em grande parte, deram sustentação à agenda presidencial.

Com a maioria democrata, a expectativa é de que o partido intensifique a fiscalização sobre o governo, abra investigações envolvendo integrantes da administração, familiares e aliados de Trump e utilize o poder legislativo para pressionar por mudanças em projetos de interesse do presidente.

No Senado, os democratas também terão condições de barrar indicações presidenciais que dependam da aprovação da Casa, incluindo eventuais nomeações para a Suprema Corte.

A nova legislatura começa em janeiro de 2027. Até lá, os resultados eleitorais ainda passam pelos procedimentos de apuração e certificação, mas a derrota republicana já sinaliza uma mudança significativa no cenário político norte-americano. A mudança também alcançou estados historicamente alinhados aos republicanos, onde candidatos democratas conseguiram vitórias consideradas improváveis até pouco tempo atrás.

No Kansas, os democratas elegeram um senador pela primeira vez desde 1932, encerrando um intervalo de quase um século. Na Carolina do Sul, estado em que Trump venceu por quase 18 pontos percentuais em 2024, a oposição também conquistou uma cadeira no Senado.

O resultado mais simbólico ocorreu no Texas, considerado um dos principais redutos republicanos do país. O democrata James Talarico venceu a disputa pelo Senado contra o republicano Ken Paxton, encerrando uma sequência de décadas sem vitória democrata em uma eleição estadual para o cargo. Na disputa pelo governo, Gina Hinojosa derrotou o governador republicano Greg Abbott, que tentava permanecer no comando do estado.

Congresso passa a ser oposição a Trump

A nova composição do Congresso deverá alterar a relação entre o Executivo e o Legislativo. Durante os últimos dois anos, os republicanos controlaram as duas Casas e, em grande parte, deram sustentação à agenda presidencial.

Com a maioria democrata, a expectativa é de que o partido intensifique a fiscalização sobre o governo, abra investigações envolvendo integrantes da administração, familiares e aliados de Trump e utilize o poder legislativo para pressionar por mudanças em projetos de interesse do presidente.

No Senado, os democratas também terão condições de barrar indicações presidenciais que dependam da aprovação da Casa, incluindo eventuais nomeações para a Suprema Corte.

A nova legislatura começa em janeiro de 2027. Até lá, os resultados eleitorais ainda passam pelos procedimentos de apuração e certificação, mas a derrota republicana já sinaliza uma mudança significativa no cenário político norte-americano.

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